{"id":2133,"date":"2022-12-16T17:13:08","date_gmt":"2022-12-16T20:13:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=2133"},"modified":"2022-12-16T17:13:08","modified_gmt":"2022-12-16T20:13:08","slug":"a-localizacao-da-posicao-de-gozo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2022\/12\/16\/a-localizacao-da-posicao-de-gozo\/","title":{"rendered":"A LOCALIZA\u00c7\u00c3O DA POSI\u00c7\u00c3O DE GOZO"},"content":{"rendered":"<h6><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-2134\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-003-S\u00edlvia-Gusm\u00e3o-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-003-S\u00edlvia-Gusm\u00e3o-300x300.png 300w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-003-S\u00edlvia-Gusm\u00e3o-150x150.png 150w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-003-S\u00edlvia-Gusm\u00e3o.png 476w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>S\u00edlvia Gusm\u00e3o<br \/>\n<\/strong>Associada da ACPPE<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/h6>\n<p>Ao longo do ensino de Lacan, o simb\u00f3lico foi perdendo sua primazia em benef\u00edcio de uma cl\u00ednica orientada ao real. O sentido, o significante e o saber<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> s\u00e3o rebaixados no \u00faltimo ensino, e o desejo do analista, a partir de ent\u00e3o, \u00e9 se aproximar o mais poss\u00edvel do real de cada sujeito, saber de sua posi\u00e7\u00e3o de gozo \u00e0 medida que sua localiza\u00e7\u00e3o norteia o analista na dire\u00e7\u00e3o da cura.<\/p>\n<p>Contudo, n\u00e3o se consegue acessar o real diretamente, apenas seus ind\u00edcios. O real n\u00e3o se nomeia, n\u00e3o se escreve, tampouco faz la\u00e7o. Ele \u00e9 irrepresent\u00e1vel, imposs\u00edvel, inerte.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> N\u00e3o h\u00e1 saber no real, nem h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual. O real \u00e9 sem lei, n\u00e3o conhece o ser; ele apenas existe. O que n\u00e3o quer dizer que \u00e9 sem causa. O real tem uma causa que \u00e9 a conjun\u00e7\u00e3o do Um e do gozo.<\/p>\n<p>Em <em>O ser e o um,<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><strong>[4]<\/strong><\/a><\/em> Miller afirma que essa conex\u00e3o entre o Um e o gozo tem sua raiz na fixa\u00e7\u00e3o. Em Freud, a parada da puls\u00e3o em um ponto fixo \u00e9 o fundamento do recalcamento original. Essa fixa\u00e7\u00e3o da puls\u00e3o marca a exist\u00eancia do Um de gozo.<\/p>\n<p>No seu \u00faltimo ensino, Lacan se dedica \u00e0s consequ\u00eancias da afirma\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia do <em>H\u00e1-um <\/em>(Yad\u00b4lun). No Semin\u00e1rio 19, diz textualmente sobre o campo Uniano: \u201cO que s\u00f3 existe ao n\u00e3o ser: \u00e9 exatamente disso que se trata, e foi o que quis inaugurar hoje no cap\u00edtulo geral do Uniano\u201d (LACAN, 2012, p.131). O <em>H\u00e1-um<\/em> \u00e9 puro gozo. Trata-se de um significante que, ao incorporar-se, muta o corpo biol\u00f3gico em gozo, deixando de ser para existir e depois voltar a ser significante.<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> Esse encontro do significante com a carne viva, Lacan denomina <em>troumatisme<\/em>.<\/p>\n<p>\u00c9 um encontro traum\u00e1tico porque perturba o corpo biol\u00f3gico que est\u00e1 estabilizado, produzindo efeitos. Esse gozo inaugural \u00e9 sempre ligado a um primeiro acontecimento da ordem da conting\u00eancia. Todos os significantes que v\u00eam depois, t\u00eam algo dessa primeira marca que tende a se repetir.<\/p>\n<p>Segundo Horne,<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> o Uniano ocorre em dois tempos. O primeiro \u00e9 o da incorpora\u00e7\u00e3o, o Um da pura exist\u00eancia, da subst\u00e2ncia gozosa. \u00c9 o tempo da 1\u00aa escritura, da marca que vai escrever-se no corpo, produzindo resson\u00e2ncias. Essa escritura pura \u00e9 desarticulada da fala, portanto, do sentido. Miller diz que \u201c\u00e9 puro tra\u00e7o do escrito, um desenho. Um n\u00f3 borromeano, representado, desenhado, \u00e9 dessa ordem\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>(MILLER, 2013, p.16). Para Lacan, o n\u00f3 borromeano \u00e9 o real.