{"id":1666,"date":"2019-10-21T18:23:09","date_gmt":"2019-10-21T21:23:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=1666"},"modified":"2019-11-02T20:20:58","modified_gmt":"2019-11-02T23:20:58","slug":"sonho-desejo-despertar-entrevista-com-marina-recalde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2019\/10\/21\/sonho-desejo-despertar-entrevista-com-marina-recalde\/","title":{"rendered":"Sonho, desejo, despertar: entrevista com Marina Recalde"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1705\" aria-describedby=\"caption-attachment-1705\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1705\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/lapsus_017_001.jpeg\" alt=\"Francis Picabia, \u201cBahia\u201d, France\" width=\"400\" height=\"506\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/lapsus_017_001.jpeg 512w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/lapsus_017_001-237x300.jpeg 237w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1705\" class=\"wp-caption-text\">Francis Picabia, \u201cBahia\u201d, France<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por ocasi\u00e3o do Curso Breve do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia (IPB), ocorrido nos dias 2 e 3 de agosto de 2019, tendo por tema \u201cSonho, desejo e despertar\u201d, tivemos em solo baiano Marina Recalde, psicanalista membro da Escuela de la Orientaci\u00f3n Lacaniana (EOL) e da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP), Analista de Escola (AE) de 2013 a 2016 e docente da Universidade de Buenos Aires (UBA) e do Instituto de Cl\u00ednica de Buenos Aires (ICBA). Aproveitando a oportunidade, a Equipe Lapsus convidou a conferencista para uma breve entrevista.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Equipe Lapsus (EL)<\/strong> <strong>&#8211;<\/strong> Voc\u00ea poderia falar sobre o sonho e a transfer\u00eancia anal\u00edtica?<\/p>\n<p><strong>Marina Recalde (MR)<\/strong> <strong>&#8211; <\/strong>Quando come\u00e7amos a sonhar? Quando a linguagem passa a nos habitar, isto \u00e9, quando podemos come\u00e7ar a colocar imagens em palavras. O sujeito sonha. E se ele faz do sonho uma hist\u00f3ria e a dirige para algu\u00e9m, ou seja, para um analista, \u00e9 porque ele quer saber. Ele n\u00e3o quer deixar esse sonho preso no sono. Dito de outro modo, o estatuto do sonho ser\u00e1 o indicado pelo sonhador. \u00c0s vezes, o sujeito usa seu sonho para continuar dormindo, e esse sonho \u00e9 reduzido a uma tentativa de elaborar o que ocorreu enquanto dormia. Ou o sujeito o utiliza para transform\u00e1-lo em uma hist\u00f3ria dirigida ao analista, na tentativa de lhe dar um uso produtivo para elaborar o trauma (em seus dois aspectos, problematismo estrutural e trauma contingente) e tentar acordar do sonho neur\u00f3tico. \u00c9 da maneira que eu entendo a frase de \u00c9ric Laurent, em uma entrevista conjunta com Marie-H\u00e9l\u00e8ne Brousse<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, que disse que se pode argumentar que \u201calgo no sonho ser\u00e1 transferido. \u00c9 o lado do inconsciente transit\u00f3rio ou do sonho transferencial.\u201d Se o sujeito decidir fazer um uso produtivo desse &#8220;algo&#8221; que vai para a transfer\u00eancia, ser\u00e1 a ocasi\u00e3o de coloc\u00e1-lo para trabalhar, com um analista, no caminho anal\u00edtico. Mas deve ser direcionado a um Outro, transformado em uma hist\u00f3ria. Ao transform\u00e1-lo em uma hist\u00f3ria e coloc\u00e1-lo para trabalhar sob transfer\u00eancia, o sonho pode ter consequ\u00eancias na vida do sujeito. N\u00e3o \u00e9 um sonho simples.<\/p>\n<p>O que \u00e9 muito interessante notar \u00e9 o ponto em que Freud se depara com a semelhan\u00e7a entre o trabalho sobre o sonho e o que mais tarde ser\u00e1 a associa\u00e7\u00e3o livre. &#8220;Deve ser expressamente ordenado que renuncie \u00e0s cr\u00edticas \u00e0 forma\u00e7\u00f5es de pensamento percebidas [&#8230;]\u201d \u00e9 que essa cr\u00edtica \u00e9 culpada por ele n\u00e3o conseguir descobrir a resolu\u00e7\u00e3o desejada do sonho, da id\u00e9ia obsessiva etc\u201d. Neste artigo (<em>A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos<\/em>), Freud op\u00f5e a reflex\u00e3o \u00e0 introspec\u00e7\u00e3o, mas j\u00e1 podemos ver o que mais tarde ser\u00e1 uma indica\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria em qualquer an\u00e1lise: associar livremente, ou seja, falar sem pensar, sufocando todas as cr\u00edticas. Como acontece no sonho.