{"id":2112,"date":"2022-12-16T16:39:11","date_gmt":"2022-12-16T19:39:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=2112"},"modified":"2022-12-16T16:39:11","modified_gmt":"2022-12-16T19:39:11","slug":"devastacao-como-uma-das-faces-do-tornar-se-mulher-o-que-tem-o-supereu-feminino-haver-com-isso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2022\/12\/16\/devastacao-como-uma-das-faces-do-tornar-se-mulher-o-que-tem-o-supereu-feminino-haver-com-isso\/","title":{"rendered":"Devasta\u00e7\u00e3o como uma das faces do tornar-se mulher: o que tem o supereu feminino haver com isso?"},"content":{"rendered":"<h6><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-2113\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-010-Cintya-de-Abreu-Vieira-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-010-Cintya-de-Abreu-Vieira-300x300.png 300w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-010-Cintya-de-Abreu-Vieira-150x150.png 150w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-010-Cintya-de-Abreu-Vieira.png 476w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Cintya de Abreu Vieira<br \/>\n<\/strong>Aluna Curso Regular IPB\/Bahia, professora substituta da Universidade Federal do Tocantins<\/h6>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>\u201cNenhum ser humano jamais se desligaria de mim com a mesma ang\u00fastia com que me desliguei da minha m\u00e3e apenas porque nunca consegui me apegar a ela definitivamente\u201d (FERRANTE, 2006, p.50).<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Minha m\u00e3e, que havia anos existia apenas como uma obriga\u00e7\u00e3o inc\u00f4moda, \u00e0s vezes como um tormento, estava morta. Por\u00e9m, enquanto eu esfregava vigorosamente o rosto, especialmente em torno dos olhos, percebi com uma ternura inesperada que, na verdade, Amalia estava sob minha pele, como um l\u00edquido quente que havia sido injetado em mim sabe-se l\u00e1 quando&#8221;. (FERRANTE, 2006, p.65).<\/p><\/blockquote>\n<p>Freud, em seu texto de 1933, <em>A feminilidade<\/em>, nos adverte que corresponde a singularidade da psican\u00e1lise n\u00e3o querer descrever o que a mulher \u00e9, mas sim pesquisar como ela se torna mulher. No longo caminho, que cada mulher \u00e9 convocada a tra\u00e7ar na constru\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria feminilidade, j\u00e1 que se dada no uma a uma, Freud antecipou que a fase pr\u00e9-edipiana tem uma grande import\u00e2ncia e que a intensa liga\u00e7\u00e3o pr\u00e9-ed\u00edpica com a m\u00e3e deixa restos na vida de uma mulher.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e e filha pode desembocar em uma devasta\u00e7\u00e3o. A devasta\u00e7\u00e3o sendo uma das modalidades do supereu feminino, como bem aponta Campos (2015). Ele ainda pontua o fato de a mulher ser n\u00e3o-toda f\u00e1lica, pois de um lado, ela tem uma por\u00e7\u00e3o conexa \u00e0 significa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica, ao mundo dos semblantes, ao simb\u00f3lico e ao imagin\u00e1rio, e, de outro, est\u00e1 ligada ao real, a falta de representa\u00e7\u00e3o e a falta de significa\u00e7\u00e3o. E, como diz Miller (2010), nisso as mulheres s\u00e3o mais amigas do real.<\/p>\n<p>As mulheres por estarem do lado direito do quadro da sexua\u00e7\u00e3o, proposto por Lacan, no semin\u00e1rio 20, podem experimentar o gozo feminino. Slongo (2012) relaciona a visada ao infinito, absoluto e ilimitado do gozo feminino vinculado a no\u00e7\u00e3o de supereu e de puls\u00e3o de morte. Situando esse absoluto como aquilo que \u00e9 sem la\u00e7o, n\u00e3o depende de nada, incondicional e n\u00e3o respeita nenhum limite. Ela discorre que \u00e9 esse ponto de infinito e absoluto que afeta o gozo feminino.