<\/p>\n<p>Em um segundo tempo, trata-se do significante do Um sozinho. Momento de lal\u00edngua, em que o significante faz furo na subst\u00e2ncia gozante e o simb\u00f3lico retoma seu poder. Esses S1s s\u00e3o significantes que produzem gozo, relacionados por Lacan \u00e0 imagem da chuva caindo das nuvens, abrindo sulcos. \u00c9 uma escritura ligada \u00e0 palavra, \u00e0 fala, \u00e0 voz, com suas entona\u00e7\u00f5es e modula\u00e7\u00f5es. Aqui, trata-se do simb\u00f3lico no real.<\/p>\n<p>Na etapa seguinte, temos a letra de gozo. No Semin\u00e1rio, livro 18: d<em>e um discurso que n\u00e3o fosse semblante<\/em>, na li\u00e7\u00e3o sobre Lituraterre, Lacan (1971\/2009) prop\u00f4s a letra como literal fundado no litoral entre o gozo veiculado na cadeia significante &#8211; gozo f\u00e1lico &#8211; e o gozo imposs\u00edvel de saber. Nessa perspectiva, a letra tem um p\u00e9 em lal\u00edngua e outro na linguagem.<\/p>\n<p>Na cl\u00ednica, a repeti\u00e7\u00e3o da marca inaugural aparece nas resson\u00e2ncias que ecoam no corpo e na iteratividade do Um de gozo que se repete. Esse \u00e9 o ponto de trauma; onde se goza. O analista, na experi\u00eancia anal\u00edtica, vai cercando o ponto de gozo, fazendo o sujeito se confrontar com o que de seu gozo n\u00e3o faz sentido, com o que resta mais al\u00e9m da queda do objeto a, com o Um de gozo que \u201caparece no fazer do sujeito, na repeti\u00e7\u00e3o, no seu modo de vida\u201d (GON\u00c7ALVES, 2008, p.171).<\/p>\n<p>Estamos num n\u00edvel que difere do inconsciente<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. O Um de gozo proposto na orienta\u00e7\u00e3o para o singular, \u00e9 um gozo que n\u00e3o se resolve na significa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica, conservando uma opacidade fundamental. Isso tem consequ\u00eancias para a pr\u00e1tica, em particular sobre a interpreta\u00e7\u00e3o, diz Miller. Para Freud, o inconsciente \u00e9 redut\u00edvel completamente ao saber e a interpreta\u00e7\u00e3o, consequentemente, trata de decifr\u00e1-lo. Contudo, o saber est\u00e1 exclu\u00eddo do acontecimento. Desse modo, a decifra\u00e7\u00e3o se interrompe no fora de sentido do gozo e que, ao lado inconsciente, onde Isso fala, h\u00e1 o n\u00facleo do gozo opaco, onde Isso n\u00e3o fala a ningu\u00e9m. N\u00e3o esque\u00e7amos que gozo \u00e9 puls\u00e3o, e puls\u00e3o n\u00e3o quer dizer nada. S\u00f3 se disp\u00f5e a gozar de seu vai-e-vem.<\/p>\n<p>Para se ter acesso \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de gozo, Miller prop\u00f5e a leitura, n\u00e3o apenas a escuta.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> H\u00e1 uma dist\u00e2ncia entre leitura e escuta. O que escutamos s\u00e3o significa\u00e7\u00f5es que evocam a compreens\u00e3o. A escrita relaciona-se com o que marca o corpo. A escuta parte do significado; a leitura do significante. O significante vem primeiro e pode-se ler. Ler o que se ouve sup\u00f5e reduzir a linguagem \u00e0 sua materialidade significante \u2013 \u00e0 letra, ao sem sentido. A interpreta\u00e7\u00e3o dirige-se ao dizer, \u00e0s formas de dizer que revelam a posi\u00e7\u00e3o de gozo do sujeito.<\/p>\n<p>Para finalizar, Miller afirma que para se tocar na ordem do Um, \u00e9 preciso passar pela narrativa e pelo \u00c9dipo. N\u00e3o se consegue chegar diretamente \u00e0s marcas que ressoam no corpo. O que est\u00e1 escrito n\u00e3o se pode nomear. No entanto, \u00e9 poss\u00edvel a partir de uma an\u00e1lise significantizar esse real.