<\/p>\n<p>\u00c9 Freud quem, desde o in\u00edcio, indicar\u00e1 que o sonho deve ser apresentado em fragmentos. \u00a0Dito isto, os analistas devem ser advertidos sobre os detalhes mais pr\u00f3ximos do m\u00e9todo de descriptografia, pois permite ler os detalhes e n\u00e3o a cena completa.<\/p>\n<p>No Semin\u00e1rio 11, Lacan estabelecer\u00e1 a diferen\u00e7a entre o inconsciente e o sujeito do inconsciente. Se o inconsciente falha, se o sujeito \u00e9 surpreendido por um ato fracassado, por um lapso, por um sonho, etc. Quem sonha? E se a resposta \u00e9 que assumimos um sujeito para o inconsciente, \u00e9 porque o inconsciente produz e o sujeito n\u00e3o entende o que essas produ\u00e7\u00f5es significam. \u201cPara n\u00f3s, o importante \u00e9 que nisto vemos o n\u00edvel em que &#8211; antes de qualquer forma\u00e7\u00e3o do sujeito, de um sujeito que pensa, que est\u00e1 situado nele &#8211; algo conta e \u00e9 contado, e nessa contagem j\u00e1 existe o contador. S\u00f3 depois o sujeito deve ser reconhecido nele e deve ser reconhecido como contador\u201d. Ou seja, primeiro existe a estrutura da cadeia significativa e, em seguida, um sujeito a essa cadeia deve ser concebido. O assunto, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 dado de antem\u00e3o. O sujeito do inconsciente \u00e9 o efeito dessa cadeia significativa.<\/p>\n<p>Outro aspecto que vincula o sonho \u00e0 transfer\u00eancia anal\u00edtica \u00e9 justamente aquele que nos permite pensar que o uso que o sonhador concede a um sonho, tornar\u00e1 poss\u00edvel a sua transfer\u00eancia. Ou seja, decidir que esse sonho confirma o fim \u00e9 o tempo que o analisador usa esse sonho para concluir sua an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Enquanto convers\u00e1vamos nas reuni\u00f5es que realizamos no \u00e2mbito do Instituto, vimos que temos sonhos e pesadelos em que o sonhador n\u00e3o acorda. \u00c9 o caso de Freud com Irma, e \u00e9 o caso de Raquel Cors Ulloa, quando na noite anterior chamava a secretaria do passe. Ela sonha que estava \u00e0 mesa do passe e um amigo \u00edntimo diz para ela n\u00e3o chorar. Quando \u00e9 a sua vez de falar ent\u00e3o ela decide respirar e de repente \u00e9 perseguida por um homem feio, p\u00e1lido e magro: \u00e9 a morte. Corra e corra, voc\u00ea est\u00e1 prestes a alcan\u00e7\u00e1-lo! H\u00e1 uma parede, pula, mas ele agarra a perna dela. Nesse momento, do nada, surge um bra\u00e7o forte e firme &#8211; \u00e9 de um analista. Sem pensar, conectou os dois bra\u00e7os; o bra\u00e7o do analista e o bra\u00e7o da morte e se separou de ambos. Ela os libera e sai. Uma mensagem chega atrav\u00e9s do telefone celular: qual \u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria da crian\u00e7a no final da an\u00e1lise?<\/p>\n<p>O engra\u00e7ado \u00e9 que ela n\u00e3o acorda. \u00c9 um pesadelo! A morte a persegue, agarra sua perna e ela n\u00e3o acorda. Como Freud com Irma, Raquel quer saber. Ou seja, nas palavras de Romildo do Rego Barros<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, esse pesadelo retornou em um sonho, mas desta vez n\u00e3o deve ser decifrado. A leitura que ela faz \u00e9 que \u00e9 um sonho do fim. E como ela nos diz: \u201cPular o muro e liberar o analista me permitiu liberar as horr\u00edveis identifica\u00e7\u00f5es dessa\u201c menina que quase morreu\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Agora, poderia ter sido outra leitura, outro uso que ela poderia ter lhe dado. Ou seja, poderia ter se apegado \u00e0quele bra\u00e7o forte e firme do analista que quebra\/ interdita o bra\u00e7o da morte e pula. E isso tamb\u00e9m pode ter sido lido como um impulso para continuar conhecendo e mergulhando ainda mais na an\u00e1lise, reaparecendo a cadeia significativa para relan\u00e7\u00e1-lo \u00e0 livre associa\u00e7\u00e3o. Ou seja, poderia ter sido lido como um sonho de transfer\u00eancia. Mas ela l\u00ea de forma diferente e decide fazer outro uso desse sonho. Outro uso de acordo com o momento da an\u00e1lise em que se encontrava, mais pr\u00f3ximo do fim do que do come\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>EL &#8211; <\/strong>Como podemos pensar os sonhos e sua interpreta\u00e7\u00e3o nas psicoses?