{"id":2343,"date":"2025-12-18T08:41:24","date_gmt":"2025-12-18T11:41:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=2343"},"modified":"2025-12-18T08:41:24","modified_gmt":"2025-12-18T11:41:24","slug":"nao-ha-formacao-analitica-entao-o-que-ha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2025\/12\/18\/nao-ha-formacao-analitica-entao-o-que-ha\/","title":{"rendered":"N\u00e3o h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o anal\u00edtica. Ent\u00e3o, o que h\u00e1?"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Nelson Matheus Silva<br \/>\n<\/em><\/strong>Associado ao Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia<br \/>\nPsicanalista praticante em Recife<br \/>\nParticipou da experi\u00eancia da NPJ na EBP (2023-25)<\/p>\n<blockquote><p>N\u00e3o h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o anal\u00edtica; h\u00e1 apenas forma\u00e7\u00f5es do inconsciente (Lacan, 1973\/1975, p. 191).<\/p><\/blockquote>\n<p>J\u00e1 repetimos por diversas vezes como Lacan se op\u00f4s \u00e0 ortodoxia da Associa\u00e7\u00e3o fundada por Freud, a qual tentava assegurar um modelo particular de forma\u00e7\u00e3o em psican\u00e1lise, com seus didatas e sua pol\u00edtica, para p\u00f4r um acento na experi\u00eancia. A cita\u00e7\u00e3o escolhida para esta <em>Disciplina do Coment\u00e1rio<\/em> me lan\u00e7ou, contudo, em um paradoxo que tento resolver no que concerne \u00e0 minha pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o, uma vez que ela coloca em destaque, e em tens\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o entre a forma\u00e7\u00e3o e o saber.<\/p>\n<p>A substitui\u00e7\u00e3o do sistema pela s\u00e9rie, da fixa\u00e7\u00e3o pelo franqueamento, da verifica\u00e7\u00e3o do saber adquirido pelo passo adiante marca o modo como o ensino e a forma\u00e7\u00e3o anal\u00edtica se organizaram a partir daquilo que Lacan veio a chamar de <em>um discurso<\/em>. A experi\u00eancia, entretanto, \u00e0 qual me refiro n\u00e3o se trata daquela acumulada, n\u00e3o estamos diante da l\u00f3gica do cont\u00e1vel que visaria \u00e0 unidade e nos conduziria a um conjunto fechado. O que se privilegia \u00e9 a experi\u00eancia <em>um por um<\/em> no discurso anal\u00edtico, uma <em>experi\u00eancia<\/em>, escreve Lacan (1972\/2003, p. 312) em sua \u201cNota italiana\u201d, <em>do saber<\/em>. Quando o discurso toma forma, o saber assume o lugar da verdade.<\/p>\n<p>\u00c9 justo ao redor do significante verdade que <em>a psican\u00e1lise se constr\u00f3i<\/em> (Bonnaud, s\/d.). No primeiro tempo do ensino de Lacan, o verdadeiro se sobrep\u00f5e ao real, culminando, por fim, em revelar sua impossibilidade: por ser imposs\u00edvel de todo diz\u00ea-la, se torna <em>veridade<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>, mente, a verdade \u00e9 uma variedade. No \u00e2mbito da experi\u00eancia do discurso anal\u00edtico, o saber adquire um valor que lhe \u00e9 pr\u00f3prio; saber-<em>verdade<\/em> se op\u00f5e, desse modo, ao que vou chamar aqui de saber-<em>conhecimento<\/em>. O conhecimento, este sim, est\u00e1 na ordem do cont\u00e1bil. \u00c9 aqui que a cita\u00e7\u00e3o desta <em>Disciplina do Coment\u00e1rio<\/em> adquire seu valor: \u201cn\u00e3o h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o anal\u00edtica; h\u00e1 apenas forma\u00e7\u00f5es do inconsciente\u201d (Lacan, 1973\/1975, p. 191).