{"id":2045,"date":"2022-02-04T16:05:51","date_gmt":"2022-02-04T19:05:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=2045"},"modified":"2022-02-04T16:05:51","modified_gmt":"2022-02-04T19:05:51","slug":"as-mulheres-sao-loucas-de-amor-porem-nao-toda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2022\/02\/04\/as-mulheres-sao-loucas-de-amor-porem-nao-toda\/","title":{"rendered":"As mulheres s\u00e3o loucas de amor, por\u00e9m, n\u00e3o-toda"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_2001\" aria-describedby=\"caption-attachment-2001\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2001\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/003-225x300.jpg\" alt=\"Kazuhiko Nakamura . \u201cBeehive\u201d\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/003-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/003.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2001\" class=\"wp-caption-text\">Kazuhiko Nakamura . \u201cBeehive\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<h6>Amanda dos Santos Ara\u00fajo<br \/>\n<em>Aluna do Curso Teoria da Psican\u00e1lise de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana (TPOL\/IPB)<\/em><\/h6>\n<blockquote>[&#8230;]S\u00f3 para voc\u00ea<br \/>\nEu dei o mundo<br \/>\nS\u00f3 para voc\u00ea<br \/>\nEu mudei tudo<br \/>\nS\u00f3 por voc\u00ea[&#8230;]\nTe amo tanto, te amo tanto<br \/>\nQue construo uma mentira bonita para voc\u00ea<br \/>\nTe amo t\u00e3o loucamente, te amo t\u00e3o loucamente<br \/>\nQue tento me apagar e me tornar seu boneco&#8230;<br \/>\n(BTS, 2018).<\/p><\/blockquote>\n<p>Os filmes, os exemplos da cl\u00ednica e os poetas, como cita Lacan (1954-1955\/1985) que mesmo sem saber o que dizem, \u201csempre dizem, no entanto, as coisas antes dos outros\u201d (p. 14) retratam a busca incessante das mulheres pelo amor e para serem amadas. Mas, o que as fazem conduzir ao limite da loucura por esse amor que tanto procuram? O que as fazem perder o controle quando n\u00e3o s\u00e3o correspondidas e cometem atos impulsivos e descontrolados?<\/p>\n<p>O amor sempre teve um importante lugar de estudo para psican\u00e1lise. No Semin\u00e1rio 20, Lacan (1972-1973\/1985) trabalha o amor sob o vi\u00e9s do gozo. Dado a inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual, cabe ao amor fazer supl\u00eancia. Sendo assim, o amor tem a fun\u00e7\u00e3o de estabelecer a conex\u00e3o com o Outro.<\/p>\n<p>Entretanto, o amor para as mulheres sempre teve mais import\u00e2ncia do que para os homens, Freud (1926\/2014) demarca que a ang\u00fastia que as mulheres sentem n\u00e3o est\u00e1 atribu\u00edda \u00e0 \u201cperda real do objeto, mas \u00e0 perda do amor por parte do objeto\u201d (p.87). Dessa forma, a ang\u00fastia que uma mulher vivencia \u00e0 perda do amor \u00e9 equivalente a ang\u00fastia que os homens sentem frente \u00e0 amea\u00e7a de castra\u00e7\u00e3o. Nesse seguimento, Lacan (1960\/1998a) destaca que \u201cse a posi\u00e7\u00e3o do sexo difere quanto ao objeto, \u00e9 por toda a dist\u00e2ncia que separa a forma fetichista da forma erotoman\u00edaca do amor (p. 742).<\/p>\n<p><strong>Parcerias sintom\u00e1ticas e os modos de gozo<\/strong><\/p>\n<p>O que define o parceiro-sintoma do lado do homem \u00e9 a estrutura do Todo x, com base no pequeno <em>a, <\/em>enquanto o que ir\u00e1 definir o parceiro-sintoma do lado da mulher\u00a0 \u00e9 a estrutura significante do N\u00e3o-todo, como o Outro barrado. Esses lados \u2013 homem ou mulher \u2013 s\u00e3o posi\u00e7\u00f5es de gozo e que n\u00e3o dependem do sexo biol\u00f3gico, j\u00e1 que, como nos diz Soler (2006) \u201co inconsciente n\u00e3o conhece a biologia\u201d (p.16), logo, essas \u201cestruturas significantes do corpo determinam o parceiro-sintoma como meio de gozo\u201d (MILLER, 2015, p. 93).