{"id":2027,"date":"2022-02-04T16:05:52","date_gmt":"2022-02-04T19:05:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=2027"},"modified":"2022-02-04T16:05:52","modified_gmt":"2022-02-04T19:05:52","slug":"de-outra-ordem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2022\/02\/04\/de-outra-ordem\/","title":{"rendered":"De Outra Ordem"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_2010\" aria-describedby=\"caption-attachment-2010\" style=\"width: 234px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2010\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/012-234x300.jpg\" alt=\"Kazuhiko Nakamura . \u201cFloating of Antlion\u201d\" width=\"234\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/012-234x300.jpg 234w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/012.jpg 546w\" sizes=\"auto, (max-width: 234px) 100vw, 234px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2010\" class=\"wp-caption-text\">Kazuhiko Nakamura . \u201cFloating of Antlion\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Mar\u00edlia Santiago<br \/>\n<em>Associada do IPB e Aluna do TPOL<\/em><\/h6>\n<blockquote><p>No descome\u00e7o era o verbo.<br \/>\nS\u00f3 depois \u00e9 que veio o del\u00edrio do verbo.<br \/>\nO del\u00edrio do verbo estava no come\u00e7o, l\u00e1<br \/>\nonde a crian\u00e7a diz: Eu escuto a voz<br \/>\ndos passarinhos.<br \/>\nA crian\u00e7a n\u00e3o sabe que o verbo escutar n\u00e3o<br \/>\nfunciona para cor, mas para som.<br \/>\nEnt\u00e3o se a crian\u00e7a muda a fun\u00e7\u00e3o de um<br \/>\nverbo, ele delira.<br \/>\nEm poesia que \u00e9 voz de poeta, que \u00e9 a voz<br \/>\nde fazer nascimentos \u2013<br \/>\nO verbo tem que pegar del\u00edrios.<\/p>\n<p><em>Uma Did\u00e1tica da inven\u00e7\u00e3o &#8211; Manoel de Barros<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Esse trabalho \u00e9 fruto de um cartel rel\u00e2mpago, ocorrido na TPOL, curso de Teoria Psicanal\u00edtica de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana, ofertado pelo IPB. E durante o m\u00f3dulo de Psicose algumas quest\u00f5es me suscitaram.<\/p>\n<p>O estudo sobre a Sa\u00fade Mental \u00e9 relativamente recente, o discurso da ci\u00eancia foi hegem\u00f4nico no cuidado daqueles que sa\u00edam \u00e0 norma. Esses estudos se davam atrav\u00e9s de catalogar os \u201cfen\u00f4menos estranhos\u201d, listar as fun\u00e7\u00f5es ps\u00edquicas e classific\u00e1-las em viv\u00eancias normais ou anormais, de modo a dividir a experi\u00eancia humana nessas duas categorias. Lacan, em seu primeiro ensino, ir\u00e1 subverter essa ordem, ao colocar em jogo o inconsciente estruturado como uma linguagem, parece fazer girar o discurso hegem\u00f4nico da ci\u00eancia e percorrer uma trajet\u00f3ria at\u00e9 chegar ao discurso do analista, no qual o sujeito pode advir. A partir disso, no campo psicanal\u00edtico, haver\u00e1 uma outra forma diagnostica, n\u00e3o mais atrav\u00e9s dos fen\u00f4menos elementares, mas o cerne estar\u00e1 no discurso daquele que se disp\u00f5e a um tratamento pela fala.<\/p>\n<p>Entretanto, Freud (2010), em Introdu\u00e7\u00e3o ao Narcisismo pensava um pouco diferente, acreditava que a psicose n\u00e3o era trat\u00e1vel pela via da psican\u00e1lise.<\/p>\n<blockquote><p>Esses doentes, que sugeri designar como parafr\u00eanicos, mostram duas caracter\u00edsticas fundamentais: a megalomania e o abandono do interesse pelo mundo externo (pessoas e coisas). Devido a esta \u00faltima mudan\u00e7a, eles se furtam \u00e0 influ\u00eancia da psican\u00e1lise, n\u00e3o podendo ser curados com nossos esfor\u00e7os (FREUD, p. 15).