{"id":2025,"date":"2022-02-04T16:05:52","date_gmt":"2022-02-04T19:05:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=2025"},"modified":"2022-02-04T16:05:52","modified_gmt":"2022-02-04T19:05:52","slug":"virginia-woolf-entre-a-psicose-e-a-escrita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2022\/02\/04\/virginia-woolf-entre-a-psicose-e-a-escrita\/","title":{"rendered":"Virginia Woolf, entre a psicose e a escrita"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_2004\" aria-describedby=\"caption-attachment-2004\" style=\"width: 213px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2004\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/006-213x300.jpg\" alt=\"Kazuhiko Nakamura . \u201cMonorogue\u201d\" width=\"213\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/006-213x300.jpg 213w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/006.jpg 496w\" sizes=\"auto, (max-width: 213px) 100vw, 213px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2004\" class=\"wp-caption-text\">Kazuhiko Nakamura . \u201cMonorogue\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Caroline Cabral Quixabeira<br \/>\n<em>participante da Se\u00e7\u00e3o Leste-Oeste da EBP<\/em><\/h6>\n<p>A estrutura da psicose se d\u00e1 pela rejei\u00e7\u00e3o (verwerfung) da afirma\u00e7\u00e3o primordial (bejahung) fazendo com que o sujeito psic\u00f3tico tenha uma rela\u00e7\u00e3o com o simb\u00f3lico diferente do neur\u00f3tico e do perverso. Ele ter\u00e1 acesso ao simb\u00f3lico na medida em que se utiliza da linguagem, entretanto, carente da significa\u00e7\u00e3o oferecida pelo Nome-do-Pai, estar\u00e1 a merc\u00ea da invas\u00e3o do real. (LACAN, 2010; WARTEL, 2007)<\/p>\n<p>O psic\u00f3tico \u00e9 constantemente invadido pelo real e, em sua busca para instaurar uma defesa, ele recorre ao imagin\u00e1rio, formando o del\u00edrio. Essa \u00e9 a tentativa de cura do psic\u00f3tico que, por meio da realidade constru\u00edda, cria uma via de compreens\u00e3o de modo a evitar a invas\u00e3o desmedida do real. Todavia, esse mecanismo n\u00e3o funciona de maneira apaziguadora para todos (FREUD, 2010).<\/p>\n<p>Ao falar de real, recorremos a Miller, em seu semin\u00e1rio <em>El Ser y El Uno<\/em>: \u201cno es seguro que lo real tenga una esencia; por el contrario, es por el sesgo de su existencia que lo real se impone y apaga cuanto se refiere a su esencia\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> (MILLER, 2011, p. 49). O real coloca-se no campo da experi\u00eancia, em um imposs\u00edvel de simbolizar.<\/p>\n<p>Por conta disso, o sujeito psic\u00f3tico \u00e9 permeado por uma ang\u00fastia. Assim, um dos caminhos para lidar com a ang\u00fastia que o invade \u00e9 a busca dentro do tratamento anal\u00edtico da constru\u00e7\u00e3o junto ao sujeito de um <em>savoir-faire<\/em> com esse real, uma supl\u00eancia ao nome-do-pai que viria como organizador do discurso. E o ato da escrita que se coloca como uma via de tratamento disso que o invade (LAIA, 2014).<\/p>\n<p>Virginia Woolf apresenta-se como um exemplo dessa sa\u00edda pela escrita. Sua produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria conta com mais de trinta obras publicadas, sendo uma autora conhecida por seu talento em explorar os limites do cotidiano e do banal. Tal fato \u00e9 bem ilustrado na sua famosa obra <em>Mrs. Dalloway <\/em>(1925)<em>.<\/em> Entre suas obras famosas, figuram ainda <em>Ao Farol <\/em>(1927), <em>Orlando <\/em>(1928) e <em>As Ondas <\/em>(1931).<\/p>\n<p>Entretanto, Woolf n\u00e3o era conhecida somente por seus livros, como tamb\u00e9m por sua prec\u00e1ria sa\u00fade mental. Em di\u00e1rios, ela relata seus sintomas depressivos, marcados por uma vontade intensa de morrer, al\u00e9m do del\u00edrio de inferioridade, sintomas psic\u00f3ticos com alucina\u00e7\u00f5es \u2013 principalmente auditivas \u2013 e, em outros momentos, sintomas man\u00edacos com uma grande excita\u00e7\u00e3o corporal, incapaz de ficar parada.