<\/p>\n<p><strong>MR<\/strong> <strong>&#8211;<\/strong> Lembro-me aqui de uma diferen\u00e7a fundamental: na psicose, mesmo que exista um sonho, ele n\u00e3o pode ser interpretado no modelo neur\u00f3tico. O sonho, na psicose, \u00e9 levado ao n\u00edvel da alucina\u00e7\u00e3o, onde o proibido volta no real. Ent\u00e3o, poder\u00edamos dizer que isso j\u00e1 faz com que entre no campo do que n\u00e3o \u00e9 interpretado, do que resiste \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o. Raz\u00e3o pela qual a opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica n\u00e3o seria interpretada para encontrar um significado f\u00e1lico, se n\u00e3o, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 a tentativa de produzir uma delimita\u00e7\u00e3o do prazer que a alucina\u00e7\u00e3o apresenta, atormentando o sujeito.<\/p>\n<p>Nesse ponto, deve-se considerar que existem alucina\u00e7\u00f5es na neurose e na psicose. A diferen\u00e7a \u00e9 que, neste \u00faltimo caso, as alucina\u00e7\u00f5es respondem ao mecanismo de exclus\u00e3o, onde um significante rejeitado realmente retorna. Na neurose, alucina\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias s\u00e3o o efeito da intrus\u00e3o do imagin\u00e1rio entre o real e o simb\u00f3lico, uma conseq\u00fc\u00eancia da exclus\u00e3o generalizada.<\/p>\n<p>Isso levou Jacques-Alain Miller a se perguntar que, se todo mundo elogia, como Lacan a formulou, \u00e9 necess\u00e1rio concluir que a aus\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es sexuais constitui uma alucina\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m negativa?<\/p>\n<p>Um exemplo claro de um sonho \u00e9 o sonho conhecido do Wolfman. Caso em que, embora Freud tenha tentado faz\u00ea-lo entrar na neurose, a partir da orienta\u00e7\u00e3o lacaniana, podemos l\u00ea-la como uma psicose. Mesmo retomando os pontos que Freud n\u00e3o fecha para coloc\u00e1-lo como tal. Freud insiste em pensar sobre isso e interpret\u00e1-lo como um neur\u00f3tico, mas ele tamb\u00e9m fala sobre exclus\u00e3o (embora para Freud, a exclus\u00e3o nessa altura n\u00e3o esteja ligada exclusivamente \u00e0 psicose, pois \u00e9 Lacan quem lhe dar\u00e1 esse vi\u00e9s). Para Freud, os sintomas intestinais mudam ap\u00f3s o sonho dos lobos. Temos um sujeito identificado com uma m\u00e3e doente do intestino. A identifica\u00e7\u00e3o dessa m\u00e3e tem dupla face: por um lado, apresenta uma caracter\u00edstica hist\u00e9rica de identifica\u00e7\u00e3o, mas, por outro, \u00e9 evidente que o sujeito n\u00e3o reconhece a castra\u00e7\u00e3o da mulher. Ent\u00e3o, \u00e9 um sonho, sim. Mas com essas peculiaridades. Essa dupla face em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 castra\u00e7\u00e3o perturbou Freud ao ler o caso. At\u00e9 chega ao ponto de dizer que esse reconhecimento de castra\u00e7\u00e3o trouxe consequ\u00eancias e localiza, na alucina\u00e7\u00e3o do dedo decepado, as evid\u00eancias de seu reconhecimento. E a rejei\u00e7\u00e3o o coloca em uma regress\u00e3o real da unidade no n\u00edvel do id. Tudo \u00e9 ordenado levando em considera\u00e7\u00e3o essa falta de significado f\u00e1lico que permitiria uma identifica\u00e7\u00e3o \u00e0 maneira de uma neurose. Se o falo funcionasse, esse sonho poderia permitir que ele dissesse algo daquele prazer que escapa ao significante, uma mensagem endere\u00e7ada ao Outro, mas ao mesmo tempo criptografada pelo prazer. Como n\u00e3o est\u00e1 funcionando, o sonho causa esse efeito sublinhado por Freud.<\/p>\n<p><strong>EL &#8211; <\/strong>Pensando o analista no \u00faltimo ensino de Lacan como aquele que &#8220;atesta com sua presen\u00e7a o encontro com o real&#8221;, como podemos articular o desejo do analista com o despertar?