{"id":2109,"date":"2022-12-16T16:37:41","date_gmt":"2022-12-16T19:37:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=2109"},"modified":"2022-12-16T16:37:41","modified_gmt":"2022-12-16T19:37:41","slug":"o-genero-nao-binario-e-o-outro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2022\/12\/16\/o-genero-nao-binario-e-o-outro\/","title":{"rendered":"O g\u00eanero n\u00e3o-bin\u00e1rio e o outro"},"content":{"rendered":"<h6><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-2110\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-011-Giovana-Reis-Mesquita-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-011-Giovana-Reis-Mesquita-300x300.png 300w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-011-Giovana-Reis-Mesquita.png 1024w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-011-Giovana-Reis-Mesquita-150x150.png 150w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-011-Giovana-Reis-Mesquita-768x768.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Giovana Reis Mesquita<br \/>\n<\/strong>Associada do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia<\/h6>\n<p>As quest\u00f5es atuais sobre g\u00eanero e, mais especificamente, sobre o \u201ctrans\u201d interrogam, segundo Vieira<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, a pr\u00e1tica e teoria da Psican\u00e1lise bem como o momento da civiliza\u00e7\u00e3o. E \u00e9 por essa via que queremos abordar o tema: que momento \u00e9 esse que produz tal rela\u00e7\u00e3o com o corpo, com o outro e com o g\u00eanero.<\/p>\n<p>Ao falar em popula\u00e7\u00e3o trans, nos referimos ao que Maleval<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> define como pessoas que se op\u00f5em \u00e0 concep\u00e7\u00e3o bin\u00e1ria do sexo e trabalham para ter e operar uma imagem condizente com essa concep\u00e7\u00e3o. Os chamados n\u00e3o-bin\u00e1rios estariam, acrescenta Maleval<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, movidos por um desejo diferente daquele da transexualiza\u00e7\u00e3o. E do que pode se tratar esse desejo \u00e9 o que procuraremos explorar aqui.<\/p>\n<p>N\u00e3o parece que o fen\u00f4meno n\u00e3o-bin\u00e1rio seja exclusivo de nossa \u00e9poca. H\u00e1 relatos, por exemplo, de povos na Polin\u00e9sia e na Am\u00e9rica Latina na Antiguidade que tinham xam\u00e3s que n\u00e3o se identificavam com o sexo masculino e nem feminino; deuses cultuados tamb\u00e9m<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. Mas nos interessa o n\u00e3o-binarismo na subjetividade atual, relacionado ao regime capitalista atual e \u00e0 queda do falocentrismo.<\/p>\n<p>Parece que o que movimenta a sociedade \u00e9 sempre o embate que se d\u00e1 entre o Outro e o gozo do um, como postulou Freud<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> no \u201cMal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o\u201d. No caso do sujeito contempor\u00e2neo, est\u00e1 marcado, como destaca Barros<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>, por uma aus\u00eancia de refer\u00eancia ao outro simb\u00f3lico implicando no surgimento de identifica\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias mut\u00e1veis e em um empuxo ao gozo. N\u00e3o se est\u00e1 mais orientado pelos ideais, mas sim, pelo supereu. O mundo sem lei, de falo esmaecido; \u00e9 o discurso capitalista com seu poder ac\u00e9falo, distribu\u00eddo, horizontalizado, onde tudo \u00e9 poss\u00edvel, sem exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Onde existia uma diferen\u00e7a organizadora de leis de alian\u00e7a e de parentesco, institui-se a equival\u00eancia<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. A l\u00f3gica da inexist\u00eancia da exce\u00e7\u00e3o traz a diversidade sexual n\u00e3o normatizada de forma bin\u00e1ria<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. O mandato \u00e9 da n\u00e3o diferencia\u00e7\u00e3o, da n\u00e3o virilidade, do n\u00e3o-outro.<\/p>\n<p>Podemos pensar que o n\u00e3o-binarismo, como resultado dessa \u00e9poca, \u00e9 como uma recusa \u00e0 perda de gozo. N\u00e3o se quer perder nada; se \u00e9 completo. O termo sugere o apagamento de qualquer diferen\u00e7a, e, com isso, apaga-se o outro tamb\u00e9m. Quanto mais gozo, menos Outro, no xadrez da civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O discurso atual de g\u00eanero n\u00e3o passa pela castra\u00e7\u00e3o, \u00e9 sem limite. E como sexo \u00e9 um dos nomes da castra\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, parece ter sido exclu\u00eddo dele. H\u00e1 uma nega\u00e7\u00e3o da alteridade sexual, inclusive no pr\u00f3prio corpo. Nega\u00e7\u00e3o do <em>\u00eaxtimo<\/em> em si, daquilo que pode causar horror<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>.