{"id":1662,"date":"2019-10-21T18:20:38","date_gmt":"2019-10-21T21:20:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=1662"},"modified":"2019-11-02T20:26:04","modified_gmt":"2019-11-02T23:26:04","slug":"sonho-real-e-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2019\/10\/21\/sonho-real-e-politica\/","title":{"rendered":"Sonho, Real e pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1710\" aria-describedby=\"caption-attachment-1710\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1710\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/lapsus_017_003.jpg\" alt=\"Salvador Dal\u00ed , \u201cLa jirafa en llamas\u201d\" width=\"400\" height=\"471\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/lapsus_017_003.jpg 870w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/lapsus_017_003-255x300.jpg 255w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/lapsus_017_003-768x904.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1710\" class=\"wp-caption-text\">Salvador Dal\u00ed, \u201cLa jirafa en llamas\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Glaycianny Pires Alves Lira<br \/>\nMar\u00edlia Santiago de Arruda<\/h6>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\">\u201c[&#8230;] para que representemos uma realidade \u00e9 preciso antes sonhar. [&#8230;] Ou seja, para viver, \u00e9 preciso sonhar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(Ana Costa)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O ano \u00e9 2019 e h\u00e1 algum tempo a forte sensa\u00e7\u00e3o de descren\u00e7a e instabilidade toma conta da popula\u00e7\u00e3o brasileira e de sua m\u00e1quina p\u00fablica. A enxurrada de acontecimentos surreais nos faz questionar o status da nossa realidade. \u201cSer\u00e1 tudo isto um sonho?\u201d<\/p>\n<p>Freud (1900), nos prim\u00f3rdios dos seus textos j\u00e1 considerados psicanal\u00edticos, inaugura um conceito sobre a tem\u00e1tica on\u00edrica que reverbera at\u00e9 hoje, ele trata o sonho como uma forma\u00e7\u00e3o do inconsciente e aposta que seu conte\u00fado \u00e9 produto da realiza\u00e7\u00e3o de desejos inconscientes que resultaram do <em>processo ps\u00edquico prim\u00e1rio<\/em>, com deforma\u00e7\u00f5es severas exercidas pelo <em>processo ps\u00edquico secund\u00e1rio<\/em>, com a chancela dos trabalhos da <em>censura<\/em>.<\/p>\n<p>Segundo Freud (1900), pelo vi\u00e9s t\u00f3pico, o processo prim\u00e1rio \u00e9 caracterizado pelo sistema inconsciente e o processo secund\u00e1rio, avan\u00e7ando atrav\u00e9s de como ele prop\u00f5e pensar o aparelho ps\u00edquico, enquanto dividido, \u00e9 descrito como o sistema pr\u00e9-consciente \u2013 consciente; ou seja, h\u00e1, a\u00ed, o aparecimento de um segundo ponto, econ\u00f4mico-din\u00e2mico, de pensar o escoamento de energia ps\u00edquica e, portando, o fluxo inconsciente \u2013 consciente de pensamentos. Essa manifesta\u00e7\u00e3o do inconsciente pode ser pensada atrav\u00e9s de suas forma\u00e7\u00f5es: os sonhos, os chistes, os atos falhos \u2013 o que nos coloca a pensar sobre o sonho enquanto conte\u00fado direto desse inconsciente, pass\u00edvel de interpreta\u00e7\u00e3o e, em alguma medida, decifra\u00e7\u00e3o; sendo, portando, analis\u00e1vel.