<\/p>\n<p>Lacan profere essa fala j\u00e1 num tempo adiantado de seu ensino, em 1973, em sua interven\u00e7\u00e3o no Congresso da Escola Freudiana de Paris, na cidade francesa La Grande-Motte. Ao tomar a palavra sobre a experi\u00eancia do passe, ele faz o caminho inverso que havia feito em sua \u201cProposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola\u201d (Lacan, 1967\/2003) e toma a forma\u00e7\u00e3o em primeiro plano para enfatizar onde ela deve ser localizada:<\/p>\n<blockquote><p>Eis o que obtenho ap\u00f3s ter proposto esta experi\u00eancia (o passe). Obtenho algo que, justamente, n\u00e3o \u00e9 absolutamente da ordem do discurso do mestre, nem do magist\u00e9rio, ainda bem menos alguma coisa que partiria da ideia de forma\u00e7\u00e3o; eu falei das forma\u00e7\u00f5es do inconsciente [\u2026]: nunca falei da forma\u00e7\u00e3o anal\u00edtica. Eu falei de forma\u00e7\u00e3o do inconsciente. N\u00e3o h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, mas, da an\u00e1lise, emerge uma experi\u00eancia que \u00e9 erroneamente qualificada como did\u00e1tica. N\u00e3o \u00e9 a experi\u00eancia que \u00e9 did\u00e1tica [\u2026], por que creem voc\u00eas que eu tentei apagar por completo este termo, did\u00e1tica, e que falei de psican\u00e1lise pura? [\u2026] Isso n\u00e3o impede uma an\u00e1lise de ser did\u00e1tica, mas o didatismo da coisa, eis como melhor o situamos: dei-lhes uma li\u00e7\u00e3o sobre ele no ano passado<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, sobre o que est\u00e1 em jogo na chamada experi\u00eancia interrogativa em rela\u00e7\u00e3o ao animal. Colocamos, como voc\u00eas sabem, diversos animais em pequenos labirintos. [\u2026] O que fazemos? N\u00f3s os ensinamos a aprender. [\u2026] Assim, vendo as coisas por este \u00e2ngulo, ap\u00f3s uma experi\u00eancia anal\u00edtica que implica certamente a conquista de um saber, do que se pode abordar deste saber que est\u00e1 ali antes de o sabermos, a saber, o inconsciente [\u2026]. \u00c9 neste sentido, e somente neste sentido, que uma an\u00e1lise \u00e9 did\u00e1tica (Lacan, 1973\/1975, p. 191).<\/p><\/blockquote>\n<p>Isso \u00e9 o avesso do que era sustentado pelos p\u00f3s-freudianos no que tange \u00e0 forma\u00e7\u00e3o: eles se propunham a serem capazes de dizer o que era e o que n\u00e3o era a psican\u00e1lise na tentativa de sustentar uma <em>enuncia\u00e7\u00e3o coletiva<\/em> (Miller, 2003a, p. 6). Dizer que h\u00e1 apenas forma\u00e7\u00f5es do inconsciente destaca o saber enquanto <em>suposto<\/em> e que a forma\u00e7\u00e3o do analista passa por uma <em>reabsor\u00e7\u00e3o<\/em> (Miller, 2003a, p. 7) da pr\u00f3pria experi\u00eancia anal\u00edtica. <em>Analisantes perp\u00e9tuos<\/em> \u2013 \u00e9 como dir\u00e1 Miller (2009, p. 21) ao expor sua aspira\u00e7\u00e3o para a Escola.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, mas h\u00e1 a Escola. Nela, expor um saber \u00e9 dizer de uma verdade que p\u00f5e em ato o lugar do sujeito no discurso. \u201cA pol\u00edtica lacaniana \u00e9 uma pol\u00edtica da enuncia\u00e7\u00e3o\u201d (Tarrab, 2020). \u00c9 desse modo que a Escola passa a ser um lugar de inseguran\u00e7a (Miller, 2023a, p. 224): ela impossibilita o estabelecimento de uma enuncia\u00e7\u00e3o <em>para todos<\/em>, isso n\u00e3o impede, por sua vez, que nela se possa encontrar um ref\u00fagio para o mal-estar na cultura.<\/p>\n<p>Uma <em>forma\u00e7\u00e3o por<\/em> <em>imers\u00e3o<\/em> (Miller, 2001\/2006)<em>.<\/em> Essa foi a proposta lan\u00e7ada por Lacan; uma submers\u00e3o do sujeito no \u00e2mbito do saber, o que o convida a nadar, a inventar um caminho que lhe seja pr\u00f3prio. A respeito dessa passagem de analisante a analista, h\u00e1 a\u00ed uma <em>sombra espessa<\/em> (Lacan, 1967\/2003, p. 258), e \u00e9 por meio da Escola que ela pode ser dissipada. \u00c9 ainda na \u201cProposi\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d que Lacan dir\u00e1 que mais al\u00e9m do praticante se autoproclamar como tal, \u201cisso n\u00e3o impede que a Escola garanta que um analista dependa de sua forma\u00e7\u00e3o\u201d (Lacan, 1967\/2003, p. 248).