{"id":2363,"date":"2025-12-18T08:41:25","date_gmt":"2025-12-18T11:41:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=2363"},"modified":"2025-12-18T08:41:25","modified_gmt":"2025-12-18T11:41:25","slug":"um-vasio-destino-ao-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2025\/12\/18\/um-vasio-destino-ao-feminino\/","title":{"rendered":"Um \u201cvasio\u201d destino ao feminino"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Raphael S\u00e1 Barreto Gadelha<br \/>\n<\/em><\/strong>Associado ao Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia<\/p>\n<p><strong><em>L\u00eada Lessa Andrade Filha<br \/>\n<\/em><\/strong>Psicanalista<\/p>\n<p><strong>O que quer uma mulher?<\/strong><\/p>\n<p>A mulher constituiu para Freud um mist\u00e9rio: ele se refere a ela como um \u201ccontinente negro\u201d e constantemente assinala a dificuldade da psican\u00e1lise de se aproximar dos processos da sexualidade feminina. Numa carta para Marie Bonaparte, Freud expressa a pergunta \u201co que quer uma mulher?\u201d. Os ecos dessa indaga\u00e7\u00e3o est\u00e3o presentes na obra de Freud e para al\u00e9m de seus textos.<\/p>\n<p>Serge Andr\u00e9 esbo\u00e7a uma poss\u00edvel resposta. \u023a mulher, a partir de seu gozo n\u00e3o-todo demarcado pelo significante, mais al\u00e9m do falo, sua condi\u00e7\u00e3o \u00e9 de n\u00e3o-toda sujeito. Andr\u00e9 conclui que a mulher ser n\u00e3o-toda sujeito significa que uma mulher \u00e9 n\u00e3o-toda determinada por seu inconsciente; a mulher s\u00f3 tem inconsciente na medida em que se alinha na f\u00f3rmula do todo. Afirma Lacan (1972-1973\/2008): \u201cN\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o de l\u00e1 onde ela \u00e9 toda que a mulher pode ter um inconsciente\u201d (p. 105). A mulher s\u00f3 \u00e9 sujeito na medida em que se alinha ao lado masculino da sexua\u00e7\u00e3o, ao lado do inconsciente-linguagem. Tendo em vista que a psican\u00e1lise se dirige ao sujeito do inconsciente, ent\u00e3o, pode-se compreender, logicamente, que uma mulher ser\u00e1 n\u00e3o-toda analis\u00e1vel. Portanto, \u201co que quer uma mulher\u201d, para Andr\u00e9, \u00e9 receber um suplemento de inconsciente, \u00e9 a possibilidade de significantizar isto de insignificantiz\u00e1vel e insubjetiv\u00e1vel (Andr\u00e9, 1987).<\/p>\n<p>A falta de simboliza\u00e7\u00e3o do S(\u023a), coloca Andr\u00e9, est\u00e1 na origem do medo ou horror que a feminilidade pode causar tanto para as mulheres quanto para os homens, algo pior que o horror da castra\u00e7\u00e3o. Frente a esse horror, tem-se em vista que uma mulher quer que \u201calguma coisa advenha ao lugar deste significante faltoso, que um ponto de apoio lhe seja fornecido precisamente l\u00e1 onde o inconsciente a deixa abandonada\u201d (Andr\u00e9, 1987, p. 283). A coisa que pode advir, poder\u00e1 ela buscar por alguns caminhos, dentre eles, a histeria, a mascarada e o amor. Por\u00e9m, h\u00e1 uma quarta possibilidade: a cria\u00e7\u00e3o. A cria\u00e7\u00e3o \u00e9 a manobra do artista de criar um significante novo no lugar de S(\u023a), mas que n\u00e3o tampone esse furo; pelo contr\u00e1rio, revela-o fazendo atuar como furo (Andr\u00e9, 1987). Nas palavras de Lacan (1959-1960\/1988): \u201cUm objeto pode preencher essa fun\u00e7\u00e3o que lhe permite n\u00e3o evitar a Coisa como significante, mas represent\u00e1-la na medida em que esse objeto \u00e9 criado\u201d (p. 151). Para falar da cria\u00e7\u00e3o, Andr\u00e9 evoca o Semin\u00e1rio 7 de Lacan em sua met\u00e1fora sobre o oleiro que tem como sua cria\u00e7\u00e3o o vaso, na medida em que o vazio que o vaso inclui lhe d\u00e1 sua forma. A cria\u00e7\u00e3o \u00e9 um \u201cvasio\u201d, neologismo que fa\u00e7o com a jun\u00e7\u00e3o desses dois significantes, \u201cvaso\u201d e \u201cvazio\u201d. O \u201cvasio\u201d \u00e9 essa po\u00e9tica na medida em que a poesia evoca o furo, fazendo-o atuar, como aponta Andr\u00e9 (1987). N\u00e3o h\u00e1 tampona\u00e7\u00e3o, o \u201cvasio\u201d \u00e9 a possibilidade de fazer algo com o vazio.