{"id":1919,"date":"2020-11-30T19:25:16","date_gmt":"2020-11-30T22:25:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=1919"},"modified":"2020-11-30T19:25:33","modified_gmt":"2020-11-30T22:25:33","slug":"autorretrato-um-impossivel-de-representar1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2020\/11\/30\/autorretrato-um-impossivel-de-representar1\/","title":{"rendered":"(Autor)retrato, um imposs\u00edvel de representar<sup>1<\/sup>"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1874\" aria-describedby=\"caption-attachment-1874\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1874\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/21-Joe-Webb-Selected-collages-Papering-over-the-cracks.jpg\" alt=\"Joe Webb - Selected collages - Papering over the cracks\" width=\"400\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/21-Joe-Webb-Selected-collages-Papering-over-the-cracks.jpg 500w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/21-Joe-Webb-Selected-collages-Papering-over-the-cracks-300x212.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1874\" class=\"wp-caption-text\">Joe Webb &#8211; Selected collages &#8211; Papering over the cracks<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Al\u00e9ssia Silva Fontenelle<\/h6>\n<h6>Membro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise e da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise.<\/h6>\n<p>A fotografia surge no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX e, com ela, a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0s imagens. Em 1854, patenteado\u00a0pelo fot\u00f3grafo\u00a0franc\u00eas\u00a0Andr\u00e9 Adolphe Eug\u00e8ne Disd\u00e9ri, surge a <em>carte de visite<\/em>, nome dado a um antigo formato de apresenta\u00e7\u00e3o de\u00a0fotografias que exibia oito pequenos retratos em uma s\u00f3 placa. Essa t\u00e9cnica amplia a pr\u00e1tica fotogr\u00e1fica para uma dimens\u00e3o de larga produ\u00e7\u00e3o comercial e, n\u00e3o por acaso, o retrato humano foi o g\u00eanero que alcan\u00e7ou a maior demanda, desde o seu surgimento. De acordo com Benjamin (2014), o peso absoluto do valor de exposi\u00e7\u00e3o da fotografia vai se sobrepondo ao valor de culto que se mantinha em segredo na arte, mas isso n\u00e3o ocorre sem resist\u00eancia. De fato, a recorda\u00e7\u00e3o de entes queridos, ausentes ou falecidos, foi o \u00faltimo ref\u00fagio do valor de culto da imagem.<\/p>\n<p>A artista Frida Kahlo e seu marido, o muralista Diego Rivera, eram adeptos dessa pr\u00e1tica, trocando e colecionando retratos de amigos pr\u00f3ximos e pessoas de renome que admiravam ou difamavam, tais como St\u00e1lin, L\u00eanin, Porfirio D\u00edaz, Zapata, Andr\u00e9 Breton, Marcel Duchamp, entre tantos outros. Ela dizia que os retratos eram uma forma de \u201ct\u00ea-los perto\u201d e de se fazer presente em suas vidas. Assim, os distribu\u00eda a um contingente enorme de pessoas e, entre tantas, podemos destacar Leo Eloesser, seu m\u00e9dico em S\u00e3o Francisco, a quem entregou mais de quatrocentas fotografias para que as resguardasse (OLES, 2010).<\/p>\n<p>Numa arte da mem\u00f3ria, Frida guarda os testemunhos visuais de sua pr\u00e9 e p\u00f3s-hist\u00f3ria e, para tanto, registra no verso das fotografias: nomes, datas<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, recados, marcas de batom com os seus l\u00e1bios, contas. Apesar de algumas fotografias revelarem seus breves relacionamentos e duradouros amores, elas nunca eram er\u00f3ticas, podendo ser definidas mais precisamente como um registro de corpos (OLES, 2010). Algumas se apresentam cortadas, outras rasgadas, mas como em qualquer cole\u00e7\u00e3o, elas preservam murm\u00farios de alegrias, fragmentos de desamor, ou melhor dizendo, preservam insignificantes detalhes de uma hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A esse prop\u00f3sito, apresenta-se a quest\u00e3o: o que motiva uma cole\u00e7\u00e3o? O colecionador n\u00e3o \u00e9 apenas um sujeito que, em um ato deliberado, organiza, agrupa um amontoado de objetos. Essa pr\u00e1tica n\u00e3o envolve o objeto apenas como elemento da cole\u00e7\u00e3o, mas sobretudo como \u201cmotor e verdade\u201d (WAJCMAN, 2010, p. 35).