<\/p>\n<p>Tomar como o referente \u00e0 experi\u00eancia de Escola, como essa experi\u00eancia no saber, a possibilidade de se verificar que algu\u00e9m esteja imerso no discurso anal\u00edtico coloca uma vez mais o acento no saber enquanto verdade, condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel que permite que algu\u00e9m se forme naquilo que faria tal saber advir, isto \u00e9, a ignor\u00e2ncia, uma \u201cpaix\u00e3o que deve dar sentido a toda a forma\u00e7\u00e3o anal\u00edtica\u201d (Lacan, 1955\/1998, p. 360).<\/p>\n<p>A paix\u00e3o pela ignor\u00e2ncia, discernida do obst\u00e1culo interno que ela pode representar para uma an\u00e1lise \u2013 a partir do <em>n\u00e3o querer saber<\/em> \u2013, coloca algu\u00e9m frente ao desejo de saber, condi\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel de se dizer sem que haja minimamente circunscrito o que \u00e9 para cada um a causa de seu horror de saber. Disso resulta o que o analista deve saber: saber ignorar aquilo que sabe. \u201cO fruto positivo da revela\u00e7\u00e3o da ignor\u00e2ncia \u00e9 o n\u00e3o-saber, que n\u00e3o \u00e9 uma nega\u00e7\u00e3o do saber, por\u00e9m sua forma mais elaborada\u201d (Lacan, 1955\/1998, p. 360), uma douta ignor\u00e2ncia. <em>Querer saber<\/em>, ali onde antes havia um <em>n\u00e3o querer saber<\/em>, marca um giro no discurso e aponta para o que pode vir a ser o emergir de um desejo como causa, a inven\u00e7\u00e3o de um <em>amor in\u00e9dito<\/em>.<\/p>\n<p>O acento, quando posto no amor e no seu objeto privilegiado, o saber, desvela-o e o mostra <em>em fracasso<\/em> (Lacan, 1971\/2003, p. 17-18); n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o o ser. Na demanda de amor, o que se vela \u00e9 o seu objeto, o saber enquanto <em>suposi\u00e7\u00e3o<\/em>. Lacan diz que \u201caquele a quem eu suponho o saber, o amo\u201d (Lacan, 1972-1973\/1985, p. 91). S\u00f3crates j\u00e1 havia nos ensinado que o objeto agalmatizado \u00e9 o saber. E se esse objeto p\u00f4de ser deslocado dele para Agat\u00e3o \u00e9 justo porque era o pr\u00f3prio Alcib\u00edades a agalma, era nele que estava o saber, um saber n\u00e3o sabido. Aqui j\u00e1 nos mostra tamb\u00e9m a estrutura do encontro daquilo que adv\u00e9m como desencontro. O que se demanda no amor \u00e9 outra coisa.<\/p>\n<p>N\u00e3o poder\u00edamos tomar aqui o desencontro como essa descontinuidade para frisar com isso que a forma\u00e7\u00e3o do analista seria uma \u201csucess\u00e3o de rupturas\u201d (Brodsky, 2023, p. 119)? Isto \u00e9, n\u00e3o se trata nem de progresso nem de <em>curriculum<\/em>. N\u00e3o se trata de uma continuidade de onde se poderia extrair uma garantia. Trata-se de \u201cmomentos fecundos\u201d (Gorostiza, 2011, p. 3) a serem verificados <em>apr\u00e8s coup<\/em>. Seja na pr\u00e1tica, no controle, na teoria ou na pr\u00f3pria an\u00e1lise, n\u00e3o h\u00e1 nenhum <em>le dimanche de la vie<\/em> (Silva, 2023) \u2013 foi o que me ensinou Queneau. A pot\u00eancia da psican\u00e1lise n\u00e3o estaria exatamente a\u00ed, em poder sustentar que h\u00e1 um furo no saber? Por essa raz\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 como conceber a Escola a n\u00e3o ser como um conjunto aberto: <em>uma prolifera\u00e7\u00e3o de furos (<\/em>Brodsky, 2020, p. 55). E isso convoca cada um a jogar a partir de suas pr\u00f3prias cartas.