{"id":1656,"date":"2019-10-21T18:14:48","date_gmt":"2019-10-21T21:14:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=1656"},"modified":"2019-11-02T20:23:32","modified_gmt":"2019-11-02T23:23:32","slug":"os-limites-da-interpretacao-e-o-instante-de-despertar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2019\/10\/21\/os-limites-da-interpretacao-e-o-instante-de-despertar\/","title":{"rendered":"Os limites da interpreta\u00e7\u00e3o e o instante de despertar"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1687\" aria-describedby=\"caption-attachment-1687\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1687\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/lapsus_017_006.png\" alt=\" Salvador Dal\u00ed \u201cLa persistencia de la memoria\u2019, 1931\" width=\"400\" height=\"278\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/lapsus_017_006.png 691w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/lapsus_017_006-300x209.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1687\" class=\"wp-caption-text\">Salvador Dal\u00ed, \u201cLa persistencia de la memoria&#8221;<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Nayahra Reis<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/h6>\n<p>Em 1900, Freud (2013) inaugura a psican\u00e1lise com seu livro c\u00e9lebre, \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos [<em>Die Traumdeutung]<\/em>, onde ele articula a teoria do inconsciente e aquela da neurose a partir do sonho \u2013 considerado como a \u00ab\u00a0via r\u00e9gia do inconsciente\u00a0\u00bb. Neste texto, a quest\u00e3o da interpreta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ocupa um lugar privilegiado. No entanto, se Freud, ao longo da suas elabora\u00e7\u00f5es sobre as fun\u00e7\u00f5es da atividade on\u00edrica, mant\u00e9m sua posi\u00e7\u00e3o no que concerne os sonhos como uma realiza\u00e7\u00e3o do desejo, como uma forma\u00e7\u00e3o do inconsciente, o qual assim como os lapsos, atos falhos e os sintomas, esconde um sentido a ser desvelado, a ser lido como os hier\u00f3glifos e, por consequ\u00eancia, submetido \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o, esta \u00faltima, por sua vez, ter\u00e1 sua no\u00e7\u00e3o questionada.<\/p>\n<p><strong>O sonho \u00e9 uma interpreta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Como nos indica S. Baudini e F.Naparstek (2019) no texto preparat\u00f3rio para o pr\u00f3ximo Congresso da AMP, podemos isolar tr\u00eas tempos da obra de Freud sobre a interpreta\u00e7\u00e3o. Um primeiro tempo onde o sonho \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o do desejo e por consequ\u00eancia ele \u00e9 interpret\u00e1vel\u00a0; um segundo tempo com o texto \u201cPara al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer\u201d, onde Freud reconhece a exist\u00eancia de sonhos &#8211; tais os sonhos traum\u00e1ticos -, que n\u00e3o s\u00e3o realiza\u00e7\u00f5es do desejo, logo, n\u00e3o s\u00e3o interpret\u00e1veis\u00a0; e um \u00faltimo tempo onde Freud \u00e9 confrontado ao que ele chama de umbigo do sonho, indicando um limite na interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos. Este limite da interpreta\u00e7\u00e3o, considerado por Freud como estrutural, \u00e9 justamente o ponto que vai interessar Lacan, que articular\u00e1 a problem\u00e1tica da interpreta\u00e7\u00e3o ao Real, fazendo dela uma quest\u00e3o central na dire\u00e7\u00e3o das curas anal\u00edticas.