<\/p>\n<p>J\u00e1 Lacan (1964) prop\u00f5e pensar o sonho mantendo uma rela\u00e7\u00e3o contumaz entre realidade e repeti\u00e7\u00e3o \u2013 uma repeti\u00e7\u00e3o ordenada enquanto encontro com \u201co ponto mais cruel\u201d (p. 61), na qualidade de <em>tiqu\u00ea<\/em>. Entra, a\u00ed, no sonho, a dimens\u00e3o do desejo, ainda n\u00e3o pensada por Freud, e avan\u00e7ada por Lacan, um mais-al\u00e9m que marca, radicalmente, o lugar da falta primordial \u2013 um encontro do Real. \u00c9 importante, aqui, destacar a diferen\u00e7a, substancial entre realidade e Real, pois, talvez a diferen\u00e7a e o encontro entre esses dois pontos seja onde se localize o fio onde se possa costurar o sonho, enquanto conte\u00fado do afeto inconsciente, e a pol\u00edtica, enquanto manifesta\u00e7\u00e3o do afeto consciente de um povo, uma cultura. O Real, para Lacan (1985) apresenta-se como algo do inacess\u00edvel, \u201caquilo de n\u00e3o cessa de n\u00e3o se escrever\u201d (p.127), o imposs\u00edvel, j\u00e1 a realidade \u00e9 o nosso material de trabalho cotidiano, os ditames da cultura e as regras sociais compartilhadas, a realidade \u00e9 onde vivemos (enquanto compartilhada, coletiva) e o Real \u00e9 o subjetivo, o individual, o UM.<\/p>\n<p>Pensando no sonho como um despertar, como prop\u00f5e Lacan (1998), ou como uma realiza\u00e7\u00e3o de um desejo, como prop\u00f5e Freud (1900), e fala-se aqui em desejo sempre enquanto inconsciente, mola propulsora, h\u00e1, nos elementos do sonho, pontos onde se observa o Real, enquanto imposs\u00edvel, enquanto encontro com a dimens\u00e3o da falta \u2013 sempre \u00e0 procura de subs\u00eddios <em>tamponantes<\/em>, objetos que suturem o buraco origin\u00e1rio \u2013 mas tamb\u00e9m a realidade. No sonho, Real e realidade se misturam, misturam-se desejo e necessidade, queixas e demandas. \u00c9 no sonho, esse emaranhado entre o Eu e o social, que se pode pensar as rela\u00e7\u00f5es poss\u00edveis entre o campo do inconsciente e sua permanente impuls\u00e3o \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do desejo e o \u00e2mbito do social, da inser\u00e7\u00e3o do Eu na cultura e no que se pensa enquanto pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Para pensar sonho e pol\u00edtica na contemporaneidade, \u00e9 importante retornar um pouco no que se denomina como <em>politik\u1e17<\/em>, do grego, que se relaciona aos neg\u00f3cios do cidad\u00e3o ou do Estado. Na p\u00f3s-modernidade, essa dimens\u00e3o individual da pol\u00edtica tomou propor\u00e7\u00f5es jamais vistas, o que nos faz pensar na pol\u00edtica como um sonho, uma utopia, uma impossibilidade.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica \u00e9 a ci\u00eancia da administra\u00e7\u00e3o das nacionalidades, a arte de governar os povos, o conjunto dos princ\u00edpios pol\u00edticos que regula as rela\u00e7\u00f5es entre os diferentes Estados (FONTINHA, [<em>s.d.<\/em>]). \u00c9 a soma de todas as articula\u00e7\u00f5es e acordos que envolvam pessoas, grupos ou organiza\u00e7\u00f5es \u2013 a ger\u00eancia da sociedade tanto no campo individual como no coletivo; nesse sentido, cabe, aqui, pensar essa constitui\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica em sua esfera coletiva, como regulamentadora e fruto dos tentames de um povo.<\/p>\n<p>Freud (1925\/1976) coloca a pol\u00edtica como uma profiss\u00e3o imposs\u00edvel, para ele, governar \u00e9 de uma ordem outra, justamente pela quest\u00e3o do coletivo, sendo o sujeito que governa singular, individual. Pol\u00edtica e governante, enquanto sujeito, enla\u00e7am-se, ent\u00e3o. \u00c9 um sonho, enquanto utopia, impossibilidade, governar. O sonho enquanto representa\u00e7\u00e3o do imposs\u00edvel aparece aqui em dupla vertente, como conte\u00fado do imposs\u00edvel (inconsciente) e como manifesta\u00e7\u00e3o do imposs\u00edvel de executar da profiss\u00e3o de governar.