<\/p>\n<p><strong>Um retorno a Freud<\/strong><\/p>\n<p>O ensino de Lacan caminha para uma outra resposta sobre a mulher. Na sexua\u00e7\u00e3o, a anatomia n\u00e3o \u00e9 o destino. Uma virada que faz o ensino lacaniano \u00e9 a passagem da cl\u00ednica do<em> penisneid<\/em>, que toma a mulher por um tra\u00e7o menos (-) para a compreens\u00e3o de algo a mais (+), um gozo a mais, para al\u00e9m do falo.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel fazer a obje\u00e7\u00e3o de que, em Freud, a teoria do complexo de castra\u00e7\u00e3o e do encontro com o outro sexo aparece de forma um tanto imaginarizada. No entanto, podemos ler algo do n\u00e3o-todo nas entrelinhas freudianas, mesmo que coberta por essa sombra espessa da vis\u00e3o masculina sobre a mulher, enfatizada nesse tal \u201ccontinente negro\u201d. \u00c9 curioso que desde o texto \u201cDissolu\u00e7\u00e3o do Complexo de \u00c9dipo\u201d, de 1924, Freud tenha percebido que existe algo na mulher que escapa ao supereu, algo que n\u00e3o pode ser inteiramente submetido a ele. Por n\u00e3o ter o p\u00eanis, a mulher n\u00e3o teria nada a perder (a n\u00e3o ser o objeto), n\u00e3o conheceria a amea\u00e7a de castra\u00e7\u00e3o. Freud (1925\/2010) aponta alguns \u201ctra\u00e7os de car\u00e1ter que sempre foram criticados na mulher\u201d como \u201cmenor inclina\u00e7\u00e3o a submeter-se \u00e0s grandes exig\u00eancias da vida\u201d, \u201cmenos senso de justi\u00e7a\u201d e ser \u201cmais guiada por sentimentos afetuosos e hostis ao tomar decis\u00f5es\u201d (p. 298). Tais afirma\u00e7\u00f5es encontrariam fundamento nessa distinta forma\u00e7\u00e3o do supereu. S\u00e3o exemplos que demonstram algo de um extravio na rela\u00e7\u00e3o com a lei f\u00e1lica, algo que foge ao controle da lei. N\u00e3o \u00e0 toa, s\u00e3o as hist\u00e9ricas que apontam o furo no mestre e denunciam sua impot\u00eancia \u2013 impot\u00eancia de ofertar a ela um significante que possa dizer da feminilidade, j\u00e1 que n\u00e3o existe significante que diga do sexo feminino. Dessa forma, Freud soa depreciativo ao denunciar tais tra\u00e7os na mulher apontando-lhe um menos (-) em sua constitui\u00e7\u00e3o. No entanto, suas afirma\u00e7\u00f5es dialogam fortemente com a perspectiva do lado feminino das f\u00f3rmulas da sexua\u00e7\u00e3o, onde a mulher se encontra n\u00e3o-toda assujeitada \u00e0 castra\u00e7\u00e3o e \u00e0 lei f\u00e1lica.<\/p>\n<p>Outra declara\u00e7\u00e3o freudiana que aponta para um \u201cmais al\u00e9m\u201d \u00e9 a troca de zona er\u00f3gena. Do clit\u00f3ris a uma outra zona, a vagina. O clit\u00f3ris \u00e9 associado a um p\u00eanis por Freud e assim se relacionaria a um gozo f\u00e1lico; a vagina seria a zona er\u00f3gena pr\u00f3pria da mulher. Lacan (1972-1973\/2008) zomba desse gozo, dito, vaginal: \u201cEu falava da \u00faltima vez das psicanalistas mulheres \u2013 que tentem nos dizer, pois bem, nem uma palavra! Nunca se pode tirar nada. Ent\u00e3o a gente chama como pode, esse gozo <em>vaginal<\/em>\u201d (p. 81). Na sexua\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma seta que parte da mulher e que se lan\u00e7a ao lado do homem e a\u00ed reside o seu ancoramento no gozo f\u00e1lico, mas tamb\u00e9m se relaciona a um outro gozo, ao S(\u023a). Este n\u00e3o sai de seu lado em dire\u00e7\u00e3o ao outro sexo, permanece solit\u00e1rio em seu campo. Eis o gozo outro, al\u00e9m do falo, e o t\u00edtulo de \u201cgozo vaginal\u201d vem na tentativa de nomear esse al\u00e9m, inomin\u00e1vel, escondido sob o v\u00e9u da imaginariza\u00e7\u00e3o de um \u201ccontinente negro\u201d.