{"id":2187,"date":"2023-10-14T06:25:00","date_gmt":"2023-10-14T09:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=2187"},"modified":"2023-10-14T06:25:00","modified_gmt":"2023-10-14T09:25:00","slug":"lapsus-entrevista-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2023\/10\/14\/lapsus-entrevista-2023\/","title":{"rendered":"Lapsus Entrevista 2023"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-2188\" src=\"http:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/002-244x300.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"492\" srcset=\"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/002-244x300.jpg 244w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/002-768x944.jpg 768w, https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/002.jpg 828w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/>Ol\u00e1, Bernardino! Primeiramente, gostaria de agradecer a disponibilidade em participar desta entrevista para a <em>Lapsus<\/em> \u2013 esta revista do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia que h\u00e1 pouco mais de doze anos estava sendo pensada e idealizada por voc\u00ea. \u00c9 uma honra t\u00ea-lo nesta edi\u00e7\u00e3o da <em>Lapsus<\/em>.<\/p>\n<p>1) Gostaria de saber um pouco mais sobre esse in\u00edcio da <em>Lapsus<\/em>, o que voc\u00ea pretendia quando a lan\u00e7ou. Ao mesmo tempo, gostaria que voc\u00ea falasse um pouco sobre o lugar da escrita para voc\u00ea e como poder\u00edamos pensar o lugar do ato de escrever e publicar na forma\u00e7\u00e3o do analista.<\/p>\n<p>2) A <em>Lapsus<\/em> \u00e9 uma revista do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia, por sua vez ligado \u00e0 Escola Brasileira de Psican\u00e1lise. Instituto e Escola se distinguem, mas funcionam como aguilh\u00e3o um do outro em muitas ocasi\u00f5es. Minha quest\u00e3o \u00e9 sobre a transfer\u00eancia. Como voc\u00ea pensa a articula\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia entre Instituto e Escola?<\/p>\n<p>3) O tema da Jornada do IPB deste ano, que ocorrer\u00e1 juntamente com a Jornada da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, se\u00e7\u00e3o Bahia, ser\u00e1 \u201cDesejo, mostra a tua cara\u201d. Sei que h\u00e1 um bom tempo voc\u00ea vem estudando o ultim\u00edssimo Lacan. Como seria pensar o desejo a partir do \u00faltimo ensino de Lacan?<\/p>\n<p>Para mim, \u00e9 um prazer responder \u00e0s suas quest\u00f5es. <em>Lapsus<\/em> \u00e9 uma velha amiga.<\/p>\n<p>Como sua quest\u00e3o orienta querendo minha perspectiva como fundador de <em>Lapsus<\/em>, vou responder desde mim, sem tentar uma hist\u00f3ria objetiva dos fatos.<\/p>\n<p>A funda\u00e7\u00e3o da Escola teve dois momentos em dois anos: o primeiro ano foi o da funda\u00e7\u00e3o da Escola M\u00faltipla. Miller foi, Se\u00e7\u00e3o por Se\u00e7\u00e3o, fundando as se\u00e7\u00f5es da Escola.<\/p>\n<p>A funda\u00e7\u00e3o do IPB aconteceu no mesmo tempo da funda\u00e7\u00e3o da se\u00e7\u00e3o Bahia. Nesse momento, eu era o presidente da Escola M\u00faltipla. Miller, em nome do Instituto de Paris \u2013 ao qual ficamos ligados e comprometidos na qualidade de nosso trabalho \u2013, escreveu o Estatuto e fundou o IPB.<\/p>\n<p>O IPB seria um lugar de estudo onde os associados formariam parte ativa das bases para sua forma\u00e7\u00e3o. Um ponto de partida, porque a forma\u00e7\u00e3o do analista se efetua na Escola. Uma das perguntas que trabalha a Escola, tomando em considera\u00e7\u00e3o os depoimentos dos Analistas da Escola (AE), \u00e9 o que \u00e9 um analista, j\u00e1 que, como na mulher, n\u00e3o h\u00e1 um significante que o defina.<\/p>\n<p>Na primeira \u00e9poca, a meta foi a cria\u00e7\u00e3o de um esp\u00edrito de Escola Uma; o problema era conseguir que os l\u00edderes dos grupos permitissem a passagem, do funcionamento em grupos, ao funcionamento de um por um, formando um conjunto Escola.<\/p>\n<p>A Escola \u00e9 um conceito longamente trabalhado por Lacan; \u00e9 a rigor, para n\u00f3s, um objeto constitu\u00eddo como uma rede de saber e isso causa nosso desejo. Lacan trabalha, na \u201cProposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola\u201d, como o saber como agalma \u00e9 algo que S\u00f3crates tem. A Escola \u00e9 como S\u00f3crates: cont\u00e9m um objeto, o saber, que \u00e9 causa do desejo de Escola. H\u00e1 que sustentar vivo o agalma.