<\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo Freud (2010) n\u00e3o seria poss\u00edvel um estabelecimento da transfer\u00eancia na psicose devido a introvers\u00e3o da libido, impedindo que esta se dirigisse \u00e0 figura do analista. Haveria, ent\u00e3o, uma transfer\u00eancia no campo das psicoses? E qual lugar ocupado pelo analista?<\/p>\n<p>A indica\u00e7\u00e3o lacaniana \u00e9 n\u00e3o recuar diante da psicose, Henrri Kaufmanner (1998) diz que se trabalhamos com o sujeito psic\u00f3tico dentro do campo estabelecido pela psican\u00e1lise, esse n\u00e3o-recuo, somente tem sido poss\u00edvel por n\u00e3o ignorarmos \u201cessa observa\u00e7\u00e3o freudiana (que adquire outros contornos se considerarmos seu escrito sobre as mem\u00f3rias de Schreber) de que, se n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel, a transfer\u00eancia na psicose \u00e9, pelo menos, de outra ordem\u201d (p.96). Sendo assim, poder\u00edamos ampliar esse conceito e pensar que na psicose h\u00e1 uma outra rela\u00e7\u00e3o com o significante?<\/p>\n<blockquote><p>\u00c9 a linguagem, de sabor particular e frequentemente extraordin\u00e1rio, do delirante. \u00e9 uma linguagem onde certas palavras ganham um destaque especial, uma densidade que se manifesta algumas vezes na pr\u00f3pria forma do significante, dando-lhe esse car\u00e1ter indiscutivelmente neol\u00f3gico t\u00e3o surpreendente nas produ\u00e7\u00f5es da paranoia (LACAN, 1955, p. 42).<\/p><\/blockquote>\n<p>Na tentativa de pensar uma via de resposta a essa quest\u00e3o, Miller nos diz que \u00e9 no complexo de \u00c9dipo onde reside a conex\u00e3o entre neurose e normalidade, segundo ele, o Lacan cl\u00e1ssico aponta que o in\u00edcio da vida ps\u00edquica est\u00e1 no imagin\u00e1rio, \u00e9 no est\u00e1dio do espelho que constitui a primeira estrutura do mundo prim\u00e1rio do sujeito, o que significa que \u00e9 um mundo inst\u00e1vel, sem consist\u00eancias. O simb\u00f3lico vem no segundo tempo dessa constru\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<blockquote><p>a estrutura lacaniana introduz o simb\u00f3lico \u2013 a linguagem, a met\u00e1fora paterna- como a pot\u00eancia que imp\u00f5e ordem, hierarquia, a estrutura, a const\u00e2ncia que estabiliza o mundo imagin\u00e1rio. Lacan condensa essa for\u00e7a ordenadora do simb\u00f3lico, no Nome-do-Pai (MILLER, 2021, p.8).<\/p>\n<p>Para o psic\u00f3tico, o sentido de seu ser n\u00e3o se prende \u00e0 palavra. Entretanto, se seu gozo \u00e9 expl\u00edcito, n\u00e3o interditado, n\u00e3o deixa de existir uma rela\u00e7\u00e3o com a linguagem e \u00e9 exatamente seu enlouquecimento o testemunho dessa rela\u00e7\u00e3o (KAUFMANNER, 1999, p.97\/98).<\/p><\/blockquote>\n<p>Essa proposi\u00e7\u00e3o de um Lacan Cl\u00e1ssico, com sua preval\u00eancia no sentido, na estrutura, tem como refer\u00eancia \u00e0 linguagem, h\u00e1 a\u00ed um la\u00e7o com Outro, de endere\u00e7amento, de reconhecimento. Na Psicose, a incorpora\u00e7\u00e3o do simb\u00f3lico se faz sem a castra\u00e7\u00e3o, o que significa dizer que h\u00e1 um Outro inundado de gozo, e sem um significante f\u00e1lico que possa escoar essa inunda\u00e7\u00e3o. Ao longo da teoria lacaniana, novos conceitos v\u00e3o surgindo, permitindo novas leituras sobre os fen\u00f4menos vistos nos consult\u00f3rios e institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Da primazia do Outro a primazia do gozo, me parece que essa \u00e9 a trajet\u00f3ria que o ensino de Lacan se prop\u00f5e, uma for\u00e7a viva, uma teoria que se coloca atrav\u00e9s daqueles que se disp\u00f5e a faz\u00ea-la, que reverbera e nos p\u00f5e a trabalho. Essa trajet\u00f3ria, implica em uma vers\u00e3o diferente do Outro, a proposta \u00e9 levar em conta a anteced\u00eancia l\u00f3gica do campo de gozo em rela\u00e7\u00e3o ao campo da linguagem.