\u00a0 Assim, o que funda uma cole\u00e7\u00e3o \u00e9 a dimens\u00e3o do desejo e, nesse sentido, todas elas s\u00e3o cria\u00e7\u00e3o de desejo. De acordo com Wajcman (2010), para que possa ser nomeada como tal, deve apresentar um <em>kit<\/em> m\u00ednimo formado por objeto + desejo. Nessa l\u00f3gica, podemos afirmar que uma cole\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que se sustenta do vazio.<\/p>\n<p>Curiosamente, encontramos nos arquivos do museu <em>Casa Azul<\/em> mais de 6 mil imagens<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>, ou seja, cartas, documentos, desenhos, cer\u00e2micas populares, roupas, uma cole\u00e7\u00e3o ex-votos, rem\u00e9dios, lembran\u00e7as ef\u00eameras, retratos p\u00fablicos \u201coficiais\u201d, instant\u00e2neos informais privados e diversas outras fotografias reunidas e conservadas at\u00e9 sua morte em 1954 (MONASTERIO, 2010; OLES, 2010). Entre tantas coisas, foi descoberta a cole\u00e7\u00e3o de autorretratos, uma esp\u00e9cie de autobiografia que o pai de Frida, Guilhermo Kahlo, havia tirado ao longo da vida. Essas imagens evocam um rapaz que gostava de posar e exibir o corpo, para a c\u00e2mara, em poses desafiadoras, at\u00e9 mesmo jocosas, por vezes atl\u00e9ticas, outras, bo\u00eamio. Segundo Franger (2010), seu investimento na fotografia teria como objetivo primeiro retratar a si mesmo.<\/p>\n<p>Podemos observar, tanto em Frida, quanto em seu pai, a paix\u00e3o por se autorretratar, entretanto, uma fotografia nunca pode apresentar o sujeito como tal, sendo sempre um recorte que est\u00e1 grafado em outra coisa. A artista foi retratada ao longo da vida por grandes nomes de sua \u00e9poca: Nickolas Muray, Martin Munk\u00e1csi, Fritz Henle, Edward Weston, Gis\u00e8le Freund, Pierre Verger, Juan Guzm\u00e1n, Lola \u00c1lvarez Bravo, Manuel \u00c1lvarez Bravo, entre tantos outros. Sobre sua rela\u00e7\u00e3o com a c\u00e2mera e seu uso no bordeamento do real, afirma: \u201csabia que o campo de batalha do sofrimento se refletia em meus olhos. Desde ent\u00e3o, comecei a olhar diretamente para a lente, sem piscar, sem sorrir, decidida a mostrar que seria uma boa lutadora at\u00e9 o final\u201d (KAHLO apud MONASTERIO, 2010, p.21).<\/p>\n<p>Assim, tem-se a impress\u00e3o de que, al\u00e9m das pinturas, desenhos e escritos atrav\u00e9s dos quais Frida constr\u00f3i uma imagem de si, ela tamb\u00e9m o faz por meio de um conjunto de retratos fotogr\u00e1ficos. Didi-Huberman (2015) ressalta que, se por um lado a fotografia p\u00f5e corpos em cena, por outro aponta para \u201co enigma de um jazer do corpo intelig\u00edvel\u201d (p. 95). Isto porque apresenta um \u201cmodelo\u201d dissociado, cindido e, sobretudo, nos remete a uma temporalidade alternante, variante entre avan\u00e7ar para o futuro, rememorar o passado e uma falsa express\u00e3o do presente.<\/p>\n<blockquote><p>Na pintura, em particular nos retratos e autorretratos, o duplo se transforma em algo perturbador; ao mesmo tempo em que \u00e9 a imagem de seu criador, esta j\u00e1 se fez outra, uma imagem pr\u00f3xima, ao mesmo tempo distante e distinta, que adquiriu uma nova dimens\u00e3o para se converter num corpo composto. O duplo nos recorda que o ser do homem pode se desdobrar em dois, ainda que para isso precise recorrer ao artif\u00edcio da arte (RICO, 2004, p.111).