{"id":2232,"date":"2023-12-20T14:51:18","date_gmt":"2023-12-20T17:51:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=2232"},"modified":"2023-12-20T14:51:18","modified_gmt":"2023-12-20T17:51:18","slug":"o-laco-se-faz-com-a-palavra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2023\/12\/20\/o-laco-se-faz-com-a-palavra\/","title":{"rendered":"O la\u00e7o se faz com a palavra"},"content":{"rendered":"<h6>Maria Clara Carneiro Bastos<br \/>\n<em>Aluna do Curso Teoria da Psican\u00e1lise de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana (TPOL\/IPB)<\/em><\/h6>\n<p><strong>Do imposs\u00edvel&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Educar, governar e psicanalisar s\u00e3o of\u00edcios imposs\u00edveis, segundo Freud (1973\/1996) em <em>An\u00e1lise Termin\u00e1vel e Intermin\u00e1vel<\/em>, onde algo dessa impossibilidade demonstra sua face segundo o fator quantitativo da puls\u00e3o como \u201cum obst\u00e1culo no caminho da cura anal\u00edtica\u201d (p. 28). Como num tempo de compreender, retomo a fina sensibilidade freudiana, como arte de leitura do singular ao localizar a an\u00e1lise na posi\u00e7\u00e3o do imposs\u00edvel, que s\u00f3 encontra via de possibilidade a partir da palavra. De pronto, uma quest\u00e3o irrompe: o que est\u00e1 em jogo na interpreta\u00e7\u00e3o do analista?<\/p>\n<p>Por sua posi\u00e7\u00e3o, longe de endere\u00e7ar respostas como verdade, como impera o discurso cient\u00edfico, a psican\u00e1lise abre espa\u00e7o para o vazio. A causa anal\u00edtica demonstra sua marca, \u00e9tica e pol\u00edtica desde <em>O projeto para uma psicologia cient\u00edfica<\/em>, onde a mesma tem sua origem na teoria freudiana, apresentando uma descontinuidade radical com a racionalidade de seu tempo. Freud (1900\/1969), funda a psican\u00e1lise ao desvelar o sentido oculto dos sintomas conversivos atrav\u00e9s dos casos cl\u00e1ssicos de histeria, identificando que ali onde o recalque impera, o corpo fala, indicando um saber inconsciente.<\/p>\n<p>Na virada epistemol\u00f3gica de 1920, Freud (1920\/2020) introduz o mais al\u00e9m do princ\u00edpio do prazer, indicando que h\u00e1 sempre um resto pulsional que n\u00e3o atinge a satisfa\u00e7\u00e3o, por isso retorna. Como efeito, apresenta os limites desse of\u00edcio frente a este resto, irrepresent\u00e1vel, que est\u00e1 na base da compuls\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o e na inapreens\u00e3o da castra\u00e7\u00e3o. O traum\u00e1tico insiste e persiste, apesar do prazer e desprazer que provoca. Como nos indica Lacan, h\u00e1 um limite na ordem simb\u00f3lica incapaz de sustentar a homeostase do corpo vivo.<\/p>\n<p>A psican\u00e1lise opera, sobretudo, a partir do fracasso. Aqui, fala-se do fracasso que n\u00e3o tem como oposi\u00e7\u00e3o, o sucesso. Trata-se de um fracasso \u00edmpar, que desvela as marcas do inconsciente de cada um. Freud (1900\/1969) em A <em>interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos,<\/em> lan\u00e7a m\u00e3o do campo do realismo pragm\u00e1tico e sincr\u00f4nico, dirigindo-se ao saber de ordem inconsciente e suas forma\u00e7\u00f5es, que ao interpretar a composi\u00e7\u00e3o e os significados ocultos nos sonhos encontra as brechas do aparelho ps\u00edquico, demarcando seu corte inaugural.