<\/p>\n<p>No que tange \u00e0s admiss\u00f5es, entretanto, a Escola, na experi\u00eancia que oferece, deixou de lado os<em> jovens<\/em> (Miller, 2023b). E n\u00e3o haveria de ser diferente. Um <em>curriculum<\/em> passou a exigir um percurso \u201cimposs\u00edvel de se cumprir antes dos 50 anos de idade\u201d (Miller, 2024, p. 22). Esta observa\u00e7\u00e3o feita por Miller, por\u00e9m, levou a AMP a decidir por uma Pol\u00edtica da Juventude, o que me parece reorientar a dire\u00e7\u00e3o da Escola, fazendo dela um lugar para que os mais jovens possam formar-se nela e com ela contar a fim de se conduzirem.<\/p>\n<p><em>Uma placa sens\u00edvel.<\/em> \u00c9 assim que Alberti (2023) interpreta a juventude, sens\u00edvel ao discurso contempor\u00e2neo. Assim, ela situa a import\u00e2ncia dos jovens na Escola como uma <em>necessidade de discurso<\/em>, uma necessidade de que exista a psican\u00e1lise. Lacan via no novo o tra\u00e7o do verdadeiro (Miller, 2001\/2003b, p. 9). Dizer que aos jovens, ou \u00e0 juventude, lhes falta tempo \u00e9 nutrir nisso um sonho de eternidade, um sonho que \u201cnega a castra\u00e7\u00e3o que cada um porta e o infal\u00edvel de crer que se pode dizer qual \u00e9 o tempo que falta\u201d (Zelaya, 2023, p. 40).<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o anal\u00edtica, mas pode haver uma experi\u00eancia como ato. Sabemos que um ato s\u00f3 pode ser assim chamado por ser efeitos, mas antes, por ter se fundado numa n\u00e3o garantia. No ato, sempre se est\u00e1 sozinho, \u00e9 sempre um por um. Laurent Dupont (s\/d.), em uma interven\u00e7\u00e3o junto \u00e0 revista <em>Factor a<\/em>, enfatiza que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel dizer que houve uma experi\u00eancia quando algo novo surgiu dali. Uma experi\u00eancia \u00e9 um ato. O novo pode surgir ou n\u00e3o. \u201cSe a experi\u00eancia est\u00e1 centrada no ac\u00famulo do vivido, n\u00e3o h\u00e1 experi\u00eancia como ato\u201d, ele diz.<\/p>\n<p>Ler a forma\u00e7\u00e3o como uma experi\u00eancia \u00e9 dizer tamb\u00e9m onde ela vai se alojar: da an\u00e1lise \u00e0 Escola, e retorno. A experi\u00eancia sempre adv\u00e9m de algo contingente, que \u201cp\u00f5e \u00e0 prova o desejo do analista em sua rela\u00e7\u00e3o com a Escola\u201d (Dupont, s\/d.). Como para cada um se fez existir essa dimens\u00e3o, essa confronta\u00e7\u00e3o com o S(\u023a), \u00e9 o que coloca a possibilidade de diz\u00ea-lo como<em> um efeito de forma\u00e7\u00e3o<\/em>. Pode ser que funcione ou n\u00e3o. Mas \u00e9 sempre a cada vez.<\/p>\n<p>Miller, ao recordar a figura de Lacan como a de um anci\u00e3o que se dirige \u00e0 juventude, destaca que nunca houve nada em seu Semin\u00e1rio que convidasse a juventude rebelde a dormir, nenhuma palavra apontava para essa dire\u00e7\u00e3o. Ele frisou, entretanto, que \u201co anci\u00e3o estava ali para recordar \u00e0 juventude que h\u00e1 estruturas [&#8230;] e que n\u00e3o basta soprar sobre as mesmas para que se desvane\u00e7am e que, para ter a possibilidade de mover algo, \u00e9 preciso t\u00ea-las em conta\u201d (Miller, 2023c). Em seu ensino, sempre se tratou de sustentar um discurso capaz de fazer a psican\u00e1lise desej\u00e1vel no presente igual como ela o foi em seu primeiro momento, especialmente para os jovens. Um convite aberto \u00e0 experi\u00eancia, sucessiva e intermin\u00e1vel de formar-se a partir do que \u00e9 para cada um o seu ponto de solid\u00e3o.<\/p>\n<p>O tema da abertura da Escola ao novo, por meio de sua Nova Pol\u00edtica, a dos jovens, nos convida a olhar como o deus Jano, para dentro e para fora, para o passado e para o futuro. \u00c9 preciso, ademais, <em>\u201c<\/em>saber acrescentar \u00e0 porta do cartel \u2013 regida pelo todo e o Mais-Um \u2013, uma outra porta ao n\u00e3o-todo, verdadeira entrada Um\u00d7Um.