{"id":2106,"date":"2022-12-16T16:34:56","date_gmt":"2022-12-16T19:34:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=2106"},"modified":"2022-12-16T16:34:56","modified_gmt":"2022-12-16T19:34:56","slug":"racismo-uma-historia-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2022\/12\/16\/racismo-uma-historia-brasileira\/","title":{"rendered":"Racismo: Uma hist\u00f3ria brasileira"},"content":{"rendered":"<h6><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-2107\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/003-001-Renata-Mendon\u00e7a-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/003-001-Renata-Mendon\u00e7a-300x300.png 300w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/003-001-Renata-Mendon\u00e7a.png 1024w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/003-001-Renata-Mendon\u00e7a-150x150.png 150w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/003-001-Renata-Mendon\u00e7a-768x768.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Renata Mendon\u00e7a<br \/>\n<\/strong>Psicanalista, respons\u00e1vel pelo Ateli\u00ea Psican\u00e1lise e Segrega\u00e7\u00e3o do Instituto de Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental de MG, pesquisadora do Coletivo Ocupa\u00e7\u00e3o Psicanal\u00edtica do PSILACS-UFMG.<\/h6>\n<blockquote><p>\u00a0 \u00a0\u201c Assim, o inconsciente tem a ver com se produz a partir \u2018do la\u00e7o social\u2019. Sendo o inconsciente aquilo com que um analista tem sempre a ver, o analista e a psican\u00e1lise t\u00eam a ver com o la\u00e7o social, aquilo que faz o la\u00e7o com o Outro e com os outros, aquilo que o coloca frente a frente com a cidade e com a subjetividade de sua \u00e9poca\u201d. (Guardado. p. 21)<\/p><\/blockquote>\n<p>O Brasil nasce, quando essa terra foi invadida, com a escraviza\u00e7\u00e3o dos povos, dos povos origin\u00e1rios, os ind\u00edgenas, e a posteriori com a vinda do povo negro, do continente africano em navios negreiros. Assim, nosso pa\u00eds nasce marcado pela segrega\u00e7\u00e3o, pelo racismo.<\/p>\n<p>Assistimos, historicamente, toda uma constru\u00e7\u00e3o que passa pela viol\u00eancia racial e a degrada\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas e negros. Uma viol\u00eancia que persiste at\u00e9 a atualidade. Teria alguma consequ\u00eancia nascer mergulhado neste discurso?<\/p>\n<p>Podemos afirmar que a ra\u00e7a \u201cn\u00e3o existe enquanto fato natural f\u00edsico, antropol\u00f3gico ou gen\u00e9tico. A ra\u00e7a n\u00e3o passa de uma fic\u00e7\u00e3o \u00fatil, uma constru\u00e7\u00e3o fantasm\u00e1tica ou uma proje\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 desviar a aten\u00e7\u00e3o de conflitos considerados, sob outro ponto de vista, como mais genu\u00ednos\u201d. (MBEMBE 2013\/2018 p. 28). Dizendo-nos que essa inven\u00e7\u00e3o tem uma fun\u00e7\u00e3o, inclusive capitalista, pois, mercantiliza os corpos e, Santigo tamb\u00e9m reafirma: \u201cas ra\u00e7as constituem um mito criado por diversas manifesta\u00e7\u00f5es de discursos dominantes\u201d.(SANTIAGO 2021) Assim, o racismo liga o preconceito ao poder, uma domina\u00e7\u00e3o dos corpos, objetalizando-os, fazendo de pessoas \u201ccriados mudos<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>\u201d<\/p>\n<p>Os negros e ind\u00edgenas desde a escraviza\u00e7\u00e3o de seus corpos e da tentativa constante do colonizador de apagar as suas hist\u00f3rias, lutam para viverem uma vida mais digna, pois, a partir da parceria entre Estado, Religi\u00e3o e Ci\u00eancia foram considerados inferiores, incivilizados, sem alma e por isso tiveram seus corpos vendidos e mortos, pois, esse corpo n\u00e3o era um corpo humano.