<\/p>\n<p>O fracasso \u00e9 o que marca a entrada em an\u00e1lise, mas, tamb\u00e9m, anuncia seu fim. \u00c9 preciso que o sentido fracasse para que advenha o que est\u00e1 em jogo com o sintoma, como um exerc\u00edcio cont\u00ednuo de <em>desinterpreta\u00e7\u00e3o<\/em>. \u00c9ric Laurent (2010) disserta que \u201co psicanalista aborda tudo do ponto de vista do fracasso: o ato falho, o sintoma, o ato sintom\u00e1tico, o truque que rateia, a coisa que manca. Sobre as coisas que t\u00eam sucesso, o psicanalista n\u00e3o tem muita coisa pra dizer\u201d (p. 99). H\u00e1, com isso, uma virada que se d\u00e1 a partir da forma como a psican\u00e1lise compreende os fen\u00f4menos inconscientes.<\/p>\n<p>O real, inven\u00e7\u00e3o lacaniana para abordar o imposs\u00edvel que chega na cl\u00ednica, traz a dimens\u00e3o do furo, do que escapa a nomea\u00e7\u00e3o e n\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel \u00e0 decifra\u00e7\u00e3o, \u00e9 o sem sentido, a marca de gozo de cada um. O imposs\u00edvel que chega na cl\u00ednica, demonstra as nuances daquilo que a linguagem n\u00e3o alcan\u00e7a e a an\u00e1lise n\u00e3o apazigua, sob o qual o axioma \u201cn\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual\u201d (LACAN, 1972\/2008) demonstra a face da impossibilidade. A psican\u00e1lise, como uma pr\u00e1xis, d\u00e1 lugar ao sujeito que o racionalismo recusou, distinguindo-se da ci\u00eancia porque se endere\u00e7a a um sujeito respons\u00e1vel, e, \u00e9 a partir dessa posi\u00e7\u00e3o que o ato anal\u00edtico opera.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica se faz na <em>extraterritorialidade<\/em> que permite que o desejo do analista seja \u201co lugar de onde est\u00e1 de fora sem pensar nele, mas no qual encontrar-se \u00e9 ter sa\u00eddo para valer\u201d (LACAN, 1967-1968). Mas ao falar desse lugar, me defronto com esse espa\u00e7o que \u201cse faz em ato\u201d, e \u00e9 nesse ponto que o ato e a leitura, como um mais al\u00e9m da interpreta\u00e7\u00e3o, tornam-se acontecimento, no sentido da conting\u00eancia. Sublinho que, para Lacan, a experi\u00eancia excede a realidade no sentido da raz\u00e3o kantiana. \u00c9 nesse sentido que a quest\u00e3o que alicer\u00e7a uma defini\u00e7\u00e3o para a experi\u00eancia psicanal\u00edtica est\u00e1 em tomar as coordenadas que excedem as margens dos registros Simb\u00f3lico e Imagin\u00e1rio, dirigindo-se, sobretudo, ao Real.<\/p>\n<p>Miller (2015) em <em>Ler um sintoma,<\/em> discorre que o ato anal\u00edtico se faz na experi\u00eancia do inconsciente. Aqui, o inconsciente j\u00e1 traz a marca da orienta\u00e7\u00e3o ao Real, que causa um saber sem sujeito, e, \u00e9 justamente dessa posi\u00e7\u00e3o que \u201cfaz a verdade\u201d (LACAN, 1967\/2003, p. 302-310) do discurso analista. N\u00e3o \u00e0 toa, \u00e9 no engano do sujeito suposto saber que habita a verdade, tendo como m\u00e1xima \u201cfazer-se produzir do objeto a com o objeto a\u201d (LACAN, 1969\/2003, p. 308).<\/p>\n<p>O que me parece \u00e9 que o cerne \u00e0 quest\u00e3o n\u00e3o est\u00e1, propriamente, no ato anal\u00edtico, mas nas condi\u00e7\u00f5es que ele cria para tal. Desse modo, entendo que \u00e9 pelo ato que se escreve e que se l\u00ea, lugar que faz funcionar o saber na posi\u00e7\u00e3o de verdade, mas, tamb\u00e9m, a faz vacilar. E, isso se extrai da experi\u00eancia de cada an\u00e1lise, sempre singular. Nesse ponto, Paulo Gabrielli no N\u00facleo de Investiga\u00e7\u00e3o da T\u00e9cnica Psicanal\u00edtica deste Instituto adverte: \u201ca presen\u00e7a do analista \u00e9 um conceito, n\u00e3o uma pessoa\u201d.