<\/p>\n<blockquote><p>Por n\u00e3o comportar a dimens\u00e3o do sentido, <em>lal\u00edngua<\/em> altera todo o panorama das rela\u00e7\u00f5es do sujeito ao Outro e at\u00e9 mesmo a defini\u00e7\u00e3o do Outro (BARROSO, 2014, pg. 256).<\/p><\/blockquote>\n<p>Diante de um discurso que n\u00e3o se presta \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o por parte daquele que se coloca \u00e0 margem do circuito das demandas e das trocas com o Outro, retomo a pergunta: que lugar ocupa o analista? Segundo Lacan (1985), \u201cO del\u00edrio pode ser considerado como uma perturba\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o com o outro, e ele est\u00e1, portanto- ligado ao mecanismo transferencial\u201d (p.348). Uma possibilidade se apresenta:<\/p>\n<blockquote><p>(&#8230;) o par sujeito suposto saber \u2013 transfer\u00eancia funcionaria de outra maneira nas psicoses [&#8230;] Ora, o sujeito suposto saber n\u00e3o pode ser aqui o que motiva a transfer\u00eancia, j\u00e1 que o saber est\u00e1 ali, do lado do psic\u00f3tico (MILLER, 2012, p. 156).<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 nesse ponto que dan\u00e7am as cadeiras. O saber n\u00e3o est\u00e1 no lugar do mestre como sempre se pensou, a hip\u00f3tese de um inconsciente mais al\u00e9m do significante faz com essa dan\u00e7a seja poss\u00edvel. De acordo com via proposta na Conven\u00e7\u00e3o de Antibes, o artefato para tecer o la\u00e7o social se dar\u00e1 pela <em>lal\u00edngua<\/em> da transfer\u00eancia, que permite um significante poder fazer signo. A partida n\u00e3o est\u00e1 mais sendo jogada no campo do sentido, mas pela via do signo aponta uma possibilidade de transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>Na tentativa de aproxima\u00e7\u00e3o desta proposta, Miller (1996) diz:<\/p>\n<blockquote><p><em>Al\u00edngua<\/em> \u00e9 feita de qualquer coisa, do que se arrasta tanto nos antros como nos sal\u00f5es. O mal-entendido est\u00e1 em todas as p\u00e1ginas, pois tudo pode fazer sentido, imagin\u00e1rio, com um pouco de boa vontade. Mal-entendido \u00e9 a palavra certa (p. 69).<\/p>\n<p>Sua marca indel\u00e9vel \u00e9 tanto vetor de inser\u00e7\u00e3o quanto estiga de rebotalho. \u00c9 com ela e contra ela que nos inscrevemos na corpora\u00e7\u00e3o humana. Mal-entendido irredut\u00edvel a qualquer senso comum garantia de um ex\u00edlio sem retorno, <em>lal\u00edngua<\/em> nos faz falar, rir e chorar. O estofo de sujeito, suas for\u00e7as vivas, \u00e9 essa marca a fogo e sua maneira de se defender dela.\u201d (MILLER, 2014, p.221).<\/p><\/blockquote>\n<p>Como a partida n\u00e3o est\u00e1 sendo jogada no campo do sentido, poder\u00edamos dizer que est\u00e1 no territ\u00f3rio das inven\u00e7\u00f5es? Um \u201crecorte-e-cole\u201d como supl\u00eancia para o sofrimento psic\u00f3tico?\u00a0 Segundo Miller,<\/p>\n<blockquote><p>A inven\u00e7\u00e3o se op\u00f5e habitualmente \u00e0 descoberta, descobre-se o que j\u00e1 est\u00e1 l\u00e1, inventa-se o que n\u00e3o est\u00e1. Por isso a inven\u00e7\u00e3o tem parentesco com a cria\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m o sentido do termo \u201cinven\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 nesse caso, uma cria\u00e7\u00e3o de materiais existentes (Miller, 2006, p.1).