<\/p>\n<p>Vale trazer \u00e0 tona as tr\u00eas sa\u00eddas da feminilidade que Freud postulou. Uma sa\u00edda hist\u00e9rica, pelo complexo de masculinidade; outra pela inibi\u00e7\u00e3o sexual e o caminho denominado por Freud de \u201cnormal\u201d seria a maternidade. Entretanto, as tr\u00eas sa\u00eddas se encontrariam no campo masculino da f\u00f3rmula, na l\u00f3gica do todo, at\u00e9 mesmo o caminho \u201cnormal\u201d. Nesse sentido, a m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 uma mulher, \u201ca t\u00e1bua da sexua\u00e7\u00e3o ilustra esta divis\u00e3o m\u00e3e-mulher: a m\u00e3e se localizar\u00e1 \u00e0 esquerda, do lado todo, ao passo que \u023a mulher ser\u00e1 situada do lado n\u00e3o-todo\u201d (Chiriaco, 2022, p. 71). A m\u00e3e est\u00e1 no campo do \u201cter\u201d onde toma o filho como seu objeto <em>a<\/em>. Pode a mulher encontrar uma sa\u00edda pela feminilidade do lado do \u201cter\u201d? Miller (2022) responde: \u201cContrariamente a Freud, Lacan pensava que n\u00e3o havia solu\u00e7\u00f5es para a mulher do lado do ter e que, nessa vertente, h\u00e1 apenas falsidades e inautenticidades\u201d (p. 24). Portanto, \u00e9 do lado do ser que vem uma outra solu\u00e7\u00e3o: \u201ca solu\u00e7\u00e3o do lado do ser consiste em n\u00e3o tapar o buraco, ou seja, fabricar um ser com o nada\u201d (Miller, 2022, p. 20).<\/p>\n<p><strong>Uma via ao n\u00e3o todo<\/strong><\/p>\n<p>Tal inconsist\u00eancia do ser demarca a posi\u00e7\u00e3o feminina. N\u00e3o h\u00e1 significante do sexo feminino, h\u00e1 algo que n\u00e3o se inscreve e que n\u00e3o pode se esgotar em uma identifica\u00e7\u00e3o com o falo. Esse mais al\u00e9m do falo, ou mais al\u00e9m do <em>Um<\/em>, do<em> Um <\/em>que representa o lado Homem da f\u00f3rmula, \u00e9 esse imposs\u00edvel de se dizer ligado \u00e0 aus\u00eancia de significante que represente a feminilidade. Elucida Mees (2019):<\/p>\n<blockquote><p>O mais al\u00e9m do Um demarca o que n\u00e3o se escreve do tra\u00e7o e do pai. H\u00e1 uma posi\u00e7\u00e3o Outra, consequentemente, relativa \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o. Se o feminino se identificasse ao pai, sua sexua\u00e7\u00e3o redundaria no masculino e, portanto, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para a posi\u00e7\u00e3o feminina que assim n\u00e3o seja. A posi\u00e7\u00e3o feminina, logo, alude a uma \u201cdestitui\u00e7\u00e3o subjetiva\u201d. (p. 112)<\/p><\/blockquote>\n<p>A autora estabelece uma associa\u00e7\u00e3o entre a destitui\u00e7\u00e3o subjetiva e a posi\u00e7\u00e3o feminina. A \u201cdestitui\u00e7\u00e3o subjetiva\u201d \u00e9 um conceito pertinente ao final de uma an\u00e1lise, referente \u00e0 queda do sujeito suposto saber que \u00e9 projetado na figura do psicanalista no decorrer do processo anal\u00edtico. Esse conceito \u201csup\u00f5e que tenha havido a queda dos significantes advindos do Outro e que representavam o sujeito\u201d (Mees, 2019 p. XX), a queda dos significantes-mestres que identificam o sujeito, identifica\u00e7\u00e3o relativa ao campo do Outro. A rela\u00e7\u00e3o entre a destitui\u00e7\u00e3o subjetiva e a posi\u00e7\u00e3o feminina est\u00e1 nesse ponto de inconsist\u00eancia do ser, mais al\u00e9m de uma identifica\u00e7\u00e3o com o todo, na liga\u00e7\u00e3o ao S(\u023a):<\/p>\n<blockquote><p>A destitui\u00e7\u00e3o subjetiva, portanto, assemelha-se \u00e0quilo que a posi\u00e7\u00e3o feminina demarca no quadro da sexua\u00e7\u00e3o: sem o falo como resposta identificat\u00f3ria ao Outro [&#8230;]. O significante da falta do Outro [S(\u023a)] do feminino, assim, assemelha-se ao que est\u00e1 em causa na destitui\u00e7\u00e3o subjetiva. A aus\u00eancia do tra\u00e7o da feminilidade e a n\u00e3o-toda inscri\u00e7\u00e3o na fun\u00e7\u00e3o f\u00e1lica se associam ao des-ser do final da an\u00e1lise. (Mees, 2019, p. 129)<\/p><\/blockquote>\n<p>Em resson\u00e2ncia a esse \u201cdes-ser\u201d, pode-se pensar nisso que Miller coloca acerca de uma \u201csolu\u00e7\u00e3o pelo lado do ser\u201d, uma solu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o busca tapar o furo, que inclui a l\u00f3gica do n\u00e3o-todo. Dessa maneira, Mees (2019) prop\u00f5e que no final de an\u00e1lise \u201ch\u00e1 afirma\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de usufruto \u00e0 modalidade desse gozo e daquilo que ele demarca sobre o objeto <em>a<\/em> e o S(\u023a)\u201d (p. 131). O S(\u023a), que Andr\u00e9 enunciou em seu potencial de horror, pior que o horror \u00e0 castra\u00e7\u00e3o, pode receber um tratamento pela palavra.