<\/p>\n<p>Mas o significante n\u00e3o conhece outra lei que n\u00e3o seja de organizar diferen\u00e7as<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>. O sexo \u00e9 um significante que nomeia uma divis\u00e3o e vai irromper sempre para perturbar a ordem dos g\u00eaneros.<\/p>\n<p>Essa divis\u00e3o leva o sujeito a ado\u00e7\u00e3o de uma identidade sexual que implica a refer\u00eancia ao Outro sexo e, ao mesmo tempo, ao sexo do outro<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>. Se a identidade \u00e9 um conjunto, precisa haver o que n\u00e3o pertence ao conjunto, o outro, que d\u00e1 consist\u00eancia a ele. N\u00e3o parece ser poss\u00edvel abrir m\u00e3o de todo e qualquer binarismo quando se fala em sexual; quando se fala.<\/p>\n<p>No n\u00edvel do inconsciente, n\u00e3o h\u00e1 um outro sexo; opera a f\u00f3rmula da sexua\u00e7\u00e3o. Lacan demonstra que o significante que est\u00e1 em jogo \u00e9 o do gozo e que o sexual n\u00e3o pode ser resolvido em termos de identifica\u00e7\u00f5es<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>. A puls\u00e3o sexual n\u00e3o \u00e9 bin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Entretanto, falar de g\u00eanero n\u00e3o-bin\u00e1rio n\u00e3o aponta para o gozo do um. O n\u00e3o-bin\u00e1rio pode ser lido como uma expuls\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o com o outro no pr\u00f3prio corpo. Como resultado disso, os sujeitos t\u00eam dificuldade de encarar sua pr\u00f3pria castra\u00e7\u00e3o. O amor fica em xeque, h\u00e1 dificuldade de se enla\u00e7ar ao outro e de ir em dire\u00e7\u00e3o ao desejo. A libido pode ficar restrita ao pr\u00f3prio corpo, levando o sujeito a uma viv\u00eancia mais infantil da sua sexualidade, atrelada a um narcisismo inicial.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>O discurso trans n\u00e3o deixa de ser uma resposta a mais ao mal-estar geral em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sexualidade<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>.\u00a0 Mesmo podendo estar sujeito a um efeito de massa, tem uma import\u00e2ncia pol\u00edtica e cultural no sentido de questionar outros padr\u00f5es identit\u00e1rios opressores. Pode funcionar como uma possibilidade de mais liberdade e autenticidade para o sujeito.<\/p>\n<p>Mas quando o discurso trans est\u00e1 a servi\u00e7o do discurso capitalista, a uma nega\u00e7\u00e3o do Outro, a\u00ed n\u00e3o parece capaz de trazer maior equil\u00edbrio subjetivo. Uma n\u00e3o conformidade ao g\u00eanero, ao corpo, \u00e9 algo, em alguma medida, atravessado por todos. Mas resolver isso a partir de uma nomea\u00e7\u00e3o talvez n\u00e3o seja a melhor forma de enfrentar a quest\u00e3o, ou melhor, talvez seja uma resolu\u00e7\u00e3o pela metade.<\/p>\n<p>\u00c9 como se o g\u00eanero n\u00e3o-bin\u00e1rio tentasse resolver o confronto com o sexo, sem deixar furo, como se pud\u00e9ssemos negar a exist\u00eancia de uma falta estrutural. Fica-se com uma resposta pela via imagin\u00e1ria, por uma cadeia meton\u00edmica sem fim, colada ao objeto a, ao desejo materno, sem apresentar, ao que parece, um apaziguamento em rela\u00e7\u00e3o ao corpo e ao gozo.<\/p>\n<p>No campo da psicose, a falta do Nome-do-Pai para regular o gozo produz o incessante deslocamento meton\u00edmico que tem como um de seus resultados o empuxo \u00e0 mulher. No fen\u00f4meno do g\u00eanero n\u00e3o-bin\u00e1rio, por semelhan\u00e7a \u00e0 solu\u00e7\u00e3o meton\u00edmica, vemos o empuxo ao gozo, que nesse caso se manifesta na nega\u00e7\u00e3o ao Outro do sexo, \u00e0 nega\u00e7\u00e3o da falta.<\/p>\n<p>Uma solu\u00e7\u00e3o metaf\u00f3rica, por sua vez, poderia permitir ao sujeito a possibilidade de se sustentar na sua pr\u00f3pria exce\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 regra geral, de saber fazer a\u00ed, encarando a castra\u00e7\u00e3o e a inconsist\u00eancia dos ideais.<\/p>\n<p>As novas defini\u00e7\u00f5es de g\u00eanero multiplicam as possibilidades para o eu, a sua performance, mas o encontro com o corpo, com sexo, com o amor, continua sendo um desafio, que n\u00e3o parece poss\u00edvel sem o outro. A assimetria sempre est\u00e1 em jogo. O sexo \u00e9 sempre um outro.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<h6>Barros, R. Novos sintomas, ainda o mal-estar. Lacan XXI, Vol. 2, 2021.<\/h6>\n<h6>Bassols, M. La diferencia de los sexos no existe en el inconsciente. Olivos: Gama Ediciones, 2021.<\/h6>\n<h6>Berenguer, E. Sexua\u00e7\u00e3o: a n\u00e3o-identidade do sexo. In Feminino infamiliar: dizer o indiz\u00edvel, M. Antelo &amp; I. Gurgel (Orgs.), p. 170-184. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise.<\/h6>\n<h6>Campuzano, G. Recupera\u00e7\u00e3o das Hist\u00f3rias Travestis. In: Quest\u00f5es de Sexualidade: ensaios transculturais, pp. 81-91. Rio de Janeiro: ABIA, 2008.<\/h6>\n<h6>Dafunchio, N. S. A sexualidade em quest\u00e3o. Curso breve proferido em atividade online do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia em 11\/06\/2021.<\/h6>\n<h6>Freud, S. O Mal-estar na Civiliza\u00e7\u00e3o. In: Freud, S., O Mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o, Novas confer\u00eancias introdut\u00f3rias e outros textos (1923-1925). S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1930\/2010.<\/h6>\n<h6>Leduc, C. Entrevista para o XXIII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, mar\u00e7o 2021. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=kYp2BXWDHLc\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=kYp2BXWDHLc<\/a><\/h6>\n<h6>Maleval, J-C. Le transsexualisme objecte au transg\u00e9n\u00e9risme. S\u00e9minaire des \u00e9changes. ACF em Midi-Pyr\u00e9n\u00e9es, 21\/mai\/2021.<\/h6>\n<h6>Mozzi, V. Lo trans, uma respuesta m\u00e1s. In Acontecimiento, \u00bfEl psicoan\u00e1lisis cambia? \u00bfqu\u00e9 es lo nuevo?, \u00a0Colecci\u00f3n Orientaci\u00f3n Lacaniana. Buenos Aires: Editorial Grama, 2020.<\/h6>\n<h6>Vieira, M. A. El analista y las nuevas sexualidades. Confer\u00eancia proferida em atividade online realizada pela NEL-Cali em 23\/06\/2021.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Vieira, M. A. El analista y las nuevas sexualidades. Confer\u00eancia proferida em atividade online realizada pela NEL-Cali em 23\/06\/2021.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Maleval, J-C. Le transsexualisme objecte au transg\u00e9n\u00e9risme. S\u00e9minaire des \u00e9changes. ACF em Midi-Pyr\u00e9n\u00e9es, 21\/mai\/2021.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Ibid.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Campuzano, G. Recupera\u00e7\u00e3o das Hist\u00f3rias Travestis. In: Quest\u00f5es de Sexualidade: ensaios transculturais, pp. 81-91. Rio de Janeiro: ABIA, 2008.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Freud, S. O Mal-estar na Civiliza\u00e7\u00e3o. In: Freud, S., O Mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o, Novas confer\u00eancias introdut\u00f3rias e outros textos (1923-1925). S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1930\/2010.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Barros, R. Novos sintomas, ainda o mal-estar. Lacan XXI, Vol. 2, 2021.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Dafunchio, N. S. A sexualidade em quest\u00e3o. Curso breve proferido em atividade online do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia em 11\/06\/2021.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Bassols, M. La diferencia de los sexos no existe en el inconsciente. Olivos: Gama Ediciones, 2021.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Dafunchio, Op. cit.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Leduc, C. Entrevista para o XXIII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, mar\u00e7o 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=kYp2BXWDHLc<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Ibid.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Berenguer, E. Sexua\u00e7\u00e3o: a n\u00e3o-identidade do sexo. In Feminino infamiliar: dizer o indiz\u00edvel, M. Antelo &amp; I. Gurgel (Orgs.), p. 170-184. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Ibid.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Mozzi, V. Lo trans, uma respuesta m\u00e1s. In Acontecimiento, \u00bfEl psicoan\u00e1lisis cambia? \u00bfqu\u00e9 es lo nuevo?, \u00a0Colecci\u00f3n Orientaci\u00f3n Lacaniana. Buenos Aires: Editorial Grama, 2020.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Giovana Reis Mesquita Associada do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia As quest\u00f5es atuais sobre g\u00eanero e, mais especificamente, sobre o \u201ctrans\u201d interrogam, segundo Vieira[1], a pr\u00e1tica e teoria da Psican\u00e1lise bem como o momento da civiliza\u00e7\u00e3o. E \u00e9 por essa via que queremos abordar o tema: que momento \u00e9 esse que produz tal rela\u00e7\u00e3o com&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-2109","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ed-024","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2109","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2109"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2109\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2111,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2109\/revisions\/2111"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2109"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=2109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}