<\/p>\n<p><strong>MR &#8211; <\/strong>Como sabemos, o despertar como tal, o despertar final, se me permite express\u00e1-lo, \u00e9 imposs\u00edvel! Porque h\u00e1 uma dimens\u00e3o do inconsciente que \u00e9 inevit\u00e1vel. No entanto, isso n\u00e3o impede a aproxima\u00e7\u00e3o de um poss\u00edvel despertar menos difuso na fraqueza mental, da qual sempre seremos afetados. Mas, para se envolver menos com a fraqueza mental, \u00e9 necess\u00e1rio que haja um analista, que opere com seu desejo (ou com seu discurso, de acordo com o tempo dos ensinamentos de Lacan), e um analisador que consente com esse impulso. \u00c9 assim que entendo a frase de Jacques-Alain Miller quando ele afirma que o desejo do analista \u00e9 o desejo de acordar. Frase maravilhosa, que visa justamente abalar o assunto de sua dorm\u00eancia neur\u00f3tica. E tomo aqui uma frase que li como uma excelente orienta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, que \u00e9 o que esta pergunta me faz entender. Miller diz: &#8220;mas apenas enquanto ele (o analista) testemunhar com sua presen\u00e7a e n\u00e3o se identificar com o suposto saber, isto \u00e9, com o que \u00e9 apenas o efeito do significado, dado que o sujeito supostamente sabe, nada mais \u00e9 do que o efeito de significado implicado pela possibilidade de interpreta\u00e7\u00e3o\u201d. Formularia isso como a voca\u00e7\u00e3o do analista, do analista da terceira era de Lacan, que testemunha, com sua presen\u00e7a, o encontro com o real<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>&#8220;.(4)<\/p>\n<p>\u00c9 um parceiro com o qual o analisador joga seu jogo. Sabemos que o analista \u00e9 uma figura do real, que no auge dos \u00faltimos ensinamentos de Lacan ele deve estar disposto a jogar seu jogo como analista-sint\u00e9tico, o que aponta para isso al\u00e9m da dimens\u00e3o terap\u00eautica e al\u00e9m da dimens\u00e3o da transfer\u00eancia inconsciente. Orienta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica preciosa, porque mostra que a orienta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 para o real, mas \u00e9 para o real, o que marca o sulco, mas que n\u00e3o empurra o sujeito para o pior, mas sacode-o da sonol\u00eancia que a neurose produz inevitavelmente.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> LAURENT, \u00c9.; BROUSSE, M.H.. Entrevista &#8220;Los sue\u00f1os no hablan por s\u00ed mismos&#8221;. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.pipol9.eu\/2019\/03\/19\/eric-laurent-marie-helene-brousse-los-suenos-no-hablan-por-si-mismos\/?lang=es\">https:\/\/www.pipol9.eu\/2019\/03\/19\/eric-laurent-marie-helene-brousse-los-suenos-no-hablan-por-si-mismos\/?lang=es<\/a>. Acesso em 20 de set 2019.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> BARROS, Romildo Rego. O pesadelo, entre o sonho e a angustia. <strong>Op\u00e7\u00e3o lacaniana,<\/strong> S\u00e3o Paulo, n. 11, nov. 1994.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> ULLOA, Raquel Cors. 27-28-Uno. <strong>Revista Lacaniana<\/strong>, n. 26, jun.2019.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Miller, J.-A. Despertar. <strong>Matemas 1<\/strong>, Manantial, Buenos Aires, 1987, p. 120.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por ocasi\u00e3o do Curso Breve do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia (IPB), ocorrido nos dias 2 e 3 de agosto de 2019, tendo por tema \u201cSonho, desejo e despertar\u201d, tivemos em solo baiano Marina Recalde, psicanalista membro da Escuela de la Orientaci\u00f3n Lacaniana (EOL) e da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise (AMP), Analista de Escola (AE)&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[36],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-1666","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ed-021","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1666","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1666"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1666\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1763,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1666\/revisions\/1763"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1666"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1666"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1666"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=1666"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}