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o ativa no processo de funda\u00e7\u00e3o da Escola brasileira, que me levou a ser o seu primeiro presidente, e a participa\u00e7\u00e3o pelo Brasil de v\u00e1rios lugares de trabalho, principalmente no campo da Escola Uma, me deixavam um pouco longe das atividades internas da Se\u00e7\u00e3o. Em determinado momento, quando a segunda gera\u00e7\u00e3o tomou conta da Escola, decidi investir mais na Bahia, tamb\u00e9m com a ideia de ser grato pela sua generosidade comigo. A atividade fundamental foi a de montar o Instituto, nosso IPB-BA, na dimens\u00e3o e compromisso com a Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana do Campo Freudiano, tarefa que se realizou com a participa\u00e7\u00e3o entusiasmada de todos os membros da Escola.<\/p>\n<p>Dessa forma, como sempre defendi a ideia de que os ME tinham que ter espa\u00e7os pr\u00f3prios, tamb\u00e9m impulsei atividades nas quais os associados do Instituto foram os atores e respons\u00e1veis de suas atividades, assim como ter espa\u00e7os entre eles para debater e estudar, sendo o cartel o lugar privilegiado. No curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, introduzimos o trabalho em cartel como forma de estimular o trabalho escrito. Era dif\u00edcil entender que cada um tinha que fazer sua produ\u00e7\u00e3o escrita individual e que apenas a elabora\u00e7\u00e3o era grupal. Era necess\u00e1rio um <em>paper<\/em> por cada aula.<\/p>\n<p>Aqui entra a <em>Lapsus<\/em>. Vimos ent\u00e3o que uma dificuldade dos associados era a de escrever e que nos cursos, nos per\u00edodos que era necess\u00e1rio apresentar textos, sempre apareciam crises.<\/p>\n<p><em>Lapsus<\/em> seria a revista deles, para escrever.<\/p>\n<p>Nasceu com algumas premissas: n\u00e3o \u00e9 um boletim informativo, ainda que possa veicular alguma informa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 para convidar estrelas a fazer textos, ainda que \u00e0s vezes possa ser conveniente. \u00c9 fundamentalmente para que os associados escrevam textos sobre o que est\u00e3o estudando e pensando, principalmente apontando \u00e0 psican\u00e1lise pura e \u00e0s entrevistas, que implicam um entrevistador associado. <em>Lapsus<\/em> foi fundada para que os associados aprendam a escrever, dirigir publica\u00e7\u00f5es, organizar debates, no contexto do discurso anal\u00edtico. Assim, diretor e comiss\u00e3o de reda\u00e7\u00e3o eram formados por associados. Eu apenas assumi a fun\u00e7\u00e3o de assessor, o que tamb\u00e9m era uma exig\u00eancia do Instituto de Paris, na medida em que assim era o \u00faltimo respons\u00e1vel do produto do IPB. O nome <em>Lapsus<\/em> foi escolhido entre todos: cada um deu um nome e fomos peneirando at\u00e9 chegarmos a <em>Lapsus<\/em>. Acredito que tenha sido Rog\u00e9rio, bem jovem na \u00e9poca, que tenha sugerido esse nome.<\/p>\n<p>O que distingue nossa Escola e a AMP de outros grupos \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica ao real e ao passe.<\/p>\n<p>Entre os semin\u00e1rios 1 a 6 transcorre o tempo do simb\u00f3lico e do imagin\u00e1rio.<\/p>\n<p>No Semin\u00e1rio 7, a orienta\u00e7\u00e3o lacaniana girar\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o ao real. Nesse Semin\u00e1rio, Lacan, pela primeira vez, abre explicitamente um projeto novo, ao qual aspira \u2013 e o diz com todas as palavras \u2013 iniciar um projeto sistem\u00e1tico de pesquisa sobre o real. Ele deixa de lado o que \u00e9 comum \u00e0s \u00e9ticas \u2013 refletir sobre o ideal, o bem e as formas para alcan\u00e7\u00e1-los \u2013 e decide tomar o caminho contr\u00e1rio, ir ao inverso, no sentido \u201cde um aprofundamento na no\u00e7\u00e3o de real\u201d. Este projeto tem seu ponto alto no Semin\u00e1rio 19, quando profere H\u00e1 Um, e se estender\u00e1 at\u00e9 o Semin\u00e1rio 23, quando estabelece o sinthoma como a via cl\u00ednica privilegiada e afirma: \u201cO real \u00e9 sem lei\u201d. A dire\u00e7\u00e3o da cura n\u00e3o mais se orienta no sentido, mas no sem-sentido.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, o real aparece por meio da associa\u00e7\u00e3o que se estabelece entre o real, o imposs\u00edvel e a morte. Ao pensar sobre o real, dele nos afastamos porque ele \u00e9 irrepresent\u00e1vel, n\u00e3o se diz, n\u00e3o se escreve, n\u00e3o se imagina. O real h\u00e1. N\u00e3o conhece o sujeito ou o ser; apenas existe como exterior ao saber. N\u00e3o obedece a nenhum sistema, nem tem ordem. O real \u00e9 sem lei.