<\/p>\n<p>O psicanalista \u201cautoriza\u201d as condi\u00e7\u00f5es desse ato numa temporalidade que lhe habilita da sua fun\u00e7\u00e3o. O psicanalista opera a partir do \u201cn\u00e3o penso\u201d. Esse \u201cn\u00e3o penso\u201d \u00e9 concomitante com a proposta do objeto a. \u00c9 poder dar a condi\u00e7\u00e3o para que fa\u00e7a valer a dimens\u00e3o de semblante dos significantes mestres que amorda\u00e7am o gozo no fantasma. E essa leitura s\u00f3 se faz no <em>Um<\/em>. Por isso, n\u00e3o h\u00e1 como pensar em interpreta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica sem tocar na dimens\u00e3o do <em>Um<\/em>. Da \u00e9tica que estrutura a opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica e traz a marca de um fazer pol\u00edtico.<\/p>\n<p><strong>Do Um&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Em um primeiro tempo do ensino de Lacan, a partir do Semin\u00e1rio <em>A identifica\u00e7\u00e3o<\/em>, a quest\u00e3o do <em>Um<\/em> estava esclarecida a partir daquilo que Freud denominou de <em>tra\u00e7o \u00fanico<\/em>. Nesse momento, todo significante \u00e9 constitu\u00eddo pelo tra\u00e7o, tendo em sua g\u00eanese a marca de um tra\u00e7o \u00fanico como suporte. Ele parte da teoria de Freud sobre a identifica\u00e7\u00e3o, transformando o <em>\u00fanico<\/em> freudiano em <em>un\u00e1rio<\/em>. Essa opera\u00e7\u00e3o introduz essa concep\u00e7\u00e3o do <em>um<\/em>, fundamento que demonstra a diferen\u00e7a do conceito de identifica\u00e7\u00e3o pela via simb\u00f3lica, dando lugar de que o <em>um<\/em> perpassa as identifica\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias.<\/p>\n<p>O <em>tra\u00e7o un\u00e1rio <\/em>se apresenta no lugar do apagamento do objeto, sendo um tra\u00e7o de pura diferen\u00e7a, que marca a divis\u00e3o do sujeito pela pr\u00f3pria linguagem, onde algo, que diz respeito ao objeto, se perde. O nome pr\u00f3prio seria um exemplo de <em>tra\u00e7o un\u00e1rio<\/em>, na medida em que se situa como marca distintiva e n\u00e3o se traduz.<\/p>\n<p>\u00c9 o <em>tra\u00e7o un\u00e1rio<\/em> que inscreve no real do ser falante a diferen\u00e7a como tal, posto que no real n\u00e3o h\u00e1 nada. O tra\u00e7o apaga a Coisa, dela restando apenas rastros. O <em>tra\u00e7o un\u00e1rio<\/em> \u00e9, portanto, significante n\u00e3o de uma presen\u00e7a, mas de uma aus\u00eancia apagada que, a cada volta, a cada repeti\u00e7\u00e3o presentifica-se como aus\u00eancia. \u00c9 a\u00ed que Lacan localiza o ponto radical, suposto na origem do inconsciente. Ele aproxima a fun\u00e7\u00e3o do <em>tra\u00e7o un\u00e1rio<\/em> do que Freud chama de narcisismo das pequenas diferen\u00e7as, dizendo que \u00e9 a partir de uma pequena diferen\u00e7a, que acomoda o prop\u00f3sito narc\u00edsico. Nesta dire\u00e7\u00e3o, o sujeito se constitui como portador ou n\u00e3o deste <em>tra\u00e7o un\u00e1rio<\/em>. Nesse ponto, h\u00e1 o <em>Um Uniano<\/em>.