<\/p><\/blockquote>\n<p>Retratista, retratada&#8230; de quem \u00e9, a rigor, um rosto fotografado? Esse enigma se evidencia na experi\u00eancia est\u00e9tica da artista Frida Kahlo e o uso singular que faz do autorretrato, cerca de quarenta em meio a mais de 200 telas. Em sua pintura-espelho, por vezes encontramos sua imagem duplicada, ou mesmo triplicada, como por exemplo, na fotografia realizada por Nickolas Muray em 1939, na qual a artista, ante seu cavalete, pinta o c\u00e9lebre autorretrato <em>Las duas Fridas<\/em>. O jogo de reflexos exp\u00f5e imagens, multiplica, repete a transmiss\u00e3o e, atrav\u00e9s dessa brincadeira, inventa tr\u00eas Fridas. Uma produ\u00e7\u00e3o peculiar do duplo? Um tr\u00edplice autorretrato? Uma disjun\u00e7\u00e3o entre ver, ver-se, ser visto? Aqui, duas refer\u00eancias importantes, olhar e tempo, se enunciam nessa mistura do autorretrato com o retrato.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1920\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/imagem_alessia001.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/imagem_alessia001.jpg 400w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/imagem_alessia001-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/imagem_alessia001-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center;\">Figura 1. Fotografia da Frida pintando <em>Las dos Fridas<\/em>, Coyoac\u00e1n, 1939<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>.<\/h6>\n<p>A pintura foi realizada logo ap\u00f3s seu div\u00f3rcio com Diego Rivera, e nela observamos duas Fridas g\u00eameas, de m\u00e3os dadas, sentadas uma ao lado da outra em um banco. A que se encontra \u00e0 direita veste um traje tehuana, a outra um vestido de casamento similar ao de sua pr\u00f3pria m\u00e3e. Os cora\u00e7\u00f5es est\u00e3o expostos e uma art\u00e9ria comum os une. A art\u00e9ria aparece cortada, vertendo sangue sobre o vestido branco, e a imagem esquerda, por sua vez, tem uma tigela nas m\u00e3os. A pintora esclarece, ao amigo MacKinley Helm, que a Frida da direita seria aquela que \u00e9 amada por Diego e porta nas m\u00e3os um camafeu com o retrato em miniatura dele, do qual sai uma art\u00e9ria que a nutre e a mant\u00e9m viva. A da esquerda, Diego j\u00e1 n\u00e3o a ama mais, est\u00e1 se esvaindo em sangue, morrendo lentamente (GRIMBERG, 2004).<\/p>\n<p>O retrato n\u00e3o pode nos ver, entretanto, um ou outro pode despertar a inquietante sensa\u00e7\u00e3o de que somos observados por ele, que nos olha, nos fascina, convoca nosso olhar. Tal efeito perturbador avan\u00e7a para o campo do enigm\u00e1tico, do inomin\u00e1vel e, portanto, comporta uma dimens\u00e3o traum\u00e1tica. Lacan se op\u00f5e a aplicar a psican\u00e1lise \u00e0 arte, ou mesmo a entrar no dom\u00ednio da psicologia do artista, mas isso n\u00e3o o impediu de tratar a obra como um espa\u00e7o que <em>organiza uma gram\u00e1tica do desejo<\/em>. Atento ao que a arte faz avan\u00e7ar a psican\u00e1lise, insiste que o criador, assim como o analista, exercem ambos a pr\u00e1tica do <em>saber fazer com<\/em> o singular.<\/p>\n<p>Nessa dire\u00e7\u00e3o, a obra de Frida Kahlo testemunha a estranha rela\u00e7\u00e3o que se estabelece entre a pintora e a imagem do corpo devastado. Numa linguagem \u00fanica, sua arte recorre \u00e0 imagem do corpo, sua estrutura interna, anatomia ou mesmo os pr\u00f3prios pensamentos para inscrever algo sobre o fluxo de sua exist\u00eancia, desejos, obsess\u00f5es, vida e morte.