{"id":1897,"date":"2020-11-30T18:58:23","date_gmt":"2020-11-30T21:58:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=1897"},"modified":"2020-11-30T18:58:23","modified_gmt":"2020-11-30T21:58:23","slug":"o-abismo-do-desejo-um-antidoto-para-a-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2020\/11\/30\/o-abismo-do-desejo-um-antidoto-para-a-pandemia\/","title":{"rendered":"O abismo do desejo, um ant\u00eddoto para a pandemia"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1872\" aria-describedby=\"caption-attachment-1872\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1872\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/19-Joe-Webb-Selected-collages-image-asset-2.jpeg\" alt=\"Joe Webb - Selected collages - image-asset 2\" width=\"400\" height=\"502\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/19-Joe-Webb-Selected-collages-image-asset-2.jpeg 500w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/19-Joe-Webb-Selected-collages-image-asset-2-239x300.jpeg 239w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1872\" class=\"wp-caption-text\">Joe Webb &#8211; Selected collages &#8211; image-asset 2<\/figcaption><\/figure>\n<h6 class=\"p2\"><i>Graziela Vasconcelos<\/i><\/h6>\n<h6 class=\"p2\"><i>Aluna do curso Teoria da Psican\u00e1lise de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana. Associada do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia.<\/i><\/h6>\n<p class=\"p4\">A \u00e9poca em que vivemos \u00e9 pand\u00eamica, povoada por sintomas os mais diversos. Um mundo tomado por um v\u00edrus, que se nos imp\u00f5e abruptamente um horror inassimil\u00e1vel. \u00c9 frente a irrup\u00e7\u00e3o desse estranho infamiliar que o sujeito se paralisa, se desorganiza e parece experimentar com mais frequ\u00eancia o afeto da ang\u00fastia. Lacan (1962\/2005) vai nos dizer que a ang\u00fastia emerge quando falta a falta e o objeto que deveria permanecer oculto, se apresenta. Parece que \u00e9 disso que se trata o encontro com a Covid-19.<\/p>\n<p class=\"p4\">Freud (1916\/2014), em seu percurso inicial \u00e0 cerca da ang\u00fastia, prop\u00f5e o recalque como sua causa, como aquilo que, por impedir uma descarga de excita\u00e7\u00e3o, faria irromper a ang\u00fastia. J\u00e1 em 1926, em <i>Inibi\u00e7\u00e3o, sintoma e ang\u00fastia<\/i>, ele faz uma cr\u00edtica \u00e0 sua proposi\u00e7\u00e3o inicial e admite ser a ang\u00fastia a causadora do recalque. Esta fora a segunda teoria freudiana da ang\u00fastia. Ainda em <i>Inibi\u00e7\u00e3o, sintoma e ang\u00fastia<\/i>, Freud vai propor a ang\u00fastia enquanto ang\u00fastia de castra\u00e7\u00e3o, que por\u00e1 em a\u00e7\u00e3o o recalque e dir\u00e1 ent\u00e3o da inexist\u00eancia de objeto na ang\u00fastia.<\/p>\n<p class=\"p4\">Lacan, no Semin\u00e1rio 10, vai se opor a essa no\u00e7\u00e3o freudiana da ang\u00fastia sem objeto e vai dizer que \u201ca ang\u00fastia n\u00e3o \u00e9 sem objeto\u201d (LACAN, 1962\/2005, p.175). Ainda nesse semin\u00e1rio, ele situar\u00e1 a ang\u00fastia entre o gozo e o desejo e dir\u00e1 de um objeto que \u00e9 ao mesmo tempo objeto da ang\u00fastia e do desejo, o objeto a. Sendo objeto da ang\u00fastia, o sujeito engendrar\u00e1 as mais insond\u00e1veis estrat\u00e9gias para mant\u00ea-lo sempre \u00e0 dist\u00e2ncia. Importa notar que ao assim proceder o sujeito mant\u00e9m tamb\u00e9m o desejo inacess\u00edvel, ele guarda dist\u00e2ncia daquilo que seria capaz de dar um tratamento \u00e0 sua ang\u00fastia. Ao aproximar-se do desejo o sujeito guarda dist\u00e2ncia do gozo e ultrapassa a ang\u00fastia. Lacan (1962\/2005) vai nos dizer da ang\u00fastia enquanto termo intermedi\u00e1rio entre o gozo e o desejo e que \u00e9 ultrapassada a ang\u00fastia que o desejo se constitui.<\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s1\">Fa\u00e7amos um pequeno percurso na constitui\u00e7\u00e3o do sujeito neur\u00f3tico em sua articula\u00e7\u00e3o com o desejo, para compreendermos do que se trata a posi\u00e7\u00e3o desse sujeito frente ao que ele considera um abismo, o pr\u00f3prio desejo.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s2\">A experi\u00eancia do desejo, para todo sujeito neur\u00f3tico, se d\u00e1, antes de tudo, por meio do Outro. O Outro, evocado pelo sujeito por meio da pergunta <i>Che vuoi?