<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>REFER\u00caNCIAS <\/strong><\/h6>\n<h6>GON\u00c7ALVES, N. \u201cPegar o touro \u00e0 unha\u201d \u2013 ou quando a consulta \u00e9 um tratamento.\u00a0 <em>Revista Arteira<\/em>, Florian\u00f3polis, n. 1, p. 171-175, set. 2008. Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2008.<\/h6>\n<h6>HORNE, B. Um aprofundamento na no\u00e7\u00e3o do real: sobre o semin\u00e1rio a \u00e9tica da psican\u00e1lise. <em>Lacan XXI<\/em>: Revista Fapol, online, v. 1, 4 maio 2018.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio, livro 18<\/em>: de um discurso que n\u00e3o fosse semblante (1971). Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2009.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio, livro 19<\/em>: &#8230; ou pior. (1971-1972). Tradu\u00e7\u00e3o de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2012.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. O inconsciente e o Sinthoma. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>. Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n\u00famero 55, 2009.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. O ser e o um. <em>Curso de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana III<\/em>, li\u00e7\u00e3o de 13 de mar\u00e7o de 2011.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. O real \u00e9 sem lei. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>: Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n. 65, 2013.<\/h6>\n<h6>MILLER, J.-A. Ler um sintoma. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>: Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n\u00famero 70, 2015.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Associa\u00e7\u00e3o da Cl\u00ednica Psicanal\u00edtica de Pernambuco.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> MILLER, J.-A. O real \u00e9 sem lei. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>. Revista Internacional de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n\u00famero 65, 2013.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> HORNE, Bernardino. Um aprofundamento na no\u00e7\u00e3o do real \u2013 Sobre o semin\u00e1rio a \u00e9tica da psican\u00e1lise. <em>Lacan XXI,<\/em> Revista FAPOL online, maio 4, Volume 1, 2018.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> MILLER, J.-A. O ser e o um. <em>Curso de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana III<\/em>, 13, 2011.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> HORNE, Bernardino. Um aprofundamento na no\u00e7\u00e3o do real \u2013 Sobre o semin\u00e1rio a \u00e9tica da \u00a0psican\u00e1lise. <em>Lacan XXI,<\/em> Revista FAPOL online, maio 4, Volume 1, 2018.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> HORNE, Bernardino. Um aprofundamento na no\u00e7\u00e3o do real \u2013 Sobre o semin\u00e1rio a \u00e9tica da psican\u00e1lise. <em>Lacan XXI,<\/em> Revista FAPOL online, maio 4, Volume 1, 2018.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> MILLER, J.-A. O real \u00e9 sem lei. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>. Revista Internacional de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n\u00famero 65, 2013.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> MILLER, J.-A. O real \u00e9 sem lei. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>. Revista Internacional de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n\u00famero 65, 2013.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> MILLER, J.-A. Ler um sintoma. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>: Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n\u00famero 70, 2015.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Ibidem.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00edlvia Gusm\u00e3o Associada da ACPPE[1] Ao longo do ensino de Lacan, o simb\u00f3lico foi perdendo sua primazia em benef\u00edcio de uma cl\u00ednica orientada ao real. 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