{"id":2118,"date":"2022-12-16T16:41:57","date_gmt":"2022-12-16T19:41:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=2118"},"modified":"2022-12-16T16:41:57","modified_gmt":"2022-12-16T19:41:57","slug":"a-escolha-pelo-sujeito-no-diagnostico-de-criancas-e-adolescentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2022\/12\/16\/a-escolha-pelo-sujeito-no-diagnostico-de-criancas-e-adolescentes\/","title":{"rendered":"A escolha pelo sujeito no diagn\u00f3stico de crian\u00e7as e adolescentes"},"content":{"rendered":"<h6><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-2119\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-008-Carolina-Vieira-de-Paula-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-008-Carolina-Vieira-de-Paula-300x300.png 300w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-008-Carolina-Vieira-de-Paula-150x150.png 150w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-008-Carolina-Vieira-de-Paula.png 476w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Carolina Vieira de Paula<br \/>\nAluna do curso Teoria Psicanal\u00edtica de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana (TPOL) da Escola Brasileia de Psican\u00e1lise Sess\u00e3o Bahia (EBP-BA)<\/h6>\n<blockquote><p>\u00c9 preciso escolher: o sujeito ou a sociedade. E a an\u00e1lise est\u00e1 do lado do sujeito. A an\u00e1lise teve esse poder de fazer com que a sociedade se tornasse mais porosa ao sujeito. Os agentes do discurso do mestre n\u00e3o est\u00e3o exatamente no tempo desse aggiornamento e se a psican\u00e1lise tem uma miss\u00e3o em sua dire\u00e7\u00e3o \u00e9 a de aperfei\u00e7o\u00e1-los quanto a isso: as normas sociais n\u00e3o ter\u00e3o mais superioridade que a norma singular, um sujeito, tendo alcan\u00e7ado a autenticidade de seu desejo, pode inscrever o contr\u00e1rio com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem que deveria domin\u00e1-lo<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. (MILLER, 2008, pg.20)<\/p><\/blockquote>\n<p>No trecho inicial de Coisas de Fineza em Psican\u00e1lise citado acima, Miller nos convida a reafirmar a escolha pelo sujeito ao rev\u00e9s da sociedade e, deste modo, nos impele a usar o dispositivo anal\u00edtico com o fim de oportunizar a escuta e a leitura da singularidade para al\u00e9m das normas sociais.<\/p>\n<p>Sobre o sujeito da psican\u00e1lise \u00e9 preciso esclarecer que n\u00e3o se trata de uma subst\u00e2ncia individual, sujeito psicol\u00f3gico. Trata-se de um efeito da divis\u00e3o pr\u00f3pria ao funcionamento da linguagem, que \u00e9 marcada pelo \u00a0\u201cSujeito Outro\u201d a quem \u00e9 suposto o desejo.\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> O sujeito de Lacan \u00e9, portanto, o sujeito do inconsciente, o sujeito do significante e ser\u00e1 necess\u00e1rio distingu\u00ed-lo tanto do indiv\u00edduo biol\u00f3gico quanto de qualquer evolu\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica classific\u00e1vel como objeto de compreens\u00e3o.<\/p>\n<p>Contudo, sobre a posi\u00e7\u00e3o mai\u00fascula do Sujeito na psican\u00e1lise, inclusive no diagn\u00f3stico de crian\u00e7as e adolescentes \u00e9 necess\u00e1rio destacar que:<\/p>\n<blockquote><p>\u201ch\u00e1 modos distintos de fazer com a linguagem (&#8230;) assim, temos crian\u00e7as que n\u00e3o falam, que n\u00e3o brincam, que n\u00e3o se submetem ou que est\u00e3o sob efeitos inespec\u00edficos de dist\u00farbuios org\u00e2nicos; que nos interrogam, for\u00e7ando-nos a considerar o modo pelo qual o Sujeito, como efeito (e n\u00e3o subst\u00e2ncia) da linguagem e da fala, (&#8230;) est\u00e1 ligado \u00e0 \u00fanica subst\u00e2ncia em jogo na psican\u00e1lise: o gozo\u201d. (VOCARO, 2005, p.27)<\/p><\/blockquote>\n<p>No presente caso, me sinto convocada, ante ao apelo de Miller, a pensar, \u00e0 luz da psican\u00e1lise e da teoria lacaniana do \u201ctempo l\u00f3gico<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>\u201d prevista no Semin\u00e1rio 11 de Lacan, os diagn\u00f3sticos da cl\u00ednica com crian\u00e7as e adolescentes, levando em conta a advert\u00eancia de que profissionais de sa\u00fade precisariam adiar compreens\u00e3o e evitar conclus\u00f5es precoces que passam do instante de ver, o corpo, ao momento de concluir, o agir na realidade. Sem que haja espa\u00e7o para as elabora\u00e7\u00f5es, retroa\u00e7\u00f5es e ressignifica\u00e7\u00f5es da cadeia significante caracter\u00edsticas do tempo de compreender.