{"id":2136,"date":"2022-12-16T17:14:16","date_gmt":"2022-12-16T20:14:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=2136"},"modified":"2022-12-16T17:14:16","modified_gmt":"2022-12-16T20:14:16","slug":"da-escuta-a-leitura-a-presenca-do-a-analista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2022\/12\/16\/da-escuta-a-leitura-a-presenca-do-a-analista\/","title":{"rendered":"Da escuta \u00e0 leitura, a presen\u00e7a do (a) analista"},"content":{"rendered":"<h6><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-2137\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-002-Christianne-Alc\u00e2ntara-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-002-Christianne-Alc\u00e2ntara-300x300.png 300w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-002-Christianne-Alc\u00e2ntara.png 1024w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-002-Christianne-Alc\u00e2ntara-150x150.png 150w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/002-002-Christianne-Alc\u00e2ntara-768x768.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Christianne Alc\u00e2ntara<br \/>\n<\/strong>Aluna do Curso Regular e do Curso de Teoria da Psican\u00e1lise de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia<\/h6>\n<blockquote><p>\u201cA arte de escutar equivale quase \u00e0 de bem dizer.\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><br \/>\nJacques Lacan<\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cUma Torre de Babel, as pessoas n\u00e3o se escutam, n\u00e3o se entendem\u201d. Essa era a queixa de uma senhora de seus 60 anos, na fila do supermercado. Referia-se a uma discuss\u00e3o protagonizada por dois homens que debatiam calorosamente sobre o impacto do Governo Bolsonaro nos pre\u00e7os dos produtos. Se as pessoas ao redor n\u00e3o compreendiam o que diziam, dif\u00edcil imaginar o que eles, envolvidos com suas pr\u00f3prias falas, entendiam acerca do argumento um do outro.<\/p>\n<p>A senhora foi a \u00fanica a ousar tecer qualquer coment\u00e1rio, mesmo que em um sussurro, quase inaud\u00edvel. Por longos dois minutos, o supermercado se aquietou para (pasmem!) escutar a discuss\u00e3o. Fez-se um sonoro sil\u00eancio ao redor. T\u00e3o sonoro, que seguran\u00e7as do supermercado resolveram intervir e evitar que os consumidores fossem \u00e0s vias de fato.<\/p>\n<p>Convidados a se retirarem do ambiente, os dois homens sa\u00edram, gritando ao mesmo tempo \u201cPetralha!\u201d e \u201cBolsominion!\u201d, de forma que at\u00e9 hoje eu n\u00e3o saberia dizer quem defendia o atual presidente ou quem era contra. Muito menos qual era o argumento de cada um para defesas t\u00e3o apaixonadas, se \u00e9 que existia algum.<\/p>\n<p>Quando o sil\u00eancio ao redor se dissipou, os espectadores comentaram a cena, em busca de um \u201csentido\u201d para aquele debate. Segundo Miller<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, \u201c(&#8230;) tudo o que faz sintoma (&#8230;) tem um sentido e pode ser decifrado (&#8230;)\u201d.\u00a0 Da minha parte, n\u00e3o ansiei por sentido algum, mas pelo fim do mart\u00edrio que, para mim, \u00e9 a tarefa de \u201cfazer feira\u201d. N\u00e3o sabia, \u00e0quela altura, que o fato seria objeto deste artigo.<\/p>\n<p>Miller<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> vai dizer que \u201c(&#8230;) a psican\u00e1lise \u00e9 um assunto de escuta (&#8230;)\u201d, enquanto Laurent<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> vai destacar que o (a) \u201c(&#8230;) analista, em primeiro lugar presente como escuta, introduz, com seu sil\u00eancio, uma demanda de fala por parte do analisando\u201d. Ambos os autores trazem \u00e0 tona a quest\u00e3o da escuta, embora o fa\u00e7am para depois introduzirem, respectivamente, Miller e Laurent, a leitura e a interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Volto ao acontecimento no supermercado e me recordo que percebi estarem os espectadores em busca de um \u201csentido\u201d. Ou ainda perguntando uns aos outros, enquanto balan\u00e7avam a cabe\u00e7a em sinal de reprova\u00e7\u00e3o: \u201cQual \u00e9 o sentido disso, afinal?\u201d. Teria a pergunta, aparentemente ret\u00f3rica, ocupado o lugar da afirma\u00e7\u00e3o \u2013 que n\u00e3o foi pronunciada \u2013 \u201cIsso n\u00e3o faz sentido.\u201d?<\/p>\n<p>Saindo do fato ocorrido (que me ressoou como uma provoca\u00e7\u00e3o) para o que trata a Psican\u00e1lise, Miller<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a> vai afirmar: \u201cO que se escuta de fato \u00e9 sempre o sentido, e o sentido chama sentido\u201d. Eu me pergunto: Quando n\u00e3o se escuta o sentido, faltou a leitura? Ou seria uma eterna busca do sentido perdido, parafraseando o t\u00edtulo de Proust<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>?