<\/p>\n<p>O pequeno <em>a <\/em>que define o parceiro-sintoma do lado do homem, \u201c\u00e9 uma unidade discreta de gozo, separ\u00e1vel, contabiliz\u00e1vel\u201d (Ibid., p.93). N\u00e3o \u00e9 algo do significante, mas sim do objeto <em>a <\/em>que sustenta o aspecto do significante. Se existe um objeto <em>a<\/em>, pode-se localizar, enumerar, referir na exist\u00eancia, \u00e9 limitado.<\/p>\n<p>A forma do amor fetichista do homem se dirigir ao objeto, \u00e9 representado na tabela da sexua\u00e7\u00e3o como: $ \u2192 <em>a<\/em>.\u00a0 Podemos dizer que esta \u00e9 umas das formas do objeto <em>a<\/em>, apresentando-se como um elemento invari\u00e1vel. Isso quer dizer que no amor fetichista o falasser sempre ir\u00e1 procurar o mesmo tra\u00e7o em uma mulher, ou seja, mudam as mulheres, mas o tra\u00e7o n\u00e3o. O homem goza fora do corpo, a partir da fantasia, \u201co que ele tem a ver \u00e9 com o objeto <em>a, <\/em>e que toda a sua realiza\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 rela\u00e7\u00e3o sexual termina em fantasia.\u201d (LACAN, 1972-1973\/1985, p. 116).<\/p>\n<p>Do outro lado, o parceiro \u00e9 levado a tomar o formato do n\u00e3o-todo. Dessa maneira, enquanto o parceiro-sintoma do homem tem o aspecto de fetiche, o parceiro-sintoma do lado da mulher ir\u00e1 assumir o aspecto erot\u00f4mano de amar,<\/p>\n<blockquote><p>Isso se v\u00ea no passe: os homens, de in\u00edcio tem de resolver a quest\u00e3o da fantasia, da forma fetiche que as suas fantasias imp\u00f5em ao parceiro, enquanto que o falasser feminino, na an\u00e1lise, tem, em primeiro lugar de resolver a quest\u00e3o do amor, e \u00e9 isso a erotomania (MILLER, 2015, p. 94).<\/p><\/blockquote>\n<p>A mulher n\u00e3o assume o car\u00e1ter fetichizado pelo fato da castra\u00e7\u00e3o estar presente nelas desde a origem. Por sua vez, no homem, o fetichismo traduz \u201co desmentido da castra\u00e7\u00e3o que aqui podemos homologar, por aproxima\u00e7\u00e3o, ao real do qual algu\u00e9m se protege\u201d (MILLER, 2010a, p.2). Em oposi\u00e7\u00e3o, evoca-se a ideia de uma proximidade maior das mulheres com o real.<\/p>\n<blockquote>[&#8230;] s\u00e3o as mulheres que lembram aos homens que s\u00e3o enganados pelos semblantes, que n\u00e3o valem nada em compara\u00e7\u00e3o com o real do gozo. Nisso as mulheres s\u00e3o mais amigas do real que os homens, e t\u00eam acesso mais f\u00e1cil do que eles \u00e0 verdade de que o falo n\u00e3o \u00e9 todo e \u00e9 semblante (MILLER, 2010b, p.16).<\/p><\/blockquote>\n<p>Faz-se necess\u00e1rio pontuar que a aproxima\u00e7\u00e3o das mulheres com o real n\u00e3o equivale ao sentido invasivo do real caracter\u00edstico da psicose. Para o homem, seu modo de gozar reivindica que seu parceiro assuma um modelo, e isso pede at\u00e9 uma imposi\u00e7\u00e3o de um pequeno <em>a<\/em>. Seu gozo pode ser sustentado pelo sil\u00eancio pois, para ele, o gozo, \u201ctem sempre algo de limitado, de circunscrito, de localizado e de contabiliz\u00e1vel\u201d (MILLER, 2015, p. 95).<\/p>\n<p><strong>Enlouquecendo de amor: a forma erotoman\u00edaca de amar<\/strong><\/p>\n<p>Do lado feminino, a exig\u00eancia do falasser ao parceiro-sintoma, por seu gozo ser ilimitado, caracteriza-se de uma forma diferente. A demanda de amor existente na sexualidade feminina \u00e9 incompar\u00e1vel a que apresenta ao lado masculino. A demanda de amor em si s\u00f3 abrange a especificidade absoluta, visada ao infinito, que \u00e9 exposta \u201cno fato de que o n\u00e3o Todo n\u00e3o est\u00e1 formado\u201d (MILLER, 2015, p. 95). Esta \u00e9 uma demanda que fundamenta sobre o ser do parceiro, que o Outro me ame, isto \u00e9 que desvela sua forma erotoman\u00edaca de amar.