{"id":1850,"date":"2020-11-30T18:41:59","date_gmt":"2020-11-30T21:41:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=1850"},"modified":"2020-11-30T18:41:59","modified_gmt":"2020-11-30T21:41:59","slug":"que-nos-restou-de-duas-conversacoes-de-laboratorios-on-line","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2020\/11\/30\/que-nos-restou-de-duas-conversacoes-de-laboratorios-on-line\/","title":{"rendered":"Que nos restou de duas conversa\u00e7\u00f5es de laborat\u00f3rios, <i>on-line<\/i>?"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1866\" aria-describedby=\"caption-attachment-1866\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1866\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/13-Joe-Webb-Selected-collages-Good-Night.jpg\" alt=\"Joe Webb - Selected collages - Good Night\" width=\"400\" height=\"569\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/13-Joe-Webb-Selected-collages-Good-Night.jpg 500w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/13-Joe-Webb-Selected-collages-Good-Night-211x300.jpg 211w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1866\" class=\"wp-caption-text\">Joe Webb &#8211; Selected collages &#8211; Good Night<\/figcaption><\/figure>\n<h6 class=\"p2\"><i>Daniela Nunes Araujo*<\/i><\/h6>\n<h6 class=\"p2\"><i>Vanessa Serpa Leite<\/i><\/h6>\n<h6 class=\"p3\"><i>Associadas do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia (IPB)<br \/>\n*Coordenadora adjunta do CIEN (Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Crian\u00e7a) Bahia<\/i><\/h6>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s2\">Nos dias 07 de maio e 04 de junho de 2020, o CIEN Bahia, representado pelo laborat\u00f3rio <i>A crian\u00e7a e o jovem na hipermodernidade<\/i> de Salvador e por um novo laborat\u00f3rio, agora em forma\u00e7\u00e3o, intitulado <i>O que vem com o adolescer: muito mais do que se diz<\/i>, de Teixeira de Freitas, promoveu duas conversa\u00e7\u00f5es, de forma <i>on-line<\/i>, sendo a primeira <i>A crian\u00e7a abrigada entre os discursos, o la\u00e7o social e suas defici\u00eancias<\/i> e a seguinte <i>Impasses e desafios na forma\u00e7\u00e3o de um laborat\u00f3rio do CIEN<\/i>.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\">Tivemos a oportunidade de conversar com diversas pessoas envolvidas com o CIEN no Brasil por meio da plataforma <i>zoom<\/i>, dispositivo <i>on-line <\/i>favorecido por conta do distanciamento social o qual fomos submetidos neste momento em que o v\u00edrus COVID-19 assola o mundo, interrompe o encontro de corpos, n\u00e3o sem deixar efeitos na cria\u00e7\u00e3o de novas possibilidades de manuten\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia de trabalho. Dessa forma, interagimos com um grupo de cerca de 30 pessoas que se encontravam em diversas cidades brasileiras e participaram ativamente trazendo contribui\u00e7\u00f5es e quest\u00f5es em ambas conversa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p4\">Na primeira conversa\u00e7\u00e3o proposta, o tema disparador foram os efeitos de um trabalho realizado entre final de 2019 e in\u00edcio de 2020, em um abrigo de crian\u00e7as e jovens, atrav\u00e9s de uma vinheta pr\u00e1tica: o laborat\u00f3rio destacou elementos a respeito da demanda inicial de trabalho na institui\u00e7\u00e3o, a qual surgiu a partir do que parecia restar de trabalhos antecedentes de faculdades que faziam interven\u00e7\u00f5es com distintos atores do abrigo, entretanto de forma menos intensa com os cuidadores de crian\u00e7as e adolescentes em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade social, mas que tinham suas quest\u00f5es e impasses.<\/p>\n<p class=\"p4\">As conversa\u00e7\u00f5es nesta institui\u00e7\u00e3o, efetivamente, ocorreram de forma n\u00e3o t\u00e3o f\u00e1cil: conting\u00eancias e justificativas variadas se passaram, de modo que as conversas estiveram, por vezes, impossibilitadas. Entretanto, o esfor\u00e7o das participantes foi o de tornar, de alguma forma poss\u00edvel, a circula\u00e7\u00e3o da palavra. Esta especificidade institucional parecia denunciar algo: a dificuldade do encontro, entre eles, equipe de profissionais que ali trabalham. Onde havia faltas, doen\u00e7as, equipe incompleta, sa\u00eddas inesperadas de funcion\u00e1rios para resolver as urg\u00eancias institucionais, o laborat\u00f3rio trabalhou para que as pessoas pudessem falar desses buracos e n\u00e3o s\u00f3 buscar tapar incansavelmente essas faltas, desnaturalizando o que se evidenciava.