<\/p>\n<p>No supermercado, os homens discordavam aos berros, mas n\u00e3o se escutavam. Assim, seria imposs\u00edvel produzir di\u00e1logo. Os espectadores, por sua vez, embora atentos, n\u00e3o entendiam nem mesmo de que lado cada um dos protagonistas se posicionava e se questionavam sobre o sentido da disputa.<\/p>\n<p>N\u00e3o havia comunica\u00e7\u00e3o, havia mon\u00f3logos. Cada um proferia o seu. O suposto debate, comparado a uma situa\u00e7\u00e3o digna do mito b\u00edblico da Torre de Babel, n\u00e3o se tratava de um esfor\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o. Sobre esse aspecto, em \u201cO mon\u00f3logo da aparola\u201d<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, define-se que<\/p>\n<p>\u201ca <em>aparola<\/em> \u00e9 no que se transforma a fala quando ela \u00e9 dominada pela puls\u00e3o, quando ela n\u00e3o garante a comunica\u00e7\u00e3o, mas o gozo. \u00c9 o que corresponde \u00e0 f\u00f3rmula de Lacan, no <em>Semin\u00e1rio<\/em> <em>Mais, ainda<\/em>: \u2018Ali onde isso fala, isso goza\u2019, que significa no contexto: <em>isso goza de falar<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>Quem assistia \u00e0 cena do supermercado, entre pasmo e incr\u00e9dulo, n\u00e3o encontrava sentido porque, definitivamente, n\u00e3o se trata do sentido em si mesmo, nem muito menos do sentido perdido. Na fase final do ensino de Lacan, percebe-se um rebaixamento do sentido. E, mesmo antes, j\u00e1 se identificava um rebaixamento do sentido como significado<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p>No lastro do rebaixamento do sentido, Miller<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a> defende que se explore o que a Psican\u00e1lise pode vir a fazer no campo da leitura. E ao ler \u201cleitura\u201d, compreenda-se \u201csaber ler\u201d. Sendo assim, n\u00e3o se trata de encontrar sentido no sintoma, nutrindo-o. Pelo contr\u00e1rio: ler um sintoma vai implicar em privar o sintoma de sentido.<\/p>\n<p>A esse prop\u00f3sito, o mesmo autor define que a \u201c(&#8230;) leitura, o saber ler, consiste em colocar a dist\u00e2ncia a fala e o sentido que ela veicula (&#8230;)\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> e sentencia acerca do deslocamento, feito por Lacan, do enquadre edipiano para o enquadre borromeano: \u201c(&#8230;) \u00e9 o pr\u00f3prio funcionamento da interpreta\u00e7\u00e3o que muda e passa da escuta do sentido \u00e0 leitura do fora de sentido\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a>.<\/p>\n<p>Antes, por\u00e9m, do \u201csaber ler\u201d, faz-se necess\u00e1rio entender a escuta como um ato que precisa estar despido de um saber, apesar da<\/p>\n<p>(&#8230;) cren\u00e7a do analisando de que o analista tem em seu poder o saber no lugar do objeto demandado. Qualquer demanda implica a escuta, o sil\u00eancio da escuta como lugar reservado ao que, naquilo que se diz, excede a inten\u00e7\u00e3o. Essa escuta silenciosa vem marcar o lugar do desejo que, no discurso, se ignora<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>.<\/p>\n<p>Se a escuta silenciosa, por um lado, marca o desejo; por outro, marca a presen\u00e7a do (a) analista. No Semin\u00e1rio 11, Lacan<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a> adjetiva o termo \u201cpresen\u00e7a do analista\u201d como \u201cbelo\u201d e o conceitua como \u201c(&#8230;) uma manifesta\u00e7\u00e3o do inconsciente, de modo que quando ela se manifesta (&#8230;) como recusa do inconsciente (&#8230;) isso mesmo deve ser integrado no conceito de inconsciente\u201d. Assim, \u00e9 com a presen\u00e7a do analista que o discurso anal\u00edtico vai se instalar, seja pela escuta, seja principalmente pela leitura.<\/p>\n<p>Em O inconsciente e o sinthoma<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a>, Miller ressalta que o discurso anal\u00edtico coloca o (a) analista de frente com o singular. Mas lembra ainda que o (a) praticante tem direito tamb\u00e9m a sua singularidade. \u00c9 essa singularidade que vai definir <em>como<\/em> escuta, o (a) analista. E ainda: <em>como<\/em> l\u00ea, o (a) analista. O dilema do \u201csaber ler\u201d \u00e9 imposto, dessa forma, pelo discurso anal\u00edtico.<\/p>\n<p>Assim, saber ler o gozo onde o analisando n\u00e3o fala, mas o (a) praticante escuta. Saber ler o gozo onde n\u00e3o faz sentido, apesar da escuta. Como no supermercado, onde os espectadores escutaram, mas n\u00e3o encontraram o sentido. E era exatamente ali que estava o gozo. Ali, onde n\u00e3o havia sentido. \u00c9 nessa dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria que a leitura \u00e9 feita. Da escuta \u00e0 leitura, o (a) analista, presente, deve tratar de tudo acolher. N\u00e3o \u00e9 precisamente isso que Miller vai compreender como uma orienta\u00e7\u00e3o para a emerg\u00eancia do singular?