\u00a0 A exist\u00eancia desses fen\u00f4menos era o ponto central que fazia surgir sua produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Em uma passagem de seu di\u00e1rio, de 8 de setembro de 1929, comenta a a\u00e7\u00e3o que esses sintomas possuem sobre a sua escrita:<\/p>\n<blockquote>[\u2026] i\u2019ve written some interesting books, can make money, can afford a holiday \u2013 Oh no; one has nothing to bother about; and these curious intervals in life \u2013 I\u2019ve had many \u2013 are the most fruitful artistically \u2013 one becomes fertilized \u2013 think of my madness at Hogarth \u2013 and all the little illness \u2013 that before I wrote the Lighthouse for instance. Six weeks in bed now would make a masterpiece of Months<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> (WOOLF, 1954, p. 143).<\/p><\/blockquote>\n<p>Nesse trecho, Virginia mostra como o efeito do per\u00edodo em que passa em sua \u201cloucura\u201d \u2013 como ela mesma denomina \u2013 serve como combust\u00edvel para a cria\u00e7\u00e3o de suas obras primas. Em outro trecho, de 16 de fevereiro de 1930, ela traz novamente a quest\u00e3o:<\/p>\n<blockquote><p>I believe these illnesses are in my case \u2013 how shall I express it? \u2013 partly mystical. Something happens in my mind. It refuses to go on registering impressions. It shuts itself up. It becomes chrysalis. I lie quite torpid, often with acute physical pain \u2013 as last year; only discomfort this. Then suddenly something springs<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> (WOOLF, 1954, p. 146).<\/p><\/blockquote>\n<p>Ao longo de seus di\u00e1rios, \u00e9 poss\u00edvel encontrar outras passagens que marcam a rela\u00e7\u00e3o existente entre sua doen\u00e7a e sua produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Woolf vivenciava um ciclo em que, enquanto escrevia, sentia-se bem e, ao terminar a obra em que estivera trabalhando, novamente era habitada por seus sintomas. E isso n\u00e3o lhe passava despercebido.<\/p>\n<p>Antes de se encaminhar para o riacho dentro de sua propriedade e encher seus bolsos do casaco com pedras, deixou uma carta de suic\u00eddio para o seu marido, Leonard, na qual coloca o seu medo de um novo per\u00edodo de enlouquecimento, em que n\u00e3o sabia se seria capaz de se recuperar.<\/p>\n<p>Querido, tenho certeza de que enlouquecerei novamente. Sinto que n\u00e3o podemos passar por outro daqueles tempos terr\u00edveis. E, desta vez, n\u00e3o vou me recuperar. Come\u00e7o a escutar vozes e n\u00e3o consigo me concentrar. Por isso estou fazendo o que me parece ser a melhor coisa a fazer. Voc\u00ea tem me dado a maior felicidade poss\u00edvel. Voc\u00ea tem sido, em todos os aspectos, tudo o que algu\u00e9m poderia ser. N\u00e3o acho que duas pessoas poderiam ter sido mais felizes, at\u00e9 a chegada desse terr\u00edvel doen\u00e7a. N\u00e3o consigo mais lutar. Sei que estou estragando a sua vida, que sem mim voc\u00ea poderia trabalhar. E voc\u00ea vai, eu sei. Veja que nem sequer consigo escrever isso apropriadamente. N\u00e3o consigo ler. O que quero dizer \u00e9 que devo toda a felicidade da minha vida a voc\u00ea. Voc\u00ea tem sido inteiramente paciente comigo e incrivelmente bom. Quero dizer que \u2013 todo mundo sabe disso. Se algu\u00e9m pudesse me salvar teria sido voc\u00ea. Tudo se foi para mim, menos a certeza da sua bondade. N\u00e3o posso continuar a estragar a sua vida. N\u00e3o creio que duas pessoas poderiam ter sido mais felizes do que n\u00f3s (WOOLF, 1941\/2020)<\/p>\n<p>Partindo do que foi exposto sobre Virginia, a escrita ao longo de sua trajet\u00f3ria funcionou como uma possibilidade de limite. Por meio da produ\u00e7\u00e3o, Woolf foi capaz de bordear, mesmo que temporariamente, o real que a invadia. O ato de escrever vem como uma via para o sujeito psic\u00f3tico construir uma rela\u00e7\u00e3o com o simb\u00f3lico que n\u00e3o perpassa pelo Outro da linguagem.\u00a0 (MAIA, 2012).<\/p>\n<p>O neur\u00f3tico se utiliza da inscri\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica como uma maneira de se proteger do real, ao utilizar a sustenta\u00e7\u00e3o que sua inscri\u00e7\u00e3o no discurso lhe d\u00e1 (ALVARENGA, 2000). O psic\u00f3tico pode utilizar a escrita para a produ\u00e7\u00e3o desse lugar limite, em que o ato de escrever promove junto ao sujeito o estabelecimento da possibilidade de uma nova ordem simb\u00f3lica com o mundo. Esse ato funciona como a cria\u00e7\u00e3o sintom\u00e1tica, na qual, mesmo manca, o sujeito \u00e9 capaz de se proteger da ang\u00fastia e mascarar o modo psic\u00f3tico de existir. (LACAN, 2010; WARTEL, 2007)<\/p>\n<p>Virg\u00ednia, ao longo de sua vida, fez da sua escrita uma possibilidade de tamponamento que colocava o limite aos sintomas psic\u00f3ticos que irrompiam, ao mesmo tempo que era por conta destes sintomas que surgiam as ideias para os seus livros. Ao se deparar com aquilo que n\u00e3o era capaz de significar, utilizava o ato de escrever como ponto de basta para a irrup\u00e7\u00e3o da qual era afetada.