\u201d (Antelo, in\u00e9dito). Trata-se da revaloriza\u00e7\u00e3o do que h\u00e1 da experi\u00eancia, ou melhor, do que pode haver, porque a princ\u00edpio n\u00e3o h\u00e1. S\u00e3o os signos de amor, por\u00e9m, o que j\u00e1 apontam de entrada para essa transforma\u00e7\u00e3o no discurso como tamb\u00e9m para as respostas que podem advir diante da oferta de que se demande, e s\u00e3o eles que podem possibilitar fazer da Escola um la\u00e7o.<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Refer\u00eancias<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">ALBERTI, Christiane. Placa sensible. <em>Mond\u014d<\/em>, n. 3, 11 dec. 2023. Dispon\u00edvel em: https:\/\/mondodispatch.com\/es\/2023\/12\/11\/placa-sensible\/. Acesso em: 10 maio 2024.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">ANTELO, Marcela. De entrada: a porta e um japon\u00eas. (In\u00e9dito)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">BONNAUD, H\u00e9l\u00e8ne. Saber y Verdad. Intervenci\u00f3n en la presentaci\u00f3n del S. XV en la ECF. <em>Psicoan\u00e1lisis Lacaniano<\/em>. S.d. In\u00e9dito. Link: https:\/\/psicoanalisislacaniano.com\/2024\/05\/28\/hbonnaud-saber-verdad-20240528\/.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">BRODSKY, Graciela. Pasi\u00f3n l\u00facida. In: BRODSKY, Graciela (org.).<em> Pasiones lacanianas<\/em>. Olivos: Grama Ediciones, 2020. p. 55-65.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">BRODSKY, Graciela. <em>Los psicoanalistas y el deseo de ense\u00f1ar<\/em>. Olivos: Grama Ediciones, 2023.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">DUPONT, Laurent. Entrevista a Laurent Dupont para la revista <em>Factor a<\/em>. s\/d. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ObpH06m_YHo<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">GOROSTIZA, Leonardo. O gn\u00f4mon do psicanalista. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online<\/em>, S\u00e3o Paulo, ano 2, n. 4, p. 1-12, mar. 2011. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/pdf\/numero_4\/O_gnomon_psicanalista.pdf. Acesso em: 25 de jan. 2025.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">LACAN, Jacques. Variantes do tratamento-padr\u00e3o. (1953) In: LACAN, Jacques. <em>Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998. p. 325-364.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">LACAN, Jacques. Proposi\u00e7\u00e3o de 9 de outubro de 1967 sobre o psicanalista da Escola. (1967) In: LACAN, Jacques. <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. p. 248-264.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">LACAN, Jacques. Lituraterra. (1971) In: LACAN, Jacques. <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. p. 15-27.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">LACAN, Jacques. <em>O semin\u00e1rio<\/em>, livro 20: <em>Mais, ainda<\/em>. (1972-1973) Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Tradu\u00e7\u00e3o: M. D. Magno. 2. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">LACAN, Jacques. Intervention dans la s\u00e9ance de travail \u201cSur la passe\u201d du samedi 3 novembre. (1973) <em>Lettres de l\u2019\u00c9cole freudienne<\/em>, Paris, n. 15, p. 185-193, 1975.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">LACAN, Jacques. Nota italiana. (1974) In: LACAN, Jacques. <em>Outros escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003. p. 311-315.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">MILLER, Jacques-Alain. El desbroce de la formaci\u00f3n anal\u00edtica. (2001) In: MILLER, Jacques-Alain. <em>Introducci\u00f3n a la cl\u00ednica lacaniana<\/em>: conferencias en Espa\u00f1a. Barcelona: Escuela Lacaniana de Psicoan\u00e1lisis (ELP); RBA Libros, 2006. p. 527-541.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">MILLER, Jacques-Alain. A \u2018Forma\u00e7\u00e3o\u2019 do analista. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 37, p. 10-35, 2003a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">MILLER, Jacques-Alain. Lacan Ense\u00f1a. In: MILLER, Jacques-Alain. <em>Los psicoanalistas y el deseo de ense\u00f1ar<\/em>. (2001) Olivos: Grama, 2003b. p. 9-18.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">MILLER, Jacques-Alain. Como algu\u00e9m se torna analista na orla do s\u00e9culo XXI. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 55, p. 15-22, nov. 2009.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">MILLER, Jacques-Alain. <em>El Nacimiento del Campo Freudiano<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2023a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">MILLER, Jacques-Alain. Entrevista a Jacques-Alain Miller por <em>El Caldero de la Escuela<\/em>. <em>El Caldero de la Escuela<\/em>, Buenos Aires, n. 32, p. 3-4, 2023b.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">MILLER, Jacques-Alain. El psicoan\u00e1lisis puesto al desnudo por su soltero. <em>La Ciudad Anal\u00edtica<\/em>, Buenos Aires, n. 5, p. 10-25, 2023c.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">MILLER, Jacques-Alain. <em>Reinventar la Escuela?<\/em>: preguntas porte\u00f1as. Olivos: Grama, 2024.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">SILVA, Nelson Matheus. Le Dimanche de La Vie, Mon Cul. <em>Agente, Revista de Psican\u00e1lise<\/em>, Salvador, n. 20, p. 193-198, set. 2023.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">TARRAB, Mauricio. Tres para el psicoan\u00e1lisis: Cartel, Escuela y Pase. <em>4 M\u00e1s-uno<\/em>, n. 3, 2020. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.cuatromasunoeol.com\/edicion\/003.textos-de-orientacion.mauricio-tarrab. Acesso em: 13 jul. 2024.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">ZELAYA, Andrea. <em>\u00bfTodos j\u00f3venes?<\/em> <em>El Caldero de la Escuela<\/em>, Buenos Aires, n. 32, p. 39-45, 2023.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Neologismo que mescla verdade e variedade. Tradu\u00e7\u00e3o livre do autor.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> \u00a0Trata-se da li\u00e7\u00e3o de 26 de junho de 1973. LACAN, Jacques (1972-1973) Le Se\u0301minaire, livre XX, Encore. Paris: Seuil, 1975, p. 128. Nesta li\u00e7\u00e3o, Lacan comenta os dispositivos de aprendizagem aos quais os psic\u00f3logos experimentais submetem ratos a labirintos<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nelson Matheus Silva Associado ao Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia Psicanalista praticante em Recife Participou da experi\u00eancia da NPJ na EBP (2023-25) N\u00e3o h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o anal\u00edtica; h\u00e1 apenas forma\u00e7\u00f5es do inconsciente (Lacan, 1973\/1975, p. 191). J\u00e1 repetimos por diversas vezes como Lacan se op\u00f4s \u00e0 ortodoxia da Associa\u00e7\u00e3o fundada por Freud, a qual tentava assegurar&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[49],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-2343","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ed-026","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2343","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2343"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2343\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2345,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2343\/revisions\/2345"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2343"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2343"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2343"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=2343"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}