<\/p>\n<p>Guimar\u00e3es (2014) falando a respeito da devasta\u00e7\u00e3o amorosa, indica que a acelera\u00e7\u00e3o do gozo erotoman\u00edaco na dire\u00e7\u00e3o de um impulso incontrol\u00e1vel e devastador denuncia que o imperativo mort\u00edfero do supereu se infiltrou muito rapidamente nesse estado de gozo, que \u00e9 inerente ao feminino. E ela faz uma diferen\u00e7a crucial entre o gozo feminino e o imperativo do supereu. Esclarecendo que o gozo feminino n\u00e3o \u00e9 devastador, ao contr\u00e1rio, \u00e9 fundamentalmente vivificante. Contudo, por estar situado no campo do sil\u00eancio, distante das palavras, tem uma tend\u00eancia de sofrer os efeitos da infiltra\u00e7\u00e3o do supereu. Logo, ao sofrer a intromiss\u00e3o do supereu, o estatuto real do gozo feminino passa a sustentar um imperativo <em>goza<\/em> num car\u00e1ter mortificante inerente ao supereu, sendo uma vertente mort\u00edfera de gozo que se mant\u00e9m sempre \u00e0 espera de uma oportunidade para ativar sua imposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sendo assim, vemos que o car\u00e1ter mort\u00edfero do supereu feminino pode se infiltrar no gozo feminino, se apresentando na rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e e filha e nas parcerias amorosas de uma mulher, de forma devastadora. Logo, surge uma quest\u00e3o: qual seria a rela\u00e7\u00e3o entre essas duas modalidades de devasta\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Campos (2014) discorre a respeito, recorrendo ao ensino de Miller, que na devasta\u00e7\u00e3o, a demanda de amor dirigido \u00e0 m\u00e3e, que se expressa mediante o real fora do simb\u00f3lico, tem seu car\u00e1ter potencialmente ilimitado. Logo, mais tarde, quando a filha alcan\u00e7ar sua condi\u00e7\u00e3o de mulher, vai deslocar o objeto de amor e vai se dirigir ao seu parceiro, reimprimindo a mesma exig\u00eancia infinita de amor que endere\u00e7ava a m\u00e3e quando crian\u00e7a. E por essa demanda de amor ser infinita, signo da estrutura do n\u00e3o-todo no feminino, ela vai retornar do parceiro da mulher em forma de devasta\u00e7\u00e3o, como antes retornava. E a\u00ed que o parceiro-sintoma se torna parceiro-devasta\u00e7\u00e3o. Sendo a devasta\u00e7\u00e3o a outra face do amor.<\/p>\n<p>Vale destacar que a devasta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o amor em si. Pois, como bem relembra Guimar\u00e3es (2014), o amor vivifica uma mulher. Por\u00e9m, torna-se padecimento e devasta\u00e7\u00e3o, quando o imperativo superegoico se infiltra no excesso de gozo que vivifica o corpo, produzindo nele seus estragos mortificantes. Laurent (2012) diferencia o supereu feminino do supereu universal, cita que Lacan operou uma revolu\u00e7\u00e3o \u00e9tica na psican\u00e1lise ao dizer que o supereu \u00e9 perigoso n\u00e3o pelo fato de ele proibir, mas porque ele empuxa ao crime, ele empuxa a gozar.<\/p>\n<p>Como Slongo (2010) assinala que Miller, no livro <em>Elucidaci\u00f3n de Lacan<\/em>, ao se referir ao supereu feminino \u00e9 radical:<\/p>\n<blockquote><p>\u00a0\u201cn\u00e3o h\u00e1 mais seres do dever do que as mulheres! Elas podem se converter num supereu que exige, exige, indefinidamente at\u00e9 o infinito. Trata-se de um apelo ao Outro, uma exig\u00eancia ao Todo que repousa sobre o sentimento de n\u00e3o ser nada. E conclui que, O sentimento de n\u00e3o ser nada sempre esconde um del\u00edrio de grandeza de que o Outro o \u00e9 todo\u201d (p. 139).