\u00a0 Entretanto, esse mecanismo sintom\u00e1tico, ao funcionar em formato c\u00edclico com o que de sua psicose n\u00e3o era pass\u00edvel de ser evitada, encaminhou Woolf para um ponto final, para al\u00e9m da escrita, sua pr\u00f3pria morte. (Morales, 2008)<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>ALVARENGA, E. Psicoses Freudianas e Lacanianas. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, v. 28, Julho 2000<\/h6>\n<h6>FREUD, Sigmund. Observa\u00e7\u00f5es Psicanal\u00edticas Sobre um Caso de Paranoia (Dementia Paranoides) Relatado Em Autobiografia (\u201cO Caso Schreber\u201d). <em>In<\/em>: FREUD, Sigmund. Observa\u00e7\u00f5es Psicanal\u00edticas Sobre um Caso de Paranoia Relatado em Autobiografia (\u201cCaso Schreber\u201d), Artigo Sobre a T\u00e9cnica e Outros Textos: (1911 \u2013 1913). S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2010. cap. 1, p. 13-107<\/h6>\n<h6>LACAN, Jacques. Semin\u00e1rio 3: Psicoses. 2. ed. rev. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.<\/h6>\n<h6>LAIA, Sergio. Joyce e a Modula\u00e7\u00e3o do Objeto \u2018a\u2019. <em>In<\/em>: HOLCK, A. L. L.; GROVA, Tatiane (org.). Ao P\u00e9 da Letra: Leituras e escrituras na cl\u00ednica psicanal\u00edtica. Rio de Janeiro: Subversos, 2014. cap. 6, p. 211-248<\/h6>\n<h6>MAIA, E. A. Textualidade Llansol. Belo Horizonte: Scriptum, 2012.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. Aula 5. In: MILLER, J.-A. El ser y el uno. [s.l.]: In\u00e9dito, 2011<\/h6>\n<h6>MORALES, B. \u201cVirginia Woolf entre la maladie et l\u2019ecriture\u201d, Psychanalyse, v. 12, p. 35\u201340, 2008.<\/h6>\n<h6>WARTEL, R. Psicose e Nome-do-Pai, Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, v. 50, Dezembro 2007.<\/h6>\n<h6>WOOLF, Virginia. [Correspond\u00eancia] Destinat\u00e1rio: Leonard Woolf. Lewes, 28 mar\u00e7o 1941. Correspond\u00eancia pessoal. Site de acesso: https:\/\/homoliteratus.com\/a-carta-que-virginia-woolf-deixou-para-seu-marido-antes-do-suicidio\/. Acesso em: 20 ago. 2020.<\/h6>\n<h6>WOOLF, Virginia. A Writer\u2019s Diary: Being Extracts from the Diary of Virginia Woolf. New York: Harcourt, Brace and Company, 1954. 376 p. Dispon\u00edvel em: https:\/\/archive.org\/details\/writersdiarybein0000wool\/. Acesso em: 20 ago. 2020.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>\u2003 \u201cN\u00e3o \u00e9 certo que o real tenha uma ess\u00eancia; pelo contr\u00e1rio, \u00e9 pelo vi\u00e9s de sua exist\u00eancia que o real se imp\u00f5e e desliga tudo o que se refere \u00e0 sua ess\u00eancia\u201d.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>\u2003 \u201c[&#8230;] eu escrevi alguns livros interessantes, posso ganhar dinheiro, posso ter f\u00e9rias &#8211; Oh n\u00e3o; ningu\u00e9m tem nada com que se preocupar; e esses curiosos intervalos na vida &#8211; eu tive muitos &#8211; s\u00e3o os mais frut\u00edferos artisticamente &#8211; um se torna fertilizado &#8211; pense em minha loucura em Hogarth &#8211; e todas as pequenas doen\u00e7as &#8211; que antes de eu escrever o Farol, por exemplo. Seis semanas na cama agora fariam uma obra-prima de meses.\u201d (WOOLF, 1954, p. 143, tradu\u00e7\u00e3o da autora)<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>\u2003 \u201cAcredito que essas doen\u00e7as est\u00e3o no meu caso &#8211; como devo expressar isso? &#8211; parcialmente m\u00edstico. Algo acontece em minha mente. Recusa-se a continuar registrando impress\u00f5es. Ele se fecha. Torna-se cris\u00e1lida. Estou bastante entorpecido, muitas vezes com dores f\u00edsicas agudas &#8211; como no ano passado; apenas incomoda isso. Ent\u00e3o, de repente, algo surge.\u201d (WOOLF, 1954, p. 146, tradu\u00e7\u00e3o da autora)<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caroline Cabral Quixabeira participante da Se\u00e7\u00e3o Leste-Oeste da EBP A estrutura da psicose se d\u00e1 pela rejei\u00e7\u00e3o (verwerfung) da afirma\u00e7\u00e3o primordial (bejahung) fazendo com que o sujeito psic\u00f3tico tenha uma rela\u00e7\u00e3o com o simb\u00f3lico diferente do neur\u00f3tico e do perverso. 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