<\/p>\n<p>Para tanto, \u00e9 preciso considerar a relev\u00e2ncia dos dados de realidade que apontam para uma epidemia de diagn\u00f3sticos de transtornos mentais, especialmente autismos e transtorno do d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e hiperatividade (TDAH), em crian\u00e7as e adolescentes<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>E, ainda, torna-se necess\u00e1rio expor a experiencia pessoal desta escrevente no atendimento uma paciente que aos dois anos foi levada dormindo ao m\u00e9dico psiquiatra infantil e, ainda desacordada no colo da m\u00e3e, foi diagnosticada como hiperativa, com fundamento exclusivamente na fala da genitora, e tendo recebido prescri\u00e7\u00e3o de medica\u00e7\u00e3o correspondente.<\/p>\n<p>Neste contexto de foraclus\u00e3o do \u201ctempo de compreender<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>\u201d nos diagn\u00f3sticos de crian\u00e7as e adolescentes, a singularidade do sujeito \u00e9 apagada e substitu\u00edda por um ideal de sucesso desenvolvimentista que \u201cem tese\u201d serviria para todos, torna-se ainda mais relevante aceitar o convite de Miller visto que, nesses casos, urge tornar a sociedade mais porosa ao sujeito.<\/p>\n<p>De in\u00edcio, \u00e9 preciso destacar que os constructos crian\u00e7a e adolescente, para a psican\u00e1lise, s\u00e3o classifica\u00e7\u00f5es gerais menos relevantes, visto que o foco de nossa pr\u00e1xis e objeto da epistemologia psicanal\u00edtica \u00e9 justo o sujeito e sua singularidade, resto do <em>cogito<\/em> de Descartes que orienta as ci\u00eancias positivas, tais como a medicina, a psicologia e psicopatologia. Isso porque, em verdade, para a epistemologia da psican\u00e1lise, os analisantes s\u00e3o sujeitos atemporais, pois o inconsciente \u00e9 um s\u00f3, independentemente da idade, do sexo ou de qualquer outra classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Noutro ponto, \u00e9 necess\u00e1rio mencionar que, segundo Lacan, a dimens\u00e3o imagin\u00e1ria da experiencia do Outro, seja ele fam\u00edlia, escola, profissionais de sa\u00fade ou analista, acerca do que \u00e9 ser uma crian\u00e7a ou adolescente, os deixa surdos ao discurso singular do sujeito. Dessa forma aduz Lacan que: \u201cpela pr\u00f3pria estrutura instaurada pela rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o Outro enquanto lugar da fala, algo falta no n\u00edvel do Outro. O que ali falta \u00e9 precisamente o que permitiria ao sujeito se identificar com o discurso que ele profere\u201d<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>.<\/p>\n<p>Neste mesmo sentido, vale lembrar que Freud sofreu cr\u00edticas ao anunciar a exist\u00eancia de uma sexualidade infantil pois tal proposta fugia \u00e0 dimens\u00e3o imagin\u00e1ria do que era ser uma crian\u00e7a \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>Desta feita, a teoria lacaniana prop\u00f5e o uso do ato anal\u00edtico fundado na rela\u00e7\u00e3o transferencial, como meio para oportunizar que, na escuta e na leitura de crian\u00e7as e adolescentes a singularidade de cada sujeito v\u00e1 se apresentando, para al\u00e9m da demanda do Outro (pais, fam\u00edlia, m\u00e9dico, escola etc) que aponta para um imagin\u00e1rio dever-ser da inf\u00e2ncia e da adolesc\u00eancia. Isso porque, segundo Lacan: \u201co sujeito tem de empregar, para se designar, algo tomado \u00e0s suas expensas. N\u00e3o \u00e0s suas expensas como sujeito constitu\u00eddo na fala, mas \u00e0s suas expensas como sujeito real\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p>Assim, na cl\u00ednica com crian\u00e7as e adolescentes, muitas vezes atravessada pelo di\u00e1logo com equipes multiprofissionais orientadas por laudos t\u00e9cnicos e diagn\u00f3sticos m\u00e9dicos e motivada pela demanda do Outro, \u00e9 relevante a presen\u00e7a do praticante da \u201cpsicanalise verdadeira\u201d<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p>Caber\u00e1 ao analista, advertido por Miller, a tarefa de reconhecer \u201cos efeitos da linguagem na doen\u00e7a intr\u00ednseca do ser humano como ser falante e como ser falado, isto \u00e9, como falasser<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>\u201d. e, assim, se ocupar de construir os meios para que a singularidade do caso possa ser acolhida e sirva \u00e0 reelabora\u00e7\u00e3o do saber cl\u00ednico, \u00a0implicando o sujeito analisante e preservando \u201co lugar do desejo na dire\u00e7\u00e3o o tratamento\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> de crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>REFER\u00caNCIAS<\/h6>\n<h6>CIRINO, O (2001). Psican\u00e1lise e Psiquiatria com crian\u00e7as. Desenvolvimento ou estrutura. Aut\u00eantica. Belo Horizonte-MG.