<\/p>\n<p>Vemos, durantes este per\u00edodo, at\u00e9 a atualidade, novas constru\u00e7\u00f5es sobre as quest\u00f5es raciais, mas, o racismo chamado estrutural por Silvio Almeida e o que ele significa ainda permanece presente no pa\u00eds. O que a psican\u00e1lise pode contribuir em rela\u00e7\u00e3o a essa quest\u00e3o?<\/p>\n<p>H\u00e1 dois anos o Instituto de Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental de Minas Gerais incluiu o Ateli\u00ea de Pesquisa em Psican\u00e1lise e Segrega\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> em sua agenda. Esse Ateli\u00ea nasce de um Cartel, mas, tamb\u00e9m se mant\u00e9m a partir de uma pergunta: o que a psican\u00e1lise pode dizer sobre isso?<\/p>\n<p>Essa pesquisa faz com que nos debrucemos sobre as quest\u00f5es da ra\u00e7a e as consequ\u00eancias do racismo estrutural sobre os sujeitos negros e brancos. Possibilita a leitura e releitura de alguns escritores esquecidos como Franstz Fanon, L\u00e9lia Gonzales e Neusa Santos Souza.<\/p>\n<p>Esse trabalho \u00e9 fundamental, pois, podemos afirmar que o inconsciente n\u00e3o ficou ileso, protegido do racismo estrutural vivido desde sempre em nosso pa\u00eds. Um racismo a brasileira, pois, \u00e9 um racismo que n\u00e3o foi institucionalizado como em outros pa\u00edses, assim, esse racismo n\u00e3o oficializado s\u00f3 perpetua e garante \u201ca manuten\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica de constru\u00e7\u00e3o social, na qual a nega\u00e7\u00e3o do racismo estrutural produz dispositivos cada vez mais sofisticados de opress\u00e3o, viol\u00eancia e exterm\u00ednio\u201d (Ribeiro, 2022 p. 19), exacerbados nos dias de hoje em que vemos um crescimento constante do fascismo e da extrema direita em nosso pa\u00eds e no mundo.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio lermos como cada civiliza\u00e7\u00e3o se constituiu para tamb\u00e9m, assim, ler o inconsciente daqueles que vivem e nasceram nesta civiliza\u00e7\u00e3o e, no caso do Brasil, essa constru\u00e7\u00e3o social \u00e9 feita com o racismo. Podemos afirmar que, como nos ensina Laurent, que h\u00e1 \u201cuma comunidade de interesses entre o discurso psicanal\u00edtico e a democracia\u201d (LAURENT 1999\/2011 p.08) e que o psicanalista n\u00e3o deve ficar a servi\u00e7o da desindentifica\u00e7\u00e3o, ser \u201cespecialista da desindentifica\u00e7\u00e3o\u201d, mas, que deve incluir os la\u00e7os e a cidade, ser um analista cidad\u00e3o, j\u00e1 que, a psicanalise trata das diversas formas de segrega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise trabalha contra os modos totalit\u00e1rios, fascistas e trata, l\u00ea as diversas segrega\u00e7\u00f5es, ela se interessa por aquilo que pode ser extra\u00eddo no um a um e, sabe que o gozo \u00e9 singular. Para o colonizador o gozo precisa ser igual para todos. Com isso, a ra\u00e7a branca traz para os povos colonizados o seu modo de gozar e, em parceria com o Estado, a Religi\u00e3o e a Ci\u00eancia definem o melhor modo de gozo, o civilizado, o desenvolvido e mais pr\u00f3ximo de um Deus \u00fanico. Em que o outro gozo \u00e9 tratado como estrangeiro ou incivilizado. A psican\u00e1lise se interessa pela diversidade!