<\/p>\n<p>Lacan (1960\/1998b) esclarece que a forma erotoman\u00edaca de amar se d\u00e1 em virtude no apego da mulher com o homem que ela elege como seu objeto de amor. Existem dois axiomas essenciais que o parceiro do falasser feminino precisa saber: o primeiro \u00e9 que para amar, \u00e9 preciso falar. O amor \u00e9 inconceb\u00edvel sem a palavra, justamente por amar \u00e9 dar o que n\u00e3o se tem, \u201ce n\u00e3o se pode dar o que n\u00e3o se tem sen\u00e3o falando, e falando que damos nossa falta-a-ser\u201d (LACAN 1972-1973\/1985, p. 97). O segundo axioma, nas palavras de Miller (2015) refere-se \u00e0 ideia de que, para gozar \u00e9 preciso amar. Ou seja, \u201cisso \u00e9, verdadeiramente, uma exig\u00eancia do lado feminino, e eu poderia escrever a sequ\u00eancia \u2013 falar, amar, gozar. Do lado feminino n\u00e3o se pode gozar sen\u00e3o da fala, de prefer\u00eancia da fala de amor\u201d (p. 97).<\/p>\n<p>Em outra inst\u00e2ncia, o homem goza sem palavras e sem amor. Sendo assim, o homem \u00e9 um monstro e a mulher uma chata, e a chata erot\u00f4mana que sempre coloca em quest\u00e3o: \u201cvoc\u00ea me ama?\u201d (MILLER, 2015, p. 98). Ela n\u00e3o pode deixar indagar por esse amor, j\u00e1 que esse \u00e9 o meio pelo qual ela goza. Nessa l\u00f3gica, podemos dizer que toda vertente do amor feminino \u00e9 erot\u00f4mano.<\/p>\n<p>Apesar do objeto <em>a <\/em>estar do lado da mulher na tabela da sexua\u00e7\u00e3o, o gozo feminino n\u00e3o passa por ele. Enunciamos com isso que o gozo \u00e9 dependente da imposi\u00e7\u00e3o pulsional. Nesse seguimento, Bessa (2012) demarca que \u201ca sexualidade feminina se caracteriza pelo fato de o gozo estar ligado ao amor do Outro sob a forma de S (A\/)\u201d (p.96) e precisamente este que exp\u00f5e o gozo que n\u00e3o conhece limites, n\u00e3o obedece a l\u00f3gica f\u00e1lica, nem ao objeto <em>a<\/em>. O amor sem limites presente na sexualidade feminina n\u00e3o est\u00e1 incluso nos limites da lei. Esse gozo exige que seu parceiro se mostre como A\/, ou seja, aquele que falta alguma coisa, dirigindo assim, a sua demanda de amor sem limites, a mulher n\u00e3o toda defronta-se com o Outro barrado. Sendo assim, \u201c\u00e9 nessa vertente que a demanda de amor surge com toda sua insist\u00eancia\u201d (Ibid., 2012, p. 88).<\/p>\n<p>No escopo dessa pesquisa, perguntamos, por que as mulheres enlouquecem mais? Para Lacan (1972-1973\/1985), a erotomania tende a mulher n\u00e3o-toda \u00e0 loucura. Miller (2015), ao apresentar o motivo da loucura das mulheres, enfatiza que \u00e9 pela raz\u00e3o de ter como parceiro o A\/ por tr\u00e1s delas, por este motivo que esta erotomania se diferencia da erotomania presente na psicose. Cl\u00e9rambault (1921\/2009), que se empenhou no tratamento de sujeitos com paranoia, caracteriza a erotomania como \u201c\u00e0 \u2015convic\u00e7\u00e3o ilus\u00f3ria de ser amado, e [ao] ardor na busca do objeto\u201d (Ibid., p. 301) com isso, existe a certeza delirante que o outro o ama.<\/p>\n<p>Dessa maneira, podemos dizer que as mulheres s\u00e3o loucas de amor, mas \u201c[&#8230;] n\u00e3o completamente, o que diferencia esse modo de amar do del\u00edrio\u201d (DUPIM &amp; BESSET, 2011, p.4). Nessa insist\u00eancia de amor Lacan, (1973\/2003) demarca que todas as mulheres s\u00e3o loucas. \u201c\u00c9 justamente por isso que elas n\u00e3o s\u00e3o todas, isto \u00e9, n\u00e3o loucas-de todo, antes conciliadoras: a tal ponto que n\u00e3o h\u00e1 limites \u00e0s concess\u00f5es que cada uma faz para um homem: de seu corpo, de sua alma, de seus bens\u201d (Ibid., p. 540).<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>BESSA, G. <em>Feminino: um conjunto aberto ao infinito<\/em>. Belo Horizonte: Scriptum Livros, 2012.