<\/p><\/blockquote>\n<p>O amor sem limites dirigido da filha para m\u00e3e que volta para ela como devasta\u00e7\u00e3o, busca uma resposta para a quest\u00e3o feminina: Afinal, o que \u00e9 ser mulher? A filha dirigi a demanda para m\u00e3e para receber um significante que d\u00ea conta do ser da mulher. E a\u00ed, ela se devasta. Pois, a m\u00e3e n\u00e3o oferece esse significante, n\u00e3o porque n\u00e3o quer, mas porque n\u00e3o tem, ele n\u00e3o existe. Quando a filha cr\u00ea que A mulher existe e busca a resposta para isso na m\u00e3e, ela cai do lugar de objeto precioso para dejeto e se devasta. O que tamb\u00e9m pode acontecer quando ama sem limites a um homem. Enfim, a devasta\u00e7\u00e3o ocorre quando o supereu ama, com seu amor paradoxal, com seu amor louco, como salienta Campos (2015).<\/p>\n<p>No processo de tornar-se mulher, sendo um processo que se inicia e nunca termina, j\u00e1 que em diferentes momentos da vida de uma mulher, ela pode se deparar com quest\u00f5es da pr\u00f3pria feminilidade, nesse processo pode haver a devasta\u00e7\u00e3o. Pois, em algum desses momentos ela pode buscar a resposta para feminilidade na cren\u00e7a do semblante, ao inv\u00e9s de se servir dele para inventar a pr\u00f3pria feminilidade, ela pode cair no engodo que A mulher existe. E como j\u00e1 nos advertiu Lacan, no semin\u00e1rio 20, isso \u00e9 uma fal\u00e1cia, pois cada mulher h\u00e1 que inventar modos de fazer com seu gozo feminino e de usar os semblantes.<\/p>\n<p>Freud (1933\/2018) j\u00e1 havia falado na confer\u00eancia de 33: &#8220;Se quiserem saber mais sobre a feminilidade, ent\u00e3o perguntem \u00e0s suas pr\u00f3prias experi\u00eancias de vida, ou voltem-se aos poetas, ou esperem at\u00e9 que a ci\u00eancia possa lhes dar informa\u00e7\u00f5es mais profundas e mais bem articuladas&#8221; (p. 341).<\/p>\n<p>A literatura oferece facetas das quest\u00f5es da feminilidade. Como a narrativa da autora, Elena Ferrante, no livro <em>Um Amor inc\u00f4modo (2017)<\/em>.\u00a0 Onde retrata a rela\u00e7\u00e3o de Delia com sua m\u00e3e, Amalia. Delia, narra a hist\u00f3ria em primeira pessoa, a partir da morte de sua m\u00e3e e, mostra a intensidade dessa rela\u00e7\u00e3o que ultrapassa a for\u00e7a da morte e pode ser t\u00e3o invasiva e voraz como as ondas do mar. A rela\u00e7\u00e3o delas parece ser um flu\u00eddo que com muita facilidade se mescla, tornando dif\u00edcil identificar onde come\u00e7a uma e onde termina a outra.<\/p>\n<p>Zalcberg (2007) diz que m\u00e3e e filha devem estar dispostas a fazer o luto do que, elas representam uma para outra, no que diz respeito a feminilidade, e que as manteve t\u00e3o ligadas ao longo dos anos. Logo, essa perda permite que m\u00e3e e filha tenham acesso a seu pr\u00f3prio corpo e a seu pr\u00f3prio gozo, envoltos em uma pele pr\u00f3pria a cada uma. Pois, as mulheres n\u00e3o fazem parte de um todo, da universalidade. Ela ainda ressalta que uma verdadeira separa\u00e7\u00e3o de corpos e de sexualidade, ou seja, duas mulheres, o que genuinamente aproxima m\u00e3e e filha.<\/p>\n<p>Percebe-se que, Delia confunde, em v\u00e1rios momentos da narrativa, seu corpo com o da sua m\u00e3e, atrav\u00e9s dos tra\u00e7os, das roupas, na forma de cuidar e de se ver. E na medida, que ela pode tra\u00e7ar algo de uma separa\u00e7\u00e3o dela em rela\u00e7\u00e3o a sua m\u00e3e, paradoxalmente, ela pode se aproximar dela de outra forma. Ainda que sua m\u00e3e estivesse morta, mas ela vai reacomodando suas mem\u00f3rias a respeito dela. E pode reconhecer o que h\u00e1 da m\u00e3e nela, mas sobretudo sua pr\u00f3pria diferen\u00e7a radical como mulher.