<\/p>\n<p>Para Freud, a teoria do sonho \u00e9 intrinsicamente relacionada ao inconsciente e a \u00e9tica da interpreta\u00e7\u00e3o faz parte do trabalho anal\u00edtico, n\u00e3o podendo ser praticada de forma isolada, o que implica dizer que ela \u00e9 submetida \u00e0 rela\u00e7\u00e3o transferencial. \u00c9 o que M-H Brousse (2019) qualifica como o inconsciente transferencial ou o sonho transferencial, j\u00e1 que aquele que conta um sonho busca de certa forma um interlocutor. Ainda de acordo com M-H Brousse, em Freud encontramos a ideia de que \u00e9 o analista quem interpreta o sonho do analisando atrav\u00e9s do m\u00e9todo da decifra\u00e7\u00e3o, o qual est\u00e1 submetido \u00e0 met\u00e1fora, \u00e0 meton\u00edmia, ou seja, \u00e0s leis da linguagem e do funcionamento da cadeia significante. Trata-se aqui do aspecto \u00ab\u00a0via r\u00e9gia\u00a0\u00bb do inconsciente freudiano, onde o sonho teria uma inten\u00e7\u00e3o de significa\u00e7\u00e3o, suscet\u00edvel de ser decifrado. Mas, acrescenta Brousse, o sonho interpreta tamb\u00e9m. O sonho \u00e9 uma interpreta\u00e7\u00e3o, mas a interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o se resume ao sonho, afirma Brousse, destacando para o fato de que, dizer que o sonho interpreta, \u00e9 uma tese lacaniana.<\/p>\n<p>Dando seguimento a esta hip\u00f3tese levantada por M-H Brousse, J-A Miller (1996) no texto \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o ao avesso\u201d, alerta para esta ideia err\u00f4nea de que \u00e9 o analista que interpreta. Para Miller, a interpreta\u00e7\u00e3o primeira \u00e9 esta do inconsciente do analisante, enquanto que a interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica vem depois. O inconsciente interpreta e quer ser interpretado, diz Miller, acrescentando que \u201cinterpretar \u00e9 decifrar, mas que decifrar \u00e9 cifrar novamente, o que indica que o movimento s\u00f3 encontra seu limite na satisfa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o do gozo, ou seja, do que se satisfaz, se tornar\u00e1 para Lacan, a partir de um determinado momento do seu ensino uma quest\u00e3o essencial. Assim, como indica E. Solano-Suarez (2011), \u201conde se fala, se goza, onde se sonha, se goza e onde se delira, se goza mais ainda\u201d. O ponto crucial para a psican\u00e1lise seria ent\u00e3o, segundo esta \u00faltima, de se questionar sobre o que fazer para que a experi\u00eancia anal\u00edtica n\u00e3o se resuma apenas a um processo de decifra\u00e7\u00e3o das forma\u00e7\u00f5es do inconsciente, mas que ela consiga, se servindo da linguagem, tocar o gozo do sintoma, gozo este do qual n\u00f3s queremos nos livrar, pois nos faz sofrer, mas que, ao mesmo tempo, nos proporciona uma satisfa\u00e7\u00e3o. Lacan tamb\u00e9m acredita que h\u00e1 algo do gozo do sintoma que se presta a ser lido, decifrado, mas <em>n\u00e3o-todo<\/em>, o que significa dizer, que existe nele uma parte irredut\u00edvel, que seria da ordem do real. Aqui, podemos fazer uma analogia com o que Freud chama de umbigo do sonho, onde justamente o sonho, assim como o sintoma, n\u00e3o pode ser interpretado na sua totalidade.