<\/p>\n<p>Diante do que vivemos no cen\u00e1rio pol\u00edtico hodierno, h\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de caos. No entanto, h\u00e1 um sentido para reger uma orquestra deste modo. Seja pelo ac\u00famulo do capital, interesses pol\u00edticos ou do controle do discurso hegem\u00f4nico, tudo parece afinado para outros ouvidos. De tal modo, que as defini\u00e7\u00f5es de pol\u00edtica \u2013 enquanto regulamentadora das rela\u00e7\u00f5es \u2013 parecem anacr\u00f4nicas e resvalam nesse encontro imposs\u00edvel de suportar, um encontro com o caos, que pode nos remeter ao encontro com Real,\u2013 e como em um <em>sonho<\/em>, em que ocasionalmente se captura um tra\u00e7o desse Real, disto que carece radicalmente de sentido, como limite do simb\u00f3lico o imposs\u00edvel da figurabilidade.<\/p>\n<p>\u00c9, a partir do ato (im)pulsional de eleger um governante que aponta para o instintivo, dessa rachadura que permite pensar para-al\u00e9m do princ\u00edpio da realidade, mas adentrar no princ\u00edpio do prazer, no que \u00e9 inconsciente e como isso se manifesta que \u00e9 poss\u00edvel fazer uma ponte com a pol\u00edtica, essa pol\u00edtica que nos permite pensar no sentindo inverso, do coletivo para o individual, \u00a0nos fende enquanto sujeito, nos permite um acesso ao efeito de Real a partir da realidade \u2013 que causa, que inquieta.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 nisso que consiste especificamente a pol\u00edtica: ela \u00e9 um lugar de fratura da realidade\u201d (LAURENT, 2006, [<em>s.p.<\/em>]). O discurso pol\u00edtico atual possibilita escancarar essa fratura em p\u00fablico, n\u00e3o h\u00e1 pudor, \u00e9 desinibido e aplaudido por sua horda e de m\u00e3os dadas com a pol\u00edtica neoliberalista deixa claro a que veio: &#8220;voc\u00ea para mim \u00e9 lucro\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Esse discurso n\u00e3o faz la\u00e7o, a diferen\u00e7a n\u00e3o \u00e9 suportada na coletividade e o outro pode ser recha\u00e7ado:<\/p>\n<blockquote><p>A diferen\u00e7a, no sentido psicanal\u00edtico, ou seja, a diferen\u00e7a apreendida fora de toda perspectiva comparativa, a diferen\u00e7a pura, n\u00e3o \u00e9 pertinente nesta \u00f3tica. Bem mais que isso, ela \u00e9 odiada, pois ela traz em si a lei do fracasso, ela se enra\u00edza efetivamente no fracasso fundamental do sujeito falante, ou seja, no fracasso da rela\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel falar de diferen\u00e7a \u2013 a pequena como as grandes \u2013 sem que se introduza, depois se exponha, esta especificidade do <em>falasser<\/em> que \u00e9 a n\u00e3o-rela\u00e7\u00e3o, sexual e geral (BROUSSE, 2014, [<em>s.p<\/em>]).<\/p><\/blockquote>\n<p>Temos, ent\u00e3o, um novo modelo de sujeitos, consumidores, em uma \u00e9poca onde tudo \u00e9 mercadoria, tudo tem um pre\u00e7o, se produz um novo modo de gozo, como coloca Zack (2018). \u201cO significante que Jacques-Alain Miller utiliza para\u00ad representar nossa \u00e9poca, \u00e9 uma \u00e9poca de arranjo\u201d (BROUSSE, 2003, p.45). Arranjar o coletivo para que haja possibilidade de fazer la\u00e7o e de suplantar, tamponar a falta-a-ser \u2013 delirante; e de acordo com a identifica\u00e7\u00e3o ao mestre, Real.<\/p>\n<p>Esse imposs\u00edvel que n\u00e3o temos acesso nos faz buscar, sobretudo quando h\u00e1 fissuras na realidade, como a pol\u00edtica nos tem permitido ver, e \u00e9 atrav\u00e9s do sonho e do trabalho anal\u00edtico que se torna poss\u00edvel imaginarizar, simbolizar e relatar \u2013 trabalhar o que a realidade nos traz de Real.