<\/p>\n<p>Diante do que foi discorrido at\u00e9 aqui, fica uma quest\u00e3o: o que cada mulher pode fazer com os restos da rela\u00e7\u00e3o m\u00e3e e filha, que n\u00e3o seja, necessariamente do campo da devasta\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>REFER\u00caNCIAS <\/strong><\/h6>\n<h6>CAMPOS, S.\u00a0<strong>Supereu: das origens aos seus destinos<\/strong>. Belo Horizonte: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2015.<\/h6>\n<h6>FERRANTE, Elena. <strong>Um amor inc\u00f4modo<\/strong>. Rio de Janeiro: Editora Intr\u00ednseca, 2017.<\/h6>\n<h6>FREUD, Sigmund. <strong>A feminilidade.<\/strong> In: Edi\u00e7\u00e3o Aut\u00eantica das obras incompletas de Simugmund Freud. Amor, sexualidade, feminilidade. Aut\u00eantica editora, 2018.<\/h6>\n<h6>GUIMAR\u00c3ES, Leda. <strong>Gozos da mulher<\/strong>. Petr\u00f3polis. KBR, 2014.<\/h6>\n<h6>LACAN, Jacques. <strong>O semin\u00e1rio, livro 20: mais, ainda.<\/strong> Rio de Janeiro. Zahar, 1985.<\/h6>\n<h6>LAURENT, E.\u00a0<strong>A psican\u00e1lise e a escolha das mulheres<\/strong>. Belo Horizonte: Scriptum, 2012.<\/h6>\n<h6>MILLER, Jacques-Alain. Op\u00e7\u00e3o lacaniana online. <strong>Mulheres e Semblantes I<\/strong>. V. n. Mar\u00e7o, 2010. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_1\/Mulheres_e_semblantes_I.pdf\">http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_1\/Mulheres_e_semblantes_I.pdf<\/a><\/h6>\n<h6>SLONGO, Cleudes Maria. Arteira. <strong>As afinidades entre o gozo feminino e o supereu.<\/strong> Outubro, 2010. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/revistaarteira.com.br\/images\/pdf\/Arteira-3.pdf\">http:\/\/revistaarteira.com.br\/images\/pdf\/Arteira-3.pdf<\/a><\/h6>\n<h6>SLONGO, Cleudes Maria. Op\u00e7\u00e3o lacaniana online. <strong>Amor atravessado pela puls\u00e3o de morte. <\/strong>Julho, 2012. \u00a0Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_8\/amor_atravessado.pdf\">http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_8\/amor_atravessado.pdf<\/a><\/h6>\n<h6>ZALCBERG, Malvine. <strong>Amor paix\u00e3o feminina<\/strong>. S\u00e3o Paulo. Elsevier, 2007.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cintya de Abreu Vieira Aluna Curso Regular IPB\/Bahia, professora substituta da Universidade Federal do Tocantins \u00a0\u201cNenhum ser humano jamais se desligaria de mim com a mesma ang\u00fastia com que me desliguei da minha m\u00e3e apenas porque nunca consegui me apegar a ela definitivamente\u201d (FERRANTE, 2006, p.50). &#8220;Minha m\u00e3e, que havia anos existia apenas como uma&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-2112","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ed-024","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2112","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2112"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2112\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2114,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2112\/revisions\/2114"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2112"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2112"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2112"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=2112"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}