<\/p>\n<p><strong>Os limites da interpreta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Freud (1900), observando o processo de decifra\u00e7\u00e3o do sonho, ser\u00e1 confrontado ao que ele chamar\u00e1 de <em>Unerkannt,<\/em> umbigo do sonho, ponto insond\u00e1vel, de n\u00e3o reconhecimento do conte\u00fado sonho, o qual implica num limite \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o do sonho. A quest\u00e3o do limite da interpreta\u00e7\u00e3o ocupar\u00e1 Freud por muitos anos e em 1925, num suplemento \u00e0 8a edi\u00e7\u00e3o da <em>Traumdeutung<\/em>, ele vai abord\u00e1-la a partir da sua hip\u00f3tese quanto ao ganho imediato de prazer, <em>Lustgewinn<\/em>, da atividade on\u00edrica, afirmando que al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o utilit\u00e1ria do sonho, como guardi\u00e3o do sono, este tamb\u00e9m busca um ganho de prazer. Como observou Fabian Fajnwaks (2001), a surpresa deste texto \u00e9 de ver que Freud considera o ganho de prazer produzido pelo sonho, como um limite do que nele pode ser interpretado. E \u00e9 neste sentido que podemos entender o coment\u00e1rio de Lacan (1973-74) sobre este mesmo texto de Freud, onde ele afirma que tal como no funcionamento da linguagem, o limite do gozo, como sentido sexual que n\u00e3o pode se escrever, est\u00e1 na cifra\u00e7\u00e3o e n\u00e3o na decifra\u00e7\u00e3o do sonho.<\/p>\n<p>Num outro texto, Lacan (1975\/2019),\u00a0 em resposta \u00e0 uma quest\u00e3o de Marcel Ritter sobre a exist\u00eancia de uma rela\u00e7\u00e3o entre o umbigo do sonho com o Real e deste \u00faltimo com o desejo, j\u00e1 que Freud articula a quest\u00e3o do umbigo do sonho com o desejo, nos demonstra em que o umbigo do sonho, enquanto furo, faz limite \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o. Para Lacan, quando Freud se confronta com o umbigo sonho, ele \u00e9 na verdade confrontado com o recalque origin\u00e1rio, que se caracteriza por n\u00e3o poder ser nomeado. \u201c\u00c9 um furo, \u00e9 algo que \u00e9 o limite da an\u00e1lise. Isto tem evidentemente alguma rela\u00e7\u00e3o com o Real, o qual \u00e9 perfeitamente denomin\u00e1vel de tal modo que \u00e9 puro fato. N\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que ele introduz a no\u00e7\u00e3o de umbigo\u201d. Al\u00e9m disto, Lacan associa a palavra umbigo ao cord\u00e3o umbilical e ao fato de que o <em>falasser<\/em> pelo simples motivo de j\u00e1 se encontrar imerso na linguagem, se encontra exclu\u00eddo de sua pr\u00f3pria origem. A aud\u00e1cia de Freud, nos diz Lacan, foi de afirmar que n\u00f3s trazemos esta marca dos efeitos da lal\u00edngua, nos sonhos. Lacan nos convida ent\u00e3o a pensar a rela\u00e7\u00e3o do <em>falasser<\/em> com o inconsciente, a partir deste ponto de real no campo da linguagem, onde h\u00e1 algo imposs\u00edvel de ser reconhecido, de ser simbolizado. \u00c9 neste sentido que Lacan \u00e9 levado a afirmar que \u201co umbigo do sonho \u00e9 um furo\u201d.<\/p>\n<p><strong>O sonho como instrumento do despertar <\/strong><\/p>\n<p>\u00c9ric Laurent (2019), numa leitura rigorosa da an\u00e1lise lacaniana dos sonhos, avan\u00e7a que Lacan prop\u00f5e uma pr\u00e1tica anti-freudiana do sonho. Enquanto Freud considerava que o sonho servia para continuar a dormir, Lacan diz que o sonho serve para despertar. De acordo com E. Laurent, a partir do semin\u00e1rio Mais Ainda, Lacan generaliza a ideia de que o sonho deve ser entendido como instrumento do despertar, o que sup\u00f5e tocar no que Freud j\u00e1 havia elaborado sobre o princ\u00edpio do prazer como borda, limite do gozo. Dizer que o sonho \u00e9 um instrumento do despertar, implica, segundo E. Laurent, em revisitar a defini\u00e7\u00e3o de despertar. Assim, acrescenta Laurent, enquanto Freud tratava da oposi\u00e7\u00e3o sono <em>versus<\/em> despertar como algo de ordem biol\u00f3gica, Lacan subverte esta ideia avan\u00e7ando que: o despertar \u00e9 um desejo particular\u00a0; que n\u00f3s despertamos para continuar a sonhar\u00a0; que n\u00f3s n\u00e3o despertamos nunca\u00a0; ou ainda que o despertar absoluto \u00e9 a morte.