<\/p>\n<p>Vale trazer de volta a ideia de cria\u00e7\u00e3o, conceituada por Lacan e trabalhada por Andr\u00e9. Podemos estabelecer, ent\u00e3o, uma associa\u00e7\u00e3o com o saber-fazer constru\u00eddo no final de an\u00e1lise e a cria\u00e7\u00e3o do \u201cvasio\u201d? Aqui \u00e9 interessante trazer uma distin\u00e7\u00e3o que Miller faz entre o conceito de cria\u00e7\u00e3o e de inven\u00e7\u00e3o. Ele afirma que a cria\u00e7\u00e3o comporta um car\u00e1ter ex-nihilo (Miller, 2003), aquilo que se faz a partir do nada. Por outro lado, a inven\u00e7\u00e3o seria \u201cuma cria\u00e7\u00e3o a partir de materiais existentes\u201d (Miller, 2003, p. 1). A inven\u00e7\u00e3o, seguindo um racioc\u00ednio de Miller, \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o, mas a partir de algo j\u00e1 dado; ela comporta a originalidade e a diversidade. Talvez a inven\u00e7\u00e3o possa ser compreendida como a cria\u00e7\u00e3o a partir dos restos sintom\u00e1ticos, justamente, a constru\u00e7\u00e3o de um saber-fazer com o que se \u00e9. Logo, penso ser poss\u00edvel estender a associa\u00e7\u00e3o entre a inven\u00e7\u00e3o de um saber-fazer ao final de uma an\u00e1lise com a manobra de cria\u00e7\u00e3o do artista como uma outra via de \u201cdestino\u201d ao feminino, diferente das sa\u00eddas f\u00e1licas propostas por Freud. Uma an\u00e1lise \u00e9 um poss\u00edvel tratamento do feminino no corpo falante, do ponto de S(\u023a) onde o Outro n\u00e3o responde.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias<\/p>\n<p>ANDR\u00c9, Serge. <em>O que quer uma mulher?<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1987.<\/p>\n<p>CHIRIACO, Sonia. O nada. <em>Scilicet: \u201cA mulher n\u00e3o existe\u201d. Grande conversa\u00e7\u00e3o virtual internacional<\/em>. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2022. p. 70-72.<\/p>\n<p>FREUD, Sigmund. A dissolu\u00e7\u00e3o do complexo de \u00c9dipo. (1924) In: FREUD, Sigmund. <em>O eu e o Id, \u201cAutobiografia\u201d e outros textos (1923-1925)<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o: Paulo C\u00e9sar de Souza. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 203-213. (Obras completas, 16)<\/p>\n<p>FREUD, Sigmund. Algumas consequ\u00eancias ps\u00edquicas da diferen\u00e7a anat\u00f4mica entre os sexos. (1925) In: FREUD, Sigmund. <em>O eu e o Id, \u201cAutobiografia\u201d e outros textos (1923-1925)<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o: Paulo C\u00e9sar de Souza. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 283-299. (Obras completas, 16)<\/p>\n<p>FREUD, Sigmund. Sobre a sexualidade feminina. (1931) In: FREUD, Sigmund. O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o, Novas confer\u00eancias introdut\u00f3rias e outros textos (1930-1936). Tradu\u00e7\u00e3o: Paulo C\u00e9sar de Souza. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 372-397. (Obras completas, 18)<\/p>\n<p>FREUD, Sigmund. A feminilidade. (1933) In: FREUD, Sigmund. O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o, Novas confer\u00eancias introdut\u00f3rias e outros textos (1930-1936). Tradu\u00e7\u00e3o: Paulo C\u00e9sar de Souza. S\u00e3o Paulo, SP: Companhia das Letras, 2010. p. 263-293. (Obras completas, 18)<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. <em>O semin\u00e1rio<\/em>, livro 