{"id":1901,"date":"2020-11-30T19:02:31","date_gmt":"2020-11-30T22:02:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=1901"},"modified":"2020-11-30T19:02:31","modified_gmt":"2020-11-30T22:02:31","slug":"o-sinthoma-como-escritura-do-real","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2020\/11\/30\/o-sinthoma-como-escritura-do-real\/","title":{"rendered":"O Sinthoma como escritura do real"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1871\" aria-describedby=\"caption-attachment-1871\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1871\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/18-Joe-Webb-Selected-collages-image-asset-1.jpeg\" alt=\"Joe Webb - Selected collages - image-asset 1\" width=\"400\" height=\"492\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/18-Joe-Webb-Selected-collages-image-asset-1.jpeg 500w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/18-Joe-Webb-Selected-collages-image-asset-1-244x300.jpeg 244w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1871\" class=\"wp-caption-text\">Joe Webb &#8211; Selected collages &#8211; image-asset 1<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Ivone Maia de Mello<\/h6>\n<h6>Associada do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia, professora adjunta da Universidade Estadual de Feira de Santana<\/h6>\n<blockquote><p>\u00a0O mais radical, posso diz\u00ea-lo para voc\u00eas gra\u00e7as a Jacques Aubert, \u00e9 Who ails tongue coddeau, aspace of dumbillsilly? Se eu tivesse encontrado esse escrito, ser\u00e1 que teria ou n\u00e3o percebido &#8211; Onde est\u00e1 o seu presente, esp\u00e9cie de imbecil? (O\u00fc est ton cadeau, esp\u00e8ce d\u2019imb\u00e9cile?)<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>No semin\u00e1rio que proferiu entre os anos de 1975-1976, em que apresenta o conceito de Sinthoma, Lacan lan\u00e7a m\u00e3o de uma forma arcaica de escrever a palavra sintoma, para demarcar o que h\u00e1 de singular em sua formula\u00e7\u00e3o. No primeiro per\u00edodo de seu ensino, Lacan prop\u00f5e que o inconsciente \u00e9 estruturado com uma linguagem; e que o trabalho da an\u00e1lise consiste em fazer passar ao discurso o mal estar, que encontraria al\u00edvio ao ser elaborado e localizado no campo simb\u00f3lico, como indica em seu texto \u201cFun\u00e7\u00e3o e campo da fala e da linguagem em psican\u00e1lise\u201d: \u201cNada h\u00e1 de criado que n\u00e3o apare\u00e7a na urg\u00eancia, e nada na urg\u00eancia que n\u00e3o gere sua supera\u00e7\u00e3o na fala\u201d (LACAN, 1998, p. 242). Esse trabalho da an\u00e1lise permanece atual e consiste em fazer passar do registro imagin\u00e1rio, os sentidos fixados de forma especular no campo do Outro, ao deslizamento da significa\u00e7\u00e3o no simb\u00f3lico, permitindo ir al\u00e9m da identifica\u00e7\u00e3o narc\u00edsica a partir do corte introduzido pela interpreta\u00e7\u00e3o do analista. No ponto onde um furo na imagem do Outro retorna como um furo em seu pr\u00f3prio ser para um sujeito, emerge a quest\u00e3o que marca sua pergunta sobre o desejo:<\/p>\n<blockquote><p>fazer em alguma parte a sutura entre esse simb\u00f3lico que se estende ali, sozinho, e esse imagin\u00e1rio que est\u00e1 aqui. \u00c9 uma emenda do imagin\u00e1rio e do saber inconsciente. Tudo isso para obter um sentido, o que \u00e9 objeto da resposta do analista ao exposto, pelo analisando, ao longo de seu sintoma (LACAN, 2007, p.70-71).<\/p><\/blockquote>\n<p>Uma concep\u00e7\u00e3o de sintoma como fala endere\u00e7ada ao Outro, como mensagem cifrada, que se trata de, pela via da fala, desvelar seu sentido. Este sintoma \u00e9 tomado por Lacan, nesse momento, como \u201co significante de um significado recalcado da consci\u00eancia do sujeito [&#8230;] ele participa da linguagem pela ambig\u00fcidade sem\u00e2ntica que j\u00e1 sublinhamos em sua constitui\u00e7\u00e3o\u201d (LACAN, 1998a, p. 282). Sintoma como met\u00e1fora, que faz deslizar os sentidos a partir dos significantes mestres para aquele sujeito. O inconsciente simb\u00f3lico, evidenciado pelos trope\u00e7os e lacunas no discurso do sujeito. Mas assim como Freud se referiu em An\u00e1lise termin\u00e1vel e intermin\u00e1vel (1937) ao rochedo da castra\u00e7\u00e3o, imposs\u00edvel de ultrapassar, como obst\u00e1culo ao trabalho anal\u00edtico; a partir do Semin\u00e1rio 7 o conceito de real se destaca de seu uso aproximado \u00e0 ideia de realidade, para se referir \u00e0 Coisa freudiana, Das Ding. No Semin\u00e1rio 10 sobre a Ang\u00fastia, a marca da separa\u00e7\u00e3o do Outro deixa um um resto inquantific\u00e1vel, algo que n\u00e3o \u00e9 da ordem do significante, absoluto, que n\u00e3o se pode resolver e nem dissolver. Muda o conceito de objeto, da s\u00e9rie de objetos parciais para agora construir o objeto <em>a<\/em>, que \u00e9 um res\u00edduo, um resto de tudo que pode ser nomeado. A ang\u00fastia como via de acesso ao real, n\u00e3o mediado pela linguagem. (MILLER, 2003) A quest\u00e3o fundamental sobre o ser do sujeito se esvazia, e se mostra em sua inconsist\u00eancia:<\/p>\n<blockquote><p>Ele \u00e9 o elemento que perturba os semblantes identificat\u00f3rios, pois \u00e9 a prova de que nenhuma identifica\u00e7\u00e3o corresponde ao que o sujeito \u00e9. Esse elemento \u00e9, acima de tudo, concebido por Lacan no segundo momento do seu ensino, como pura consist\u00eancia l\u00f3gica (SANTOS, 2006, p.200-201).<\/p><\/blockquote>\n<p>Gradativamente, o registro do real e o gozo ganham centralidade em sua teoriza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 anterior \u00eanfase no simb\u00f3lico, a partir do significante e seus efeitos. No Semin\u00e1rio 22, Lacan(1974-1975)\u00a0 prop\u00f5e a teoria dos n\u00f3s borromeanos e menciona pela primeira vez a orienta\u00e7\u00e3o ao real, e no Semin\u00e1rio 23 (1975-1976) ele vai falar do sinthoma como uma produ\u00e7\u00e3o singular, como inven\u00e7\u00e3o do sujeito para lidar com sua ang\u00fastia, o registro real da puls\u00e3o, em resposta \u00e0 inven\u00e7\u00e3o freudiana do inconsciente (LACAN, 2007). O trabalho cl\u00ednico com a palavra n\u00e3o \u00e9 abandonado, mas exige um mais al\u00e9m do sentido: \u201cA psican\u00e1lise como um curto circuito, passando pelo sentido, como copula\u00e7\u00e3o da linguagem, suporte do inconsciente como nosso pr\u00f3prio corpo\u201d (LACAN, 2007, p.118). Fazer com que algo desse gozo sem nome possa ser capturado pelo significante, ainda que permane\u00e7a como letra de gozo, fora do campo do deslizamento do sentido, permite que algo do insuport\u00e1vel do gozo possa ser reduzido:<\/p>\n<blockquote><p>Quando fazemos essa emenda, fazemos ao mesmo tempo uma outra, precisamente entre o que \u00e9 simb\u00f3lico e o real. Isso quer dizer que, por algum lado, ensinamos a analisante a emendar, a fazer emenda entre seu sinthoma e o real, parasita do gozo. (LACAN, 2007, p.70-71).<\/p><\/blockquote>\n<p>Isso que n\u00e3o pode ser posto em palavras e que excede o que \u00e9 suport\u00e1vel, que faz furo no real, \u00e9 preciso encontrar uma forma de fazer do sintoma um suporte ao sujeito. O sinthoma cumpre ent\u00e3o um arranjo que sustenta algum enla\u00e7amento poss\u00edvel entre os registros imagin\u00e1rio, simb\u00f3lico e real. Ele exemplifica com os escritos de James Joyce o que \u00e9 um sinthoma. Em seu uso da letra fora do campo da significa\u00e7\u00e3o, joga com enigmas e com os sons como propriedades que podem ser isoladas e retiradas de seu contexto lingu\u00edstico. O exemplo de uma homofonia escrita em l\u00edngua inglesa, e que dificilmente \u00e9 percebida no que forma de sons da sua l\u00edngua (Joyce era irland\u00eas, e Lacan nos informa que o Ga\u00e9lico, sua l\u00edngua, \u00e9 uma l\u00edngua apagada do mapa, perdida) \u00e9 sublinhado por Lacan como um exemplo radical de sua apropria\u00e7\u00e3o da escrita. Joyce \u00e9 o pr\u00f3prio sintoma, na medida em que usa o significante como modo de gozo do que Lacan chama de Lal\u00edngua, um balbucio gozoso do som. E \u00e9 a\u00ed que Lacan situa o sinthoma, como uso privado da l\u00edngua, que cumpre a fun\u00e7\u00e3o de nomear para este sujeito em particular, e para ningu\u00e9m mais. Para ele, isso se arranja. E isso basta ao enodamento que o sustenta. Ao seu modo: \u201c\u00c9 nisso que o que diz respeito ao Nome-do-Pai, no grau em que Joyce testemunha isso, eu o revisto hoje com o que \u00e9 conveniente chamar de sinthoma\u201d (LACAN, 2007, p. 163). O inconsciente se enoda ao sinthoma, o tra\u00e7o un\u00e1rio, singular, e \u00e9 ao encarnar o sintoma que Joyce escapa a toda a morte poss\u00edvel. Pois \u00e9 palavra que n\u00e3o se refere a coisa nenhuma. A palavra \u00e9 a coisa.