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d \u00e9 uma modalidade de Lacan dizer da separa\u00e7\u00e3o radical do real com o simb\u00f3lico e o imagin\u00e1rio.<\/p>\n<p>O gozo \u00e9 o real da experi\u00eancia. \u00c9 como gozo que o real se faz presente na cl\u00ednica. O gozo verdadeiro, a satisfa\u00e7\u00e3o pulsional, a <em>Befriedigung<\/em>, n\u00e3o se encontra nem no imagin\u00e1rio nem no simb\u00f3lico, ela \u00e9 da ordem do real. Entretanto, continua a dizer Lacan, a psican\u00e1lise \u00e9 uma experi\u00eancia que destaca a fun\u00e7\u00e3o fecunda do desejo.<\/p>\n<p>Destaco duas quest\u00f5es cruciais nas perguntas: como relacionar gozo com desejo, se \u00e9 que existe ainda interesse pelo desejo; e a segunda \u00e9 sobre a transfer\u00eancia.<\/p>\n<p>Come\u00e7o pela transfer\u00eancia. Acho interessante entrar em detalhes sobre a transfer\u00eancia hoje, e faz\u00ea-lo precisamente desde o matema da transfer\u00eancia, que pertence ao segundo momento do ensino de Lacan, etapa na qual seu sustento cl\u00ednico fundamental est\u00e1 no fantasma.<\/p>\n<p>Para Lacan, fica claro que \u00e9 o saber de S\u00f3crates o que as pessoas amam. O saber que de S\u00f3crates \u00e9 uma joia agalm\u00e1tica, \u00e9 propriamente o objeto agalma. Dessa maneira, Lacan outorga ao saber a categoria de objeto. \u00c9 o objeto saber a causa do desejo do analisante. Realiza-se, no discurso anal\u00edtico, no eixo diagonal que vai do sujeito ao saber verdadeiro, o S<sub>2<\/sub> no lugar da verdade. O S<sub>1<\/sub>, que no matema da transfer\u00eancia se chama significante da transfer\u00eancia, transporta em si a escritura do gozo Um, gozo do campo Uniano, gozo opaco sem significante, por\u00e9m que se presta \u00e0 leitura. Alinhar-se ao gozo masoquista do sinthoma desde o primeiro momento implica ouvir o conselho, raro, que nos d\u00e1 Lacan no Semin\u00e1rio 19. A frase \u00e9: \u201c[&#8230;] o primeiro passo da experi\u00eancia anal\u00edtica \u00e9 introduzir nela o Um, como o analista que se \u00e9.\u201d (p. 123). Isto significa que, no pr\u00f3prio matema da transfer\u00eancia, o S<sub>1<\/sub> inaugural da primeira entrevista \u2013 o significante da transfer\u00eancia \u2013- j\u00e1 traz consigo as marcas do gozo Um. E Lacan repete que em todo S<sub>1<\/sub> h\u00e1 algo do Um Uniano.<\/p>\n<p>Ao fundar o campo Uniano, Lacan cria uma nova presen\u00e7a do significante e do corpo. O significante Uniano \u00e9 um puro existir como gozo sem significante, ainda que produto de uma opera\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica que permite existir sem ser.<\/p>\n<p>Por meio do significante da transfer\u00eancia o sujeito se representa ante o saber do Outro. O futuro analisante cr\u00ea que o Outro sabe. H\u00e1 no in\u00edcio uma cren\u00e7a de estrutura, de veia. Diz Lacan que h\u00e1 uma resposta, que h\u00e1 quem pode saber a resposta. Este elemento estrutural \u00e9 o Sujeito Suposto Saber.<\/p>\n<p>Temos ent\u00e3o um sujeito, a rigor dever\u00edamos escrever falasser, representado pelo significante da transfer\u00eancia e um analista. Para fazer entrar o Um no jogo, o analista tem que se alinhar, ou seja, fazer uma leitura dos ind\u00edcios do gozo masoquista nas resson\u00e2ncias, iterativamente presentes, ou seja, que se repetem nos diversos significantes 1 orientadores do discurso. Cabe mais falasser que sujeito n\u00e3o porque n\u00e3o h\u00e1 sujeito, mas porque o falasser indica que, al\u00e9m do sujeito, h\u00e1 um elemento substancial, o corpo e o gozo.<\/p>\n<p>Ao saber ser capaz de alinhar-se \u00e0s resson\u00e2ncias do gozo, o saber do analista vira um objeto de amor e coloca em movimento uma articula\u00e7\u00e3o in\u00e9dita: o amor ao saber como objeto agalm\u00e1tico contido em um ser, o analista. \u00c9 pela via do amor que se inicia a transfer\u00eancia, que atua permitindo o gozo mutar em mais amor e desejo. A muta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma no\u00e7\u00e3o nova que merece estudo especial. Esse amor ao saber participa da transfer\u00eancia de trabalho que inclui o estudo, a pesquisa e o trabalho da transfer\u00eancia desliza na diagonal do sujeito ao saber verdadeiro. Isto une transferencialmente associados do IPB \u00e0 tarefa da Escola de pesquisar o que \u00e9 um analista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1, Bernardino! 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