<\/i> que lhe \u00e9 dirigida, \u00e9 aquele que pode dar ao sujeito a resposta ao seu apelo. \u00c9 a\u00ed, neste lugar de onde o sujeito lan\u00e7a a pergunta, que ele tem com o desejo seu primeiro encontro, \u201co desejo como algo que \u00e9, primeiro, o desejo do Outro\u201d (LACAN, 1958\/2016, p. 24). <\/span><\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s2\">O desejo do Outro \u00e9 enigm\u00e1tico, opaco e o sujeito, por sua aus\u00eancia de recursos, se v\u00ea ante ele em total desamparo. \u00c9 por meio da experi\u00eancia especular, ou seja, da rela\u00e7\u00e3o entre o eu e a imagem do outro como fundadora da <i>Urbild<\/i> do eu, que se constitui em elemento imagin\u00e1rio, que o sujeito pode fazer frente ao desamparo da sua rela\u00e7\u00e3o com o desejo do Outro. Para isso, \u00e9 necess\u00e1ria a constitui\u00e7\u00e3o da fantasia, como lugar por meio do qual o desejo poder\u00e1 se situar. \u201cA fun\u00e7\u00e3o da fantasia \u00e9 dar ao desejo do sujeito seu n\u00edvel de acomoda\u00e7\u00e3o, de situa\u00e7\u00e3o\u201d (LACAN, 1958\/2016, p. 28).<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\">Em seu primeiro ensino, Lacan apresenta o matema da fantasia ($ \u25ca a), sujeito dividido, atravessado pela linguagem e mortificado pelo significante, em articula\u00e7\u00e3o com o objeto a. Esse matema esclarece o drama de qualquer neur\u00f3tico, o de saber qual o seu lugar no desejo do Outro e que objeto ele \u00e9 para esse Outro. Em todo neur\u00f3tico, \u201ca quest\u00e3o \u00e9 n\u00e3o se aproximar do objeto da fantasia, na medida em que ele desemboca no desejo do Outro\u201d (LACAN, 1958\/2016, p. 457). Em sua rela\u00e7\u00e3o com o Outro como o lugar da fala, tesouro dos significantes, o sujeito se depara com a falta no n\u00edvel desse Outro. Aquilo que a\u00ed falta seria o que permitiria ao sujeito se designar, causar a si mesmo e \u00e9 quando o sujeito fraqueja em designar-se, que o objeto <i>a<\/i> interv\u00e9m para suportar esse momento, como efeito da castra\u00e7\u00e3o, objeto da fantasia. Miller vai dizer que se por um lado \u201co objeto <i>a<\/i> \u00e9 a causa do desejo, &#8230; em outro aspecto o significante \u00e9 a causa do objeto <i>a<\/i>\u201d (MILLER, 2015, p. 85).<\/p>\n<p class=\"p4\">Se a quest\u00e3o do neur\u00f3tico \u00e9 n\u00e3o se aproximar do desejo do Outro, na neurose obsessiva esse esfor\u00e7o \u00e9 bastante radical, pois qualquer possibilidade de aproxima\u00e7\u00e3o do sujeito do desejo do Outro, o colocaria em posi\u00e7\u00e3o de objeto, submetido a um gozo mort\u00edfero que engendraria no obsessivo uma ang\u00fastia inibidora. A ang\u00fastia, enquanto afeto que n\u00e3o engana, sinaliza uma perigosa aproxima\u00e7\u00e3o entre o gozo e o desejo.<\/p>\n<p class=\"p4\">As atuais exig\u00eancias impostas pela tentativa de conten\u00e7\u00e3o da propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, nos convoca a um modo de vida obsessivo. <i>Lavar as m\u00e3os com \u00e1gua e sab\u00e3o e usar \u00e1lcool gel e desinfectar as compras e n\u00e3o abra\u00e7ar e n\u00e3o apertar as m\u00e3os do outro e n\u00e3o se aproximar das pessoas e usar m\u00e1scara e tirar os cal\u00e7ados antes de entrar em casa e lavar as roupas imediatamente ap\u00f3s o uso e tomar banho dos p\u00e9s a cabe\u00e7a e n\u00e3o sair de casa e &#8230; e &#8230;<\/i> . Antes da pandemia, sintomas obsessivos, durante a pandemia, obsessivos em p\u00e2nico.<\/p>\n<p class=\"p4\">O obsessivo \u00e9 assolado pela quest\u00e3o de ser ou n\u00e3o o objeto que o Outro deseja. Para ele \u00e9 preciso destruir o objeto que causa o desejo do Outro, no entanto, em sua rela\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e, esta sempre o coloca como o <i>objeto substituto<\/i>, logo \u00e9 a ele mesmo que o obsessivo ataca e destr\u00f3i. \u201cEle advinha a impot\u00eancia em que se encontra de desejar sem destruir o Outro e, com isso, destruir seu pr\u00f3prio desejo, na medida em que ele \u00e9 o desejo do Outro\u201d (LACAN, 1966\/1998, p. 636). Lachaud nos diz, \u201ca partir do momento em que se afirma o desejo do Outro, o obsessivo desaparece. Ao neg\u00e1-lo, poder\u00e1 se afirmar e sustentar assim a perman\u00eancia e a consist\u00eancia de seu eu\u201d (LACHAUD, 2007, p. 73).