<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h6>\n<h6>Lacan, J. (1988 [1964]). <em>O semin\u00e1rio, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor,1988;<\/h6>\n<h6>Laurent, \u00c9. (2022). \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o: da escuta ao escrito\u201d. In: Correio \u2013 Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (87);<\/h6>\n<h6>Miller, J.-A. (2002). \u201cO real \u00e9 sem lei\u201d. In: Op\u00e7\u00e3o lacaniana &#8211; Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise (34). S\u00e3o Paulo: Eolia;<\/h6>\n<h6>Miller, J.-A. (2009). \u201cO inconsciente e o sinthoma\u201d. In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana &#8211; Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise (55). S\u00e3o Paulo: Eolia;<\/h6>\n<h6>Miller, J.-A. (2012). \u201cO mon\u00f3logo da aparola\u201d. In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana on-line nova s\u00e9rie (9);<\/h6>\n<h6>Miller, J.-A. (2016). \u201cLer um sintoma\u201d. In: Lacan XXI &#8211; Revista eletr\u00f4nica da FAPOL Federa\u00e7\u00e3o Americana de Psican\u00e1lise da Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana (01);<\/h6>\n<h6>Proust, M. <em>Em busca do tempo perdido<\/em>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Lacan, J. (1988 [1964]). <em>O semin\u00e1rio, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,119;<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Miller, J.-A. (2009). \u201cO inconsciente e o sinthoma\u201d. In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana &#8211; Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise (55). S\u00e3o Paulo: Eolia.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Miller, J.-A. (2016). \u201cLer um sintoma\u201d. In: Lacan XXI &#8211; Revista eletr\u00f4nica da FAPOL Federa\u00e7\u00e3o Americana de Psican\u00e1lise da Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana (01);<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Laurent, \u00c9. (2022). \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o: da escuta ao escrito\u201d. In: Correio &#8211; Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (87);<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Miller, J.-A. (2016). \u201cLer um sintoma\u201d. In: Lacan XXI &#8211; Revista eletr\u00f4nica da FAPOL Federa\u00e7\u00e3o Americana de Psican\u00e1lise da Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana (01);<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Proust, M. <em>Em busca do tempo perdido<\/em>. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017;<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Miller, J.-A. (2012). \u201cO mon\u00f3logo da aparola\u201d. In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana on-line nova s\u00e9rie (9);<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Miller, J.-A. (2002). \u201cO real \u00e9 sem lei\u201d. In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana &#8211; Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise (34). S\u00e3o Paulo: Eolia;<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Miller, J.-A. (2016). \u201cLer um sintoma\u201d. In: Lacan XXI &#8211; Revista eletr\u00f4nica da FAPOL Federa\u00e7\u00e3o Americana de Psican\u00e1lise da Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana (01).<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> Miller, J.-A. (2016). \u201cLer um sintoma\u201d. In: Lacan XXI &#8211; Revista eletr\u00f4nica da FAPOL Federa\u00e7\u00e3o Americana de Psican\u00e1lise da Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana (01);<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Miller, J.-A. (2016). \u201cLer um sintoma\u201d. In: Lacan XXI &#8211; Revista eletr\u00f4nica da FAPOL Federa\u00e7\u00e3o Americana de Psican\u00e1lise da Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana (01);<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Laurent, \u00c9. (2022). \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o: da escuta ao escrito\u201d. In: Correio \u2013 Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (87);<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> Lacan, J. (1988 [1964]). <em>O semin\u00e1rio, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psican\u00e1lise<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,121;<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Miller, J.-A. (2009). \u201cO inconsciente e o sinthoma\u201d. In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana &#8211; Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise (55). S\u00e3o Paulo: Eolia.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Christianne Alc\u00e2ntara Aluna do Curso Regular e do Curso de Teoria da Psican\u00e1lise de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia \u201cA arte de escutar equivale quase \u00e0 de bem dizer.\u201d[1] Jacques Lacan \u201cUma Torre de Babel, as pessoas n\u00e3o se escutam, n\u00e3o se entendem\u201d. 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