<\/p>\n<p>Lacan (1957) prop\u00f5e que em sonho, ao chegar perto desse encontro que \u00e9 imposs\u00edvel, despertamos, mas n\u00e3o em totalidade. H\u00e1 uma parte que fica submergida, mas h\u00e1 um trabalho, a\u00ed, com isso da ordem do (des)encontro. Desse modo, \u00e9 poss\u00edvel pensar que vivemos a estrutura de um sonho, cifrado, seguimos respondendo a um princ\u00edpio de realidade onde n\u00e3o se prop\u00f5e adentrar no princ\u00edpio do prazer, mas mant\u00eam-se localizado \u00e0 beira, no raso, sem trabalho, sem dar conta do Real exposto atrav\u00e9s do discurso. Seguimos anestesiados sonhando, fazendo a roda girar, cabe aqui a pergunta \u201cpai, n\u00e3o v\u00eas que estou queimando?\u201d (LACAN, 1964, p. 61) e sem ver, vai se destruindo um pa\u00eds.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/h6>\n<h6>BROUSSE, M. H. <strong>O Inconsicente \u00e9 a pol\u00edtica:<\/strong> Semin\u00e1rio Internacional Escola Brasileira de Psican\u00e1lise. S\u00e3o Paulo,2003.<\/h6>\n<h6>BROUSSE, M. H. <strong>O amor ao sinthoma contra o \u00f3dio da diferen\u00e7a<\/strong>. La cause freudienne, Paris, Navarin, n. 62, 2014. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.encontrocampofreudiano.org.br\/2014\/07\/o-amor-ao-sinthoma-contra-o-odio-da.html\">http:\/\/www.encontrocampofreudiano.org.br\/2014\/07\/o-amor-ao-sinthoma-contra-o-odio-da.html<\/a>&gt; Acesso em 26 ago. 2019.<\/h6>\n<h6>FREUD, S. <strong>A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos<\/strong>. (Edi\u00e7\u00e3o Comemorativa 100 anos) Rio de Janeiro: Imago, 2001\/1900.<\/h6>\n<h6>FREUD, S. <strong>Al\u00e9m do princ\u00edpio de prazer<\/strong>. In: ______. Al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer, psicologia de grupo e outros trabalhos Dire\u00e7\u00e3o-geral da tradu\u00e7\u00e3o de Jayme Salom\u00e3o. Rio de Janeiro: Imago, 1977\/ 1920-1922.<\/h6>\n<h6>FREUD, S. <strong>Pref\u00e1cio \u00e0 juventude desorientada de Aichhorn<\/strong>. In: FREUD, S. Obras Completas. Rio de Janeiro: Imago, 1925\/1976.<\/h6>\n<h6>FONTINHA, R. <strong>Novo Dicion\u00e1rio Etimol\u00f3gico da L\u00edngua portuguesa<\/strong>. &#8211; Porto: Domingos Bareirra, [<em>s.d<\/em>].<\/h6>\n<h6>LACAN, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise<\/strong>. Rio de Janeiro: J. Zahar Editor, 1998\/ 1964. LACAN, J. <strong>Escritos<\/strong>. Rio de Janeiro: J. Zahar Editor, 1998\/1966.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. <strong>O Semin\u00e1rio, livro 20: mais, ainda<\/strong>. Rio de janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985\/ 1972-1973.<\/h6>\n<h6>LAURENT, E. <strong>\u201cEl inconsciente es la pol\u00edtica\u201d, hoy<\/strong>. Lacan Cotidiano, 518 &#8211; Selecci\u00f3n de art\u00edculos, 2006. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"http:\/\/www.eol.org.ar\/biblioteca\/lacancotidiano\/LC-cero-518.pdf\">http:\/\/www.eol.org.ar\/biblioteca\/lacancotidiano\/LC-cero-518.pdf<\/a> &gt; Acesso em 28 ago. 2019.<\/h6>\n<h6>ZACK, O. <strong>A psican\u00e1lise e a pol\u00edtica: Uma descontinuidade discursiva<\/strong>. Conversa\u00e7\u00e3o. Belo Horizonte, 2018<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Em refer\u00eancia a uma can\u00e7\u00e3o do grupo Baiana System, de t\u00edtulo Lucro descomprimido.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Glaycianny Pires Alves Lira Mar\u00edlia Santiago de Arruda \u201c[&#8230;] para que representemos uma realidade \u00e9 preciso antes sonhar. [&#8230;] Ou seja, para viver, \u00e9 preciso sonhar\u201d. (Ana Costa) O ano \u00e9 2019 e h\u00e1 algum tempo a forte sensa\u00e7\u00e3o de descren\u00e7a e instabilidade toma conta da popula\u00e7\u00e3o brasileira e de sua m\u00e1quina p\u00fablica. 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