<\/p>\n<p>Mas, afinal, o que est\u00e1 em jogo na interpreta\u00e7\u00e3o do analista? Lacan (1958\/2003) diz que \u201ca psican\u00e1lise verdadeira tem seu fundamento na rela\u00e7\u00e3o do homem com sua fala\u201d (p. 173). \u00c9 por reconhecer a impossibilidade de um desejo satisfeito, que a pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o transferencial se estrutura na falta, no \u201cterrit\u00f3rio das bestialidades\u201d, no irrepresent\u00e1vel. A palavra \u00e9 o rastro, o que permite a posi\u00e7\u00e3o do analista produzir efeitos, \u00e9 por sua via que se a vacila as resist\u00eancias e que se faz o la\u00e7o transferencial. N\u00e3o sem ang\u00fastias, todo la\u00e7o se faz, sen\u00e3o, pela palavra. <em>\u00a0<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h6>REFER\u00caNCIAS<\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1900). A interpretac\u0327a\u0303o dos sonhos. Em: Edic\u0327a\u0303o standard brasileira das obras psicolo\u0301gicas completas de Sigmund Freud, Vol. IV e V, Rio de Janeiro, Imago, 1969.<\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1920\/2020). Al\u00e9m do Princ\u00edpio do Prazer. In Obras Completas de Sigmund Freud, S\u00e3o Paulo, Aut\u00eantica.<\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1937\/2010). An\u00e1lise Termin\u00e1vel e Intermin\u00e1vel\u201d. In Obras Completas de Sigmund Freud, S\u00e3o Paulo, Companhia das Letras.<\/h6>\n<h6>FREUD, S. (1950[1895]). Projeto para uma psicologia cient\u00edfica. In: FREUD, S. Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud. v. 1. Rio de Janeiro: Imago, 1990, p. 385-529.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1958\/2003). A psican\u00e1lise verdadeira, e a falsa. In: Outros Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1967). Alocu\u00e7\u00e3o sobre o ensino. In: Outros Escritos. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003. pp. 302-310.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1967-1968). O Semin\u00e1rio, Livro XV, O ato psicanal\u00edtico. In\u00e9dito.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1969). O ato psicanal\u00edtico. Resumo do Semin\u00e1rio de 1967-1968. In: Outros Escritos. Tradu\u00e7\u00e3o Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. pp. 308.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. (1972\/2008). O Semin\u00e1rio, livro 20: Mais, ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.<\/h6>\n<h6>LACAN, J. A Identifica\u00e7\u00e3o. In O Semin\u00e1rio, livro 9,1961-2.<\/h6>\n<h6>LAURENT, E. (2010) \u201cO nome do Pai entre o realismo e nominalismo\u201d. In: Op\u00e7\u00e3o lacaniana, n\u00ba 58. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Eolia.<\/h6>\n<h6>MILLER, J-A. (2010). Extimidad. Buenos Aires: Paid\u00f3s.<\/h6>\n<h6>MILLER, J-A. (2015). Ler um sintoma. In: Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, n.70. S\u00e3o Paulo: Eolia.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maria Clara Carneiro Bastos Aluna do Curso Teoria da Psican\u00e1lise de Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana (TPOL\/IPB) Do imposs\u00edvel&#8230; Educar, governar e psicanalisar s\u00e3o of\u00edcios imposs\u00edveis, segundo Freud (1973\/1996) em An\u00e1lise Termin\u00e1vel e Intermin\u00e1vel, onde algo dessa impossibilidade demonstra sua face segundo o fator quantitativo da puls\u00e3o como \u201cum obst\u00e1culo no caminho da cura anal\u00edtica\u201d (p. 28). 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