<\/h6>\n<h6>FREUD, S (1905). Obras Completas, Volume 6, Tr\u00eas ensaios sobre a teoria da sexualidade, an\u00e1lise fragment\u00e1ria de uma histeria e outros textos. 1\u00aa ed. S\u00e3o Paulo. Companhia das Letras,2016.<\/h6>\n<h6>GAULT, J. (1998), Por uma epistemologia lacaniana. In: GIROUD, F. et alii. <em>Lacan, voc\u00ea conhece?<\/em> Palestras do Encontro Jacques Lacan. S\u00e3o Paulo, Cultura.<\/h6>\n<h6>LACAN, J (1985). O semin\u00e1rio. Livro 20. Mais, ainda. Rio de Janeiro.<\/h6>\n<h6>Jorge Zahar Editor.<\/h6>\n<h6>LACAN, J (1998). \u201cCi\u00eancia e verdade\u201d. IN: <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1998) O semin\u00e1rio. Livro 11. Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor<\/h6>\n<h6>LACAN, J (1998). Escritos. A dire\u00e7\u00e3o do tratamento. Rio de Janeiro.<\/h6>\n<h6>Jorge Zahar Editor.<\/h6>\n<h6>LACAN, J (1998). Escritos. Subvers\u00e3o do sujeito e dial\u00e9tica do desejo<\/h6>\n<h6>no inconsciente freudiano. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. \u201cO tempo l\u00f3gico e a asser\u00e7\u00e3o de certeza antecipada (1945)\u201d. In: Escritos.<\/h6>\n<h6>Rio de Janeiro: Jorge Zahar ed., 1998, p. 197-213.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (2005) O semin\u00e1rio. Livro 10. A ang\u00fastia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor<\/h6>\n<h6>Lacan, J. (2016). A fantasia fundamental. IN: O semin\u00e1rio, Livro 6: o desejo e sua interpreta\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Zahar.<\/h6>\n<h6>MILLER, Jaques Alain. (1988) Sintoma e Fantasia, in Percurso di Lacan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.<\/h6>\n<h6>MILLER, Jaques Alain. (2008) Coisas de fineza em psican\u00e1lise. Li\u00e7\u00f5es I a IV. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana. file:\/\/\/C:\/Users\/User\/Downloads\/jacques-alain-miller-coisas-de-fineza-em-psicanc3a1lise-4.pdf<\/h6>\n<h6>VIEIRA, M. A (2015). Por uma epistemologia cl\u00ednica. IN: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana Online. <a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/antigos\/n2\/pdf\/artigos\/MAVEpistem.pdf\">http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/antigos\/n2\/pdf\/artigos\/MAVEpistem.pdf<\/a><\/h6>\n<h6>VOCARO, Angela (2005) Crian\u00e7as na psican\u00e1lise. Cl\u00ednica, institui\u00e7\u00e3o, la\u00e7o social. Companhia de Freud. Rio de Janeiro.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> MILLER, Jaques Alain. Coisas de fineza em psican\u00e1lise. Li\u00e7\u00f5es I a IV. file:\/\/\/C:\/Users\/User\/Downloads\/jacques-alain-miller-coisas-de-fineza-em-psicanc3a1lise-4.pdf P.18<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> VOCARO, Angela (2005) Crian\u00e7as na psican\u00e1lise. Cl\u00ednica, institui\u00e7\u00e3o, la\u00e7o social. Companhia de Freud. Rio de Janeiro. Pg.22<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> LACAN, J. (1998) O semin\u00e1rio. Livro 11. Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, p. 42<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> CONASS. Diagn\u00f3stico de TDAH em crian\u00e7as requer cuidado. <a href=\"https:\/\/www.conass.org.br\/diagnostico-de-tdah-em-criancas-requer-cuidado\/\">https:\/\/www.conass.org.br\/diagnostico-de-tdah-em-criancas-requer-cuidado\/<\/a><\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> LACAN, J. (1998) O semin\u00e1rio. Livro 11. Os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, p. 205<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> LACAN, Jacques. A dial\u00e9tica do desejo. Fantasia fundamental. PDF TPOL<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Lacan, J. (2016). A fantasia fundamental. IN: O semin\u00e1rio, Livro 6: o desejo e sua interpreta\u00e7\u00e3o. (pp. 383 \u2013 400). Rio de Janeiro: Zahar.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> MILLER, J. A. (2008) Coisas de fineza em psican\u00e1lise. Li\u00e7\u00f5es I a IV. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana. file:\/\/\/C:\/Users\/User\/Downloads\/jacques-alain-miller-coisas-de-fineza-em-psicanc3a1lise-4.pdf p. 19.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Idem p.20<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a>LACAN, Jacques. Escritos. A dire\u00e7\u00e3o do tratamento. P. 634<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carolina Vieira de Paula Aluna do curso Teoria Psicanal\u00edtica de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana (TPOL) da Escola Brasileia de Psican\u00e1lise Sess\u00e3o Bahia (EBP-BA) \u00c9 preciso escolher: o sujeito ou a sociedade. E a an\u00e1lise est\u00e1 do lado do sujeito. 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