<\/p>\n<p class=\"p4\">Para resolver a quest\u00e3o do esvaecimento do seu desejo, o obsessivo o torna proibido. Essa proibi\u00e7\u00e3o, sustentada na pr\u00f3pria proibi\u00e7\u00e3o do Outro \u00e9 o que possibilita ao sujeito sustentar o desejo. No entanto, para sustent\u00e1-lo \u00e9 preciso que ele se apresente, ao que Lacan vai dizer, \u201cum desejo proibido nem por isso significa um desejo sufocado\u201d (LACAN, 1957\/1999, p. 427). O obsessivo nos permite observar essa l\u00f3gica em seu modo de funcionamento de uma forma bastante complexa, ao mesmo tempo em que ele mostra seu desejo, ele o interdita. Na neurose obsessiva interditar \u00e9 sustentar o desejo como imposs\u00edvel. Ao que Lacan esclarece, \u201cQuando digo que o obsessivo sustenta seu desejo como imposs\u00edvel, quero dizer que ele sustenta seu desejo no n\u00edvel das impossibilidades do desejo\u201d (LACAN, 1962\/2005, p. 351).<\/p>\n<p class=\"p4\">J\u00e1 dissemos da problem\u00e1tica da rela\u00e7\u00e3o de objeto para o obsessivo, \u201cnele toda rela\u00e7\u00e3o de objeto equivaler\u00e1 inevitavelmente \u00e0 rela\u00e7\u00e3o interditada\u201d (LACHAUD, 2007, p. 99). O objeto de que se trata \u00e9 correlato do desejo do Outro enquanto exig\u00eancia de que o sujeito se apague, express\u00e3o m\u00e1xima do gozo. Um gozo que ir\u00e1 colocar em movimento o circuito fechado da compuls\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o, que se apresenta nos sintomas. S\u00e3o os meios defensivos do obsessivo que manter\u00e3o o objeto intocado.<\/p>\n<p class=\"p4\"><span class=\"s2\">No entanto, o perigoso abismo que o desejo representa para o sujeito, parece ser um caminho poss\u00edvel a ser trilhado na cl\u00ednica psicanal\u00edtica dos dias de hoje. O que vemos s\u00e3o sujeitos submetidos a um gozo Outro, sem respostas para isso que se apresenta como traum\u00e1tico, convocados a se proteger por meio de sintomas obsessivos que se repetem e cujo ciclo s\u00f3 poderia ser rompido por meio do desejo que faz advir o sujeito.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h6 class=\"p6\"><b>Refer\u00eancias<\/b><\/h6>\n<h6 class=\"p6\">ALVARENGA, E. <i>A Neurose Obsessiva no Feminino<\/i>. Belo Horizonte, MG: Relic\u00e1rio, 2019.<\/h6>\n<h6 class=\"p6\">FREUD, S. (1909). Observa\u00e7\u00f5es sobre um caso de neurose Obsessiva. In: <i>Obras Completas<\/i>, v.9. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2013.<\/h6>\n<h6 class=\"p6\">FREUD, S. (1916). Confer\u00eancias Introdut\u00f3rias \u00e0 Psican\u00e1lise. In: <i>Obras Completas<\/i>, v.13. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2014.<\/h6>\n<h6 class=\"p6\">FREUD, S. (1926). Inibi\u00e7\u00e3o, Sintoma e Ang\u00fastia. In: <i>Obras Completas<\/i>, v.17. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2014.<\/h6>\n<h6 class=\"p6\">LACAN, J. (1957). O Semin\u00e1rio, livro 5: <i>As forma\u00e7\u00f5es do inconsciente<\/i>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1999.<\/h6>\n<h6 class=\"p6\">LACAN, J. (1958). O Semin\u00e1rio, livro 6: <i>O desejo e sua interpreta\u00e7\u00e3o<\/i>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2016.<\/h6>\n<h6 class=\"p6\">LACAN, J. (1960). O Semin\u00e1rio, livro 8: <i>A Transfer\u00eancia<\/i>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2010.<\/h6>\n<h6 class=\"p6\">LACAN, J. (1962). O Semin\u00e1rio, livro 10: <i>A ang\u00fastia<\/i>.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005.<\/h6>\n<h6 class=\"p6\">LACAN, J. (1966). <i>Escritos<\/i>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998.<\/h6>\n<h6 class=\"p6\">LACAN, J. (1975). O Semin\u00e1rio, livro 23: <i>O sinthoma<\/i>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007.<\/h6>\n<h6 class=\"p6\">LACHAUD, D. <i>O inferno do dever<\/i>. Rio de Janeiro: Cia de Freud, 2007.<\/h6>\n<h6 class=\"p6\">MILLER, J.-A. <i>O osso de uma an\u00e1lise<\/i>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2015.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Graziela Vasconcelos Aluna do curso Teoria da Psican\u00e1lise de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana. Associada do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia. A \u00e9poca em que vivemos \u00e9 pand\u00eamica, povoada por sintomas os mais diversos. 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