<\/h6>\n<h6>BTS. Fake Love. Bang, S.; Kang, H.; Kim, N. Cor\u00e9ia do Sul. Big Hit Entertainment. 2018. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7C2z4GqqS5E. Acesso: 15 de nov. 2021<\/h6>\n<h6>CL\u00c9RAMBAULT, G. (1921). Erotomania pura. Erotomania associada. In: BERLINK, M. T.; BERRIOS, G. E<strong>. <\/strong><em>Erotomania<\/em><strong>. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Escuta, 2009.<\/h6>\n<h6>DUPIM, G; BESSET, V. Um Nome Para Dor de Amor. Em: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online<\/em>, Ano 02, n\u00famero 06, 2011. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_6\/Devastacao_Um_nome_para_dor_de_amor.pdf\u00a0 Acesso em: 10 de setembro de 2020.<\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1926). Inibi\u00e7\u00e3o, sintoma e angustia In: <em>Obras Completas<\/em>, volume 17. S\u00e3o Paulo: Companhia das letras (2014).<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1954-1955). <em>O semin\u00e1rio, livro 2: <\/em>O eu na teoria de Freud e na t\u00e9cnica da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1960). Subvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo no inconsciente freudiano. In: LACAN, J<strong>. <\/strong><em>Escritos.<\/em> Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998a.<\/h6>\n<h6>LACAN, J.\u00a0 (1960). Diretrizes para um congresso sobre a sexualidade feminina. In: LACAN, J. <em>Escritos<\/em><strong>. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998b.<\/h6>\n<h6>LACAN, J.\u00a0 (1972-1973). <em>O semin\u00e1rio, livro 20:<\/em> mais, ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.<\/h6>\n<h6>LACAN, J.\u00a0 (1972). Televis\u00e3o. In: <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.<\/h6>\n<h6>MILLER, J. A. Mulheres e semblantes I. Em: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online<\/em> nova s\u00e9rie Ano 1, N\u00famero 1, 2010a. Dispon\u00edvel em: http:\/\/opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_1\/Mulheres_e_semblantes_I.pdf Acesso em: 10 de setembro de 2020.<\/h6>\n<h6>MILLER, J. A. Mulheres e semblantes II. Em: <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online<\/em> nova s\u00e9rie. Ano 1, N\u00famero 1, 2010b. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_1\/Mulheres_e_semblantes_II.pdf Acesso em: 10 de setembro de 2020.<\/h6>\n<h6>MILLER, J. A. <em>O osso de uma an\u00e1lise + O inconsciente e o corpo falante<\/em>. 1.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2015<\/h6>\n<h6>SOLER. C. <em>O que Lacan dizia das mulheres.<\/em> Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amanda dos Santos Ara\u00fajo Aluna do Curso Teoria da Psican\u00e1lise de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana (TPOL\/IPB) [&#8230;]S\u00f3 para voc\u00ea Eu dei o mundo S\u00f3 para voc\u00ea Eu mudei tudo S\u00f3 por voc\u00ea[&#8230;] Te amo tanto, te amo tanto Que construo uma mentira bonita para voc\u00ea Te amo t\u00e3o loucamente, te amo t\u00e3o loucamente Que tento me apagar&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-2045","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ed-023","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2045","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2045"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2045\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2046,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2045\/revisions\/2046"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2045"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2045"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2045"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=2045"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}