<\/p>\n<p>O despertar ao qual Lacan nos confronta, de fazer do sonho um instrumento do despertar, \u00e9, ainda de acordo com Laurent, uma nova maneira de articular o desejo e o gozo. Dito isto, ele afirma que o gozo n\u00e3o \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o do desejo, ao contr\u00e1rio, ele \u00e9 o que n\u00e3o se pode articular, inclusive no desejo e por consequ\u00eancia, desperta tudo o que rompe com a homeostase do princ\u00edpio do prazer.<\/p>\n<p>Para concluir, Laurent insiste no fato que hoje em dia ainda somos confrontados aos sonhos e que \u00e9 preciso num primeiro tempo da an\u00e1lise, decifrar os sonhos, acompanhar os analisandos nas suas inesgot\u00e1veis associa\u00e7\u00f5es sobre seus sonhos relatados sob transfer\u00eancia, se servir do manejo do uso do sentido, para poder enfim, num segundo momento, se passar dele e alcan\u00e7ar o instrumento que o sonho se torna no final de uma an\u00e1lise, um instrumento do despertar. \u00c9 ent\u00e3o, a partir do seu uso e n\u00e3o apenas da sua interpreta\u00e7\u00e3o, afirma Laurent, que o sonho continua em vigor na \u00e9poca atual.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>BAUDINI S. e NAPARSTEK F., <strong>O sonho<\/strong>\u00a0: sua interpreta\u00e7\u00e3o e seu uso na cura lacaniana, texto de apresenta\u00e7\u00e3o do XII Congresso da AMP 2020, dispon\u00edvel em\u00a0: <a href=\"https:\/\/congresoamp2020.com\">https:\/\/congresoamp2020.com<\/a><\/h6>\n<h6>BROUSSE M-H., e LAURENT \u00c9., <strong>Une nuit de r\u00eave<\/strong>, atividade preparat\u00f3ria ao XII congresso da AMP, realizada na ECF, Paris, 28 janeiro 2019. (<em>in\u00e9dit<\/em>).<\/h6>\n<h6>FAJNWAKS F., Les limites de l\u2019interpr\u00e9tation\u00a0, <em>in<\/em> <strong>Cliniques M\u00e9diterran\u00e9es<\/strong>, Ed. \u00c8res, n\u00b0 64, pp. 243-251, 02\/2001.<\/h6>\n<h6>FREUD S., <strong>L\u2019interpr\u00e9tation du r\u00eave<\/strong> (1900), Ed. Points, Paris, 2013.<\/h6>\n<h6>FREUD S., Quelques additifs a\u0300 l\u2019ensemble de l\u2019interpre\u0301tation des re\u0302ves\u00a0 (1925), <em>in<\/em> <strong>Re\u0301sultats, ide\u0301es proble\u0300mes <\/strong>II Paris, PUF, 1985.<\/h6>\n<h6>LACAN J., <strong>Les non-dupes-errent<\/strong> (1973-74), (<em>in\u00e9dit<\/em>).<\/h6>\n<h6>LACAN J., <strong>L\u2019ombilic du r\u00eave est un trou<\/strong>\u00a0, Jacques Lacan r\u00e9pond \u00e0 une question de Marcel Ritter (1975), <em>in<\/em> La Cause du D\u00e9sir, n\u00b0 102, 06\/2019.<\/h6>\n<h6>MILLER J-A., L\u2019envers de l\u2019interpr\u00e9tation\u00a0, <em>in<\/em> <strong>La Cause Freudienne<\/strong>, n\u00b0 32, 02\/1996.<\/h6>\n<h6>SOLANO-SUAREZ E., <strong>R\u00eaves, d\u00e9lires et r\u00e9veils<\/strong>, 01\/2011, dispon\u00edvel em\u00a0: <a href=\"https:\/\/www.lacan-universite.fr\/\">https:\/\/www.lacan-universite.fr\/<\/a><\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Mestre e Doutora em Psican\u00e1lise pela Universidade Paris VIII, Fran\u00e7a; Membro de L\u2019Envers de Paris\/ECF.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nayahra Reis[1] Em 1900, Freud (2013) inaugura a psican\u00e1lise com seu livro c\u00e9lebre, \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos [Die Traumdeutung], onde ele articula a teoria do inconsciente e aquela da neurose a partir do sonho \u2013 considerado como a \u00ab\u00a0via r\u00e9gia do inconsciente\u00a0\u00bb. 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