<\/p>\n<p class=\"p4\">Uma das quest\u00f5es emergidas nesta primeira conversa\u00e7\u00e3o provocou as praticantes do laborat\u00f3rio a elaborarem mais a respeito do modo de responder e perceber a demanda dos funcion\u00e1rios da institui\u00e7\u00e3o, onde ora aparecia uma dificuldade de sustentar essas conversa\u00e7\u00f5es e ora parecia direcionarem a demanda para um saber pronto, respostas para os dilemas vivenciados naquele ambiente. Quest\u00e3o essa que, \u00e0 medida que a palavra circulava neste momento <i>on-line<\/i>, nos fez retornar ao conceito de <i>analisante esclarecido<\/i>, ou seja, conversamos sobre como nossa postura de manter as conversa\u00e7\u00f5es nas condi\u00e7\u00f5es descritas, seja com o n\u00famero de participantes presentes e poss\u00edvel, possibilitou que se falasse \u201ca respeito do furo\u201d, da falta de profissionais em n\u00famero suficiente de modo a um trabalho efetivo. Dessa forma, conclu\u00edmos que cabe <i>ao analisante esclarecido<\/i>, diante da \u00e9tica da psican\u00e1lise, n\u00e3o recuar ante o que aparece como sintoma na institui\u00e7\u00e3o, e sim abrir o <i>vazio pulsante <\/i>para produ\u00e7\u00e3o de saber.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"p6\">Para que se preserve um vazio pulsante na conversa\u00e7\u00e3o e, consequentemente o trabalho dos participantes, \u00e9 fundamental a<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>presen\u00e7a<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>de<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>ao<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>menos<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>um <i>analisante esclarecido <\/i>\u2013 na precisa express\u00e3o cunhada, h\u00e1 muitos anos, por Beatriz Udenio -, que possa sustentar uma posi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o-saber. \u201cTrata- se muito mais de despojar-se de toda expectativa de tornar-se c\u00e9lebre\u201d (UDENIO, 2018, p.59) como um mestre que traria alguma \u201cverdadeira\u201d solu\u00e7\u00e3o para o impasse, ao inv\u00e9s de estar numa posi\u00e7\u00e3o de dentro-fora, visando o vazio pulsante. Assim, a posi\u00e7\u00e3o do analisante esclarecido numa conversa\u00e7\u00e3o do CIEN est\u00e1 diretamente relacionada a uma posi\u00e7\u00e3o de \u00eaxtimo (MAIA, 2019).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"p4\">Como o trabalho de um laborat\u00f3rio do CIEN pode ent\u00e3o lidar com as demandas? Esta parece ter sido uma quest\u00e3o que perpassou, n\u00e3o apenas a primeira, mas tamb\u00e9m a segunda conversa\u00e7\u00e3o <i>on-line<\/i>. O que podemos circunscrever em um trabalho de laborat\u00f3rio, a que demandas responder ou n\u00e3o, a quais demandas demarcar um limite e com quais efetivamente trabalhar como impasses a circular em forma de palavras? Essas poderiam ser perguntas extra\u00eddas como efeitos destes dois momentos.<\/p>\n<p class=\"p4\">O que \u00e9 um laborat\u00f3rio do CIEN? A partir deste disparador, a segunda conversa\u00e7\u00e3o trouxe ent\u00e3o duas experi\u00eancias de tentativas de constru\u00e7\u00e3o de novos laborat\u00f3rios um tanto opostas: enquanto <span class=\"s3\">em <\/span>uma das experi\u00eancias a demanda de trabalho parecia n\u00e3o estar circunscrita com tanta clareza nos profissionais de uma emerg\u00eancia pedi\u00e1trica, na outra experi\u00eancia discutida, com profissionais da \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, os participantes se viram embara\u00e7ados diante do excesso de demandas.<\/p>\n<p class=\"p4\">Circulou, assim, uma nova quest\u00e3o na segunda conversa\u00e7\u00e3o <i>on-line<\/i>: se seria poss\u00edvel fazer abertura para uma demanda <span class=\"s3\">em <\/span>uma pr\u00e1tica de laborat\u00f3rio. Neste caso, um laborat\u00f3rio constitu\u00eddo por pessoas que trabalham na mesma institui\u00e7\u00e3o onde se prop\u00f5e as conversa\u00e7\u00f5es, \u00e9 vi\u00e1vel? J\u00e1 n\u00e3o foi a primeira vez que aqui na Bahia nos fizemos esse questionamento, do mesmo modo que percebemos a dificuldade de se trabalhar no \u00e2mbito da sa\u00fade, principalmente com atores como m\u00e9dicos, que nos transmitem uma dificuldade maior para se colocarem com impasses e furos de saber.<\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s2\">Tamb\u00e9m pudemos extrair deste momento a aten\u00e7\u00e3o e o cuidado que os participantes de um laborat\u00f3rio devem ter para se limitar a demanda quando o excesso dela aparece. A pr\u00e1tica de um laborat\u00f3rio em institui\u00e7\u00f5es tem in\u00edcio e tem fim. Portanto, a\u00ed se encontra a import\u00e2ncia de circunscrever os impasses geradores, n\u00e3o sem poder acolher, de futuro, outras demandas a novos trabalhos, mesmo que em um mesmo local.