<\/p>\n<p>Para a psican\u00e1lise h\u00e1 na l\u00f3gica colonizadora uma tentativa de fazer existir o gozo \u00fanico, igual para todos, pois, \u201cs\u00f3 sabemos rejeitar o gozo do Outro\u201d Laurent (2014). N\u00e3o \u00e9 desenvolvimento \u00e9 a normatiza\u00e7\u00e3o dos corpos. No texto \u201cRacismo 2.0\u201d Laurent (2014) apresenta a perspectiva de Lacan, ele diz:<\/p>\n<blockquote><p>\u201c(&#8230;) Lacan denuncia o duplo movimento do colonialismo e da vontade de normalizar o gozo daquele que \u00e9 deslocado, emigrado em nome de um dito \u00abbem dele\u00bb. \u00abDeixar esse Outro entregue a seu modo de gozo, eis o que s\u00f3 seria poss\u00edvel n\u00e3o lhe impondo o nosso, n\u00e3o o tomando por subdesenvolvido\u201d (Laurent, 2014).<\/p><\/blockquote>\n<p>A sociedade brasileira tem seu modo de vida, seus la\u00e7os sociais e seu modo de existir sustentado pelo racismo estrutural, as implica\u00e7\u00f5es do racismo naturalizam os modos como os corpos vivem, naturalizam a segrega\u00e7\u00e3o e a viol\u00eancia sobre os corpos negros e ind\u00edgenas e, as estrat\u00e9gias criadas para que o racismo estrutural se mantenha s\u00e3o extremamente complexas.<\/p>\n<p>Para Miller a ci\u00eancia est\u00e1 implicada com o racismo na atualidade, n\u00e3o \u00e9 mais uma implica\u00e7\u00e3o da \u00e9poca da coloniza\u00e7\u00e3o, em parceria com a religi\u00e3o, que l\u00ea os escravizados como sem alma, selvagens, agressivos, mais pr\u00f3ximos dos animais, hoje, para Miller, as implica\u00e7\u00f5es, da ci\u00eancia, s\u00e3o outras \u201ca ci\u00eancia enquanto universal que visa obter uma uniformiza\u00e7\u00e3o, e especialmente uma uniformiza\u00e7\u00e3o do gozo\u201d (Miller 2016). Quando o Outro goza de outra maneira \u00e9 um esc\u00e2ndalo, isso que \u00e9 insuport\u00e1vel, ela, a ci\u00eancia, chama para o irracional. Para ele \u00e9 um racismo moderno, que \u00e9 da \u00e9poca da ci\u00eancia e da psican\u00e1lise. Uma ci\u00eancia que universaliza os sujeitos.<\/p>\n<p>Para Lacan o homem precipita-se em se nomear homem com medo de n\u00e3o ser homem, Miller tamb\u00e9m afirma que \u00e9 necess\u00e1rio se chamar de desenvolvido com medo de ser subdesenvolvido, podemos afirmar que h\u00e1, ent\u00e3o, a partir da \u201cfic\u00e7\u00e3o \u00fatil da ra\u00e7a\u201d, uma defini\u00e7\u00e3o, mais complexa ou com novas estrat\u00e9gias, de quem \u00e9 humano e de quem n\u00e3o \u00e9 humano, quem pode morrer, ter os corpos escravizados, ou quem \u00e9 belo, desenvolvido e quem n\u00e3o o \u00e9.<\/p>\n<p>Essa defini\u00e7\u00e3o se deu a partir da ideia que o Branco n\u00e3o \u00e9 uma cor, n\u00e3o \u00e9 uma ra\u00e7a, mas, ele \u00e9 invisibilidade, pois, ele \u00e9 o humano. O Ideal de Eu, o humano, \u00e9 branco. Assim vemos um pa\u00eds, ap\u00f3s a chamada aboli\u00e7\u00e3o, com seu Estado e Ci\u00eancia inclu\u00edrem privil\u00e9gios para a emigra\u00e7\u00e3o da ra\u00e7a branca, para que com a miscigena\u00e7\u00e3o constru\u00edsse um pa\u00eds mais civilizado, com a branquitude e a mistura das ra\u00e7as, inventando a mentira da democracia racial brasileira.<\/p>\n<p>Com todos esses detalhes e outros que n\u00e3o colocamos aqui podemos afirmar que a psican\u00e1lise deve e pode incluir as quest\u00f5es raciais como uma pergunta sobre os corpos, a cl\u00ednica e o inconsciente, para estar \u00e0 altura da subjetividade de sua \u00e9poca e para se manter \u00e9tica diante da quest\u00e3o que nos provoca sempre: o Inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>Refer\u00eancias:<\/h6>\n<h6>Almeida, Silvio. (2019) <em>Racismo Estrutural<\/em> In: Feminismos Plurais: Coordena\u00e7\u00e3o Djamila Ribeiro. S\u00e3o Paulo: Sueli Carneiro, P\u00f3l\u00e9n.<\/h6>\n<h6>Brousse, Marie-H\u00e9l\u00e9ne. (2018) <em>O inconsciente \u00e9 a pol\u00edtica<\/em>. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise.<\/h6>\n<h6>Lacan, Jacques. (1966\/1998) <em>O tempo l\u00f3gico e a asser\u00e7\u00e3o de certeza antecipada: um novo sofisma <\/em>In: Escritos Rio de Janeiro: ZAHAR, 1998, p.197 \u2013 213.<\/h6>\n<h6>Laurent, Eric. (2014) <em>Racismo 2.0<\/em> Lacan Cotidiano 371 <a href=\"http:\/\/ampblog2006.blogspot.com\/2014\/02\/lacan-cotidiano-n-371-portugues.html%20Acesso%2030\/09\/2022\">http:\/\/ampblog2006.blogspot.com\/2014\/02\/lacan-cotidiano-n-371-portugues.html Acesso 30\/09\/2022<\/a><\/h6>\n<h6>Laurent, Eric. (1999\/2011) <em>O Analista cidad\u00e3o.<\/em> Revista Curinga 13. <a href=\"https:\/\/ebp.org.br\/mg\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Curinga-edicao_13.pdf\">https:\/\/ebp.org.br\/mg\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Curinga-edicao_13.pdf<\/a> Acesso 30\/10\/2022<\/h6>\n<h6>Mbembe, Achille. (2013\/2018) <em>Cr\u00edtica da raz\u00e3o negra<\/em> S\u00e3o Paulo: N-1 edi\u00e7\u00f5es, 2018.<\/h6>\n<h6>Miller, Jacques-Alain. (2016\/2022) <em>Racismo e extimidade . <\/em>Revista Derivas anal\u00edticas \u2013 Revista digital de Psican\u00e1lise e Cultura da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise \u2013 MG N\u00famero 17 ano 2022. <a href=\"http:\/\/revistaderivasanaliticas.com.br\/index.php\/accordion-a-2\/o-entredois-ou-o-espaco-do-sujeito#_edn2\">http:\/\/revistaderivasanaliticas.com.br\/index.php\/accordion-a-2\/o-entredois-ou-o-espaco-do-sujeito#_edn2<\/a>.\u00a0 Acesso 30\/09\/2022<\/h6>\n<h6>Ribeiro, Cristiane. (2022) <em>Tornar-se negro: Devir sujeito <\/em>Belo Horizonte, 2022.<\/h6>\n<h6>Santiago, J\u00e9sus. (2021) <em>Racismos: Apenas existem ra\u00e7as de discursos<\/em> Revista Derivas anal\u00edticas \u2013 Revista digital de Psican\u00e1lise e Cultura da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise \u2013 MG N\u00famero 17 ano 2022 <a href=\"http:\/\/revistaderivasanaliticas.com.br\/index.php\/racismo-discursos\">http:\/\/revistaderivasanaliticas.com.br\/index.php\/racismo-discursos<\/a>\u00a0 Acesso 30\/09\/202<\/h6>\n<h6>Schucman, Lia Vainer. (2014) <em>Entre o encardido, o branco e o branqu\u00edssimo: branquitude, hierarquia e poder na cidade de S\u00e3o Paulo. <\/em>S\u00e3o Paulo: Veneta, 2020.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Criado-mudo: aquele m\u00f3vel baixo que normalmente fica na cabeceira da cama tem esse nome porque, na \u00e9poca da escravid\u00e3o, os escravos ficavam nesse mesmo lugar segurando as coisas para os \u201csenhores\u201d \u2013 sem fazer barulho para n\u00e3o atrapalhar. <a href=\"https:\/\/avozdaserra.com.br\/noticias\/historia-por-tras-do-criado-mudo#:~:text=Tal%20termo%20era%20utilizado%20para,fazer%20barulho%20para%20n%C3%A3o%20atrapalhar\">https:\/\/avozdaserra.com.br\/noticias\/historia-por-tras-do-criado-mudo#:~:text=Tal%20termo%20era%20utilizado%20para,fazer%20barulho%20para%20n%C3%A3o%20atrapalhar<\/a>.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Coordenado por Henri Kaufmanner com a responsabilidade de Cristiane Ribeiro, Elaine Silva, Gabriela Ferreira, Marcela Fernandes, Paulina e Renata Mendon\u00e7a.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Renata Mendon\u00e7a Psicanalista, respons\u00e1vel pelo Ateli\u00ea Psican\u00e1lise e Segrega\u00e7\u00e3o do Instituto de Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental de MG, pesquisadora do Coletivo Ocupa\u00e7\u00e3o Psicanal\u00edtica do PSILACS-UFMG. \u00a0 \u00a0\u201c Assim, o inconsciente tem a ver com se produz a partir \u2018do la\u00e7o social\u2019. 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