<\/p><\/blockquote>\n<p>Seria, essa, ent\u00e3o uma forma de um saber, ou melhor um saber-fazer na psicose?<\/p>\n<p>\u00c9 seguindo este caminho que Lacan (1985), nos ensina \u201ca linguagem, sem d\u00favida \u00e9 feita de <em>al\u00edngua<\/em>. \u00c9 uma elocubra\u00e7\u00e3o de saber sobre <em>al\u00edngua<\/em>. Mas o inconsciente \u00e9 um saber-fazer com <em>al\u00edngua<\/em>\u201d (p. 190). E n\u00e3o seria esse o percurso de uma an\u00e1lise? Em se tratando da psicose, o sujeito se encontra fora da cadeia significante, desprovido de significado, assim o significante funciona sozinho, voltando sobre si mesmo em c\u00edrculos. Lacan traz uma preciosidade nesse ponto, ao tentar responder a um questionamento, como se d\u00e1 o saber daqueles que n\u00e3o falam? E em seu percurso, traz o rato no labirinto, no qual ele ir\u00e1 aprender a dar um sinal, a partir de um signo, ent\u00e3o a quest\u00e3o do saber se torna em aprender.<\/p>\n<p>Miller, por sua vez, faz uma analogia aos analistas-ratos, aqui, o analista sup\u00f5e ao psic\u00f3tico um saber-fazer com <em>lal\u00edngua, <\/em>sendo assim, esse analista, para se prestar a aprendizagem, se faz como sujeito vazio, posto a trabalho pelo saber j\u00e1-posto no psic\u00f3tico, ao qual ele sup\u00f5e algo para al\u00e9m do enunciado. Um inconsciente a \u201cmar-aberto\u201d, no qual o sujeito se p\u00f5e a velejar na tormenta de um gozo sem freio e o analista \u00e9 um vazio que o acompanha, talvez algo de um amor poss\u00edvel, de outra ordem, possa se instalar, para que esse acompanhante possa, na singularidade de cada caso, com seu desejo do analista, poder se lan\u00e7ar nesse Mar.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/h6>\n<h6>BARROSO, S. As Psicoses na Inf\u00e2ncia: o corpo sem ajuda de um discurso estabelecido. Belo Horizonte: Scriptum, 2014, pg. 256<\/h6>\n<h6>FREUD, S. Introdu\u00e7\u00e3o ao narcisismo: ensaios de metapsicologia e outros textos &#8211; Obras Completas Vol. 12. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 14-50.<\/h6>\n<h6>KAUFMANNER, H. Transfer\u00eancia na Psicose. In: Revista Curinga, Belo Horizonte: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, v. 13, n. 13, p. 96-101, dez.\/1998.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. O Semin\u00e1rio. Livro 3: As psicoses. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. O Semin\u00e1rio. Livro 20: Mais, ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985, p.190<\/h6>\n<h6>MILLER, J-A. A Psicose Ordin\u00e1ria: A Conven\u00e7\u00e3o de Antibes. Belo Horizonte: Scriptum, 2012.p.156<\/h6>\n<h6>MILLER, J-A. Efeito do retorno \u00e0 psicose ordin\u00e1ria. In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online, n.3, out.\/2021.<\/h6>\n<h6>MILLER, J-A. Matemas I: Teoria d\u2019l\u00edngua (rudimento). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1996.pg. 69<\/h6>\n<h6>MILLER, J-A. A inven\u00e7\u00e3o Psic\u00f3tica. In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, v. 1, n. 36, p. 6-16, mai.\/2006.<\/h6>\n<h6>MILLER, J-A. Um Real para o s\u00e9culo XXI. Belo Horizonte: Scriptum, 2014.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mar\u00edlia Santiago Associada do IPB e Aluna do TPOL No descome\u00e7o era o verbo. S\u00f3 depois \u00e9 que veio o del\u00edrio do verbo. O del\u00edrio do verbo estava no come\u00e7o, l\u00e1 onde a crian\u00e7a diz: Eu escuto a voz dos passarinhos. 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