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\">Apareceu, principalmente para quem est\u00e1 come\u00e7ando com as pr\u00e1ticas de laborat\u00f3rio, a quest\u00e3o a respeito do desafio de se fazer a tor\u00e7\u00e3o da demanda. Uma demanda de respostas prontas por parte dos participantes, ou mesmo de palestras, de atendimento cl\u00ednico: que seja transformada em um trabalho de conversa\u00e7\u00e3o inter-disciplinar, onde n\u00e3o h\u00e1 um mestre, mas impasses que circulam em busca de um \u201cfazer-saber\u201d novo a se construir. \u00c9 tamb\u00e9m a tor\u00e7\u00e3o que faz furo e viabiliza uma conversa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p4\">E por fim, quando podemos entender que um laborat\u00f3rio se constituiu? Essa \u00e9 uma pergunta que tamb\u00e9m se associou \u00e0 quest\u00e3o da demanda, mas n\u00e3o apenas<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>a ela e sim a pr\u00e1tica, a experi\u00eancia, o que se constr\u00f3i a partir dela. Caberia a cada participante checar como se coloca nessa experi\u00eancia, podendo ter claro um campo de investiga\u00e7\u00e3o e o impasse de cada um. H\u00e1 uma \u00e9tica que n\u00e3o \u00e9 a do bem, sen\u00e3o do bem-dizer.<\/p>\n<p class=\"p4\">Cabe lembrar, como bem apresentado no pr\u00f3prio Blog do CIEN Brasil, que a coluna vertebral \u00e9 a psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana. O que se prop\u00f5e com as pr\u00e1ticas \u00e9 abordar as dificuldades encontradas por crian\u00e7as e adolescentes no la\u00e7o social, mas de forma inter-disciplinar. As conversa\u00e7\u00f5es sobre as conversa\u00e7\u00f5es ilustram como a pr\u00e1tica \u00e9 suscept\u00edvel de transformar. Que os participantes, sejam eles crian\u00e7as, jovens, ou profissionais que com eles trabalham, possam encontrar um lugar onde enderecem seus sofrimentos e possam criar suas pr\u00f3prias solu\u00e7\u00f5es. Ou seja, quando o real se apresenta sob a forma de um impasse, o CIEN convida \u00e0 conversa\u00e7\u00e3o. \u201cO impasse na pr\u00e1tica interdisciplinar, muitas vezes, \u00e9 efeito de um acontecimento real que fez corte no cotidiano do trabalho, abrindo a experi\u00eancia a um tempo de compreender. O CIEN se interessa pelas particularidades dessa abertura\u201d (CIEN BRASIL, 2012). A estrutura deste trabalho se d\u00e1, ent\u00e3o, em torno de laborat\u00f3rios que se colocam a trabalhar numa investiga\u00e7\u00e3o, a partir de um tema escolhido que causa a conversa de seus integrantes.<\/p>\n<p class=\"p4\">Para concluir, ao relatarmos a experi\u00eancia a gente se escuta e isso produz efeitos. Uma conversa\u00e7\u00e3o de laborat\u00f3rios n\u00e3o existe sem as consequ\u00eancias. \u00c9 ao nos darmos conta desses efeitos novos que ecoam em n\u00f3s, que percebemos que uma conversa\u00e7\u00e3o de fato existiu. Seja uma conversa\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica de um laborat\u00f3rio em alguma institui\u00e7\u00e3o, seja uma conversa\u00e7\u00e3o proposta para se discutir um tema qualquer, seja uma conversa\u00e7\u00e3o que tenha como disparador um filme, ou mesmo uma conversa\u00e7\u00e3o entre os pr\u00f3prios participantes de um laborat\u00f3rio, al\u00e9m daquelas que se d\u00e3o de forma aberta, entre laborat\u00f3rios. Fato \u00e9 que essas duas conversa\u00e7\u00f5es propostas pelo CIEN Bahia, mesmo no modo <i>on-line<\/i>, muito nos provocaram e j\u00e1 repercutiram em outros momentos de encontros, assim como na efetiva\u00e7\u00e3o de um novo laborat\u00f3rio, agora em forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 class=\"p7\"><b>Refer\u00eancias<\/b><\/h6>\n<h6 class=\"p7\">CIEN Brasil. Blog CIEN Brasil, 2012. Dispon\u00edvel em: http:\/\/cien-brasil.blogspot.com\/p\/cien.html Acesso em: 16 nov 2020.<\/h6>\n<h6 class=\"p7\">MAIA, A. <i>O infamiliar e o \u00eaxtimo nas conversa\u00e7\u00f5es inter-disciplinares do CIEN.<\/i> Em: CIEN Digital, n 23, nov 2019.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Daniela Nunes Araujo* Vanessa Serpa Leite Associadas do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia (IPB) *Coordenadora adjunta do CIEN (Centro Interdisciplinar de Estudos sobre a Crian\u00e7a) Bahia Nos dias 07 de maio e 04 de junho de 2020, o CIEN Bahia, representado pelo laborat\u00f3rio A crian\u00e7a e o jovem na hipermodernidade de Salvador e por um&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-1850","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ed-022","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1850","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1850"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1850\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1880,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1850\/revisions\/1880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1850"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=1850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}