<\/p>\n<p>Um paciente, citado por Lacan, articula que as falas s\u00e3o impostas. Lacan reconhece nessa articula\u00e7\u00e3o um saber psicanal\u00edtico, na medida em que todas as falas s\u00e3o impostas, imposturas, como uma esp\u00e9cie de parasita. Ap\u00f3s a sensa\u00e7\u00e3o de que as falas lhe eram impostas, o paciente teve a sensa\u00e7\u00e3o de ser afetado pelo que ele mesmo chamava de telepatia. Mas diferente do uso corrente do termo, para ele tratava-se de que todo mundo sabia de suas reflex\u00f5es. Ele escutava algo como \u201csujo assassinato pol\u00edtico\u201d e o tornava equivalente a \u201csujo <em>assistanato<\/em> pol\u00edtico\u201d. O significante reduzido a uma tor\u00e7\u00e3o, a um equ\u00edvoco. Ele mesmo respondia com um \u201cmas&#8230;\u201d e algo mais. E o que o atormentava era que todos soubessem sobre essas reflex\u00f5es que fazia. Ele se exprimia como \u201ctelepata emissor\u201d. N\u00e3o tinha mais segredo, reserva alguma. O que o levou a uma passagem ao ato numa tentativa suicida e \u00e0 interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Neste Semin\u00e1rio, Lacan iguala a puls\u00e3o de morte ao imposs\u00edvel de ser pensado, como deriva do sentido, fundamento do real. Mais radical do que a foraclus\u00e3o do Nome-do-Pai \u00e9 a foraclus\u00e3o do sentido pela orienta\u00e7\u00e3o ao real. Em Joyce, questiona Lacan, essa decomposi\u00e7\u00e3o permanece amb\u00edgua se visava livr\u00e1-lo do parasita da linguagem ou se era a pr\u00f3pria invas\u00e3o pelas propriedades fon\u00eamicas &#8211; a linguagem como coisa. Que algo de um gozo se articule no inconsciente onde rateia o sentido, isso Freud j\u00e1 havia percebido com o lapso, o chiste: \u201ca linguagem est\u00e1 ligada a alguma coisa que no real faz furo [&#8230;] a linguagem come o real. \u201c (LACAN, 2007, p. 31).<\/p>\n<p>Com isso, Lacan se pergunta sobre a fun\u00e7\u00e3o da arte como um quarto n\u00f3, um quarto termo a enla\u00e7ar os tr\u00eas registros e a permitir alguma consist\u00eancia atingindo o sintoma: O problema todo reside nisto &#8211; como uma arte pode pretender de maneira divinat\u00f3ria substancializar o sinthoma em sua consist\u00eancia, mas tamb\u00e9m em sua ex-sist\u00eancia e em seu furo? (LACAN, 2007, p.38) Em Joyce, Lacan se refere a quando \u201cusamos a linguagem de um modo que vai mais longe do que o que \u00e9 efetivamente dito\u201d. (LACAN, 2007, p.41) O quarto n\u00f3, o Sinthoma, enla\u00e7a os tr\u00eas registros (RSI). A resposta assim obtida n\u00e3o diz respeito ao campo do sentido, do discurso; e nem tampouco ao corpo, mas como resson\u00e2ncia que de fora do corpo faz acordo com a linguagem: \u201cO sinthoma \u00e9 o que permite reparar a cadeia borromeana no caso de n\u00e3o termos mais uma cadeia\u201d (LACAN, 2007, p. 90) Joyce se serve da linguagem para gozar, e ao tom\u00e1-la como letra acaba por localizar algo do que pode produzir efeito de nomea\u00e7\u00e3o para ele mesmo. A escritura, termo derivado do ato de dar forma escrita a um ato, como quando registramos a compra de um im\u00f3vel, equivale a essa opera\u00e7\u00e3o de nomea\u00e7\u00e3o pela via da letra de gozo. Algo de uma localiza\u00e7\u00e3o se produz, mesmo que pela via de uma borda que n\u00e3o se insere no campo do sentido, mas que produz efeitos de apaziguar uma parcela da ang\u00fastia.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1937). An\u00e1lise termin\u00e1vel e intermin\u00e1vel. Em: <em>Obras Completas<\/em>. Vol. XXIII. Rio de Janeiro: Imago, 1986.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1953). Fun\u00e7\u00e3o e campo da fala e da linguagem. Em: <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1975-76). <em>O Semin\u00e1rio: livro 23<\/em>: O Sinthoma. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura do semin\u00e1rio da ang\u00fastia de Jacques Lacan. Em: <em>Revista Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, n. 43, 2005.<\/h6>\n<h6>SANTOS, T. C. <em>Sinthoma: corpo e la\u00e7o social<\/em>. Rio de Janeiro: Sephora\/UFRJ, 2006.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> LACAN, J. O Semin\u00e1rio: livro 23 O Sinthoma. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007. p. 162<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ivone Maia de Mello Associada do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia, professora adjunta da Universidade Estadual de Feira de Santana \u00a0O mais radical, posso diz\u00ea-lo para voc\u00eas gra\u00e7as a Jacques Aubert, \u00e9 Who ails tongue coddeau, aspace of dumbillsilly? 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