<\/p>\n<p>Com efeito, os in\u00fameros autorretratos em que ela obstinadamente se pintou no espelho permitem apreender algo sobre os modos como se desembara\u00e7a e\/ou se embara\u00e7a com sua imagem. De modo in\u00e9dito, o drama de sua exist\u00eancia e a s\u00e9rie de seus autorretratos fazem do trabalho criativo uma incans\u00e1vel \u201cinscri\u00e7\u00e3o de seu corpo, sobre o seu corpo\u201c (LAURENT, 2016, p.169). Podemos sustentar, portanto, que sua arte circunscreve algo que n\u00e3o cessa de n\u00e3o se representar ou se traduzir.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>BENJAMIN, W. <em>A obra de arte na \u00e9poca de sua reprodutibilidade t\u00e9cnica<\/em>. 2 ed. Porto Alegre: Zouk, 2014.<\/h6>\n<h6>DIDI-HUBERMAN, G. <em>Inven\u00e7\u00e3o da histeria<\/em>. Rio de Janeiro: Contraponto, 2015.<\/h6>\n<h6>FRANGER, G. O pai misterioso. In P. O. Monasterio (Ed.), <em>Frida Kalho: suas fotos<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify, 2010<\/h6>\n<h6>GRIMBERG, S. <em>Nunca te olvidar\u00e9&#8230; De Frida Kahlo para Nickolas Muray<\/em>. M\u00e9xico: Editorial RM, 2004.<\/h6>\n<h6>LAURENT, \u00c9. <em>O avesso da biopol\u00edtica: uma escrita para o gozo<\/em>. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2016.<\/h6>\n<h6>MONASTERIO, P. (org. . V. autores. <em>Frida kahlo: suas fotos<\/em> (Cosac Naif). S\u00e3o Paulo: Martins Fontes &#8211; selo Martins, 2010.<\/h6>\n<h6>OLOES, J. Mexericos em prata sobre gelatina. In P. (org. . V. autores Monasterio (Ed.), <em>Frida Kahlo: suas fotos<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify, 2010.<\/h6>\n<h6>RICO, A.\u00a0 <em>Frida Kahlo: fantasia de un cuerpo herido.<\/em> 3 ed. Cuidad de Mexico: Plaza y Vald\u00e9s, 2004.<\/h6>\n<h6>WAJCMAN, G. <em>Colecci\u00f3n seguido de La avaricia<\/em>. Buenos Aires: Manantial, 2010.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> O texto faz parte da tese de doutorado, A arte de Frida Kahlo: o <em>savoir-y-faire<\/em> com as pe\u00e7as soltas, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Algumas datas est\u00e3o riscadas e\/ou alteradas, no intuito de subtrair tr\u00eas anos de sua idade.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Algumas datam do s\u00e9culo XIX.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Nickolas Muray e Kahlo estavam no auge de sua rela\u00e7\u00e3o de dez anos quando esta foto foi tirada. O caso amoroso come\u00e7ou em 1931, pouco depois do casamento de Kahlo com o muralista Diego Rivera, terminando em 1941. Eles permaneceram amigos at\u00e9 a morte da artista em 1954.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9ssia Silva Fontenelle Membro da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise e da Associa\u00e7\u00e3o Mundial de Psican\u00e1lise. A fotografia surge no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX e, com ela, a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0s imagens. Em 1854, patenteado\u00a0pelo fot\u00f3grafo\u00a0franc\u00eas\u00a0Andr\u00e9 Adolphe Eug\u00e8ne Disd\u00e9ri, surge a carte de visite, nome dado a um antigo formato de apresenta\u00e7\u00e3o de\u00a0fotografias que exibia&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[37],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-1919","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ed-022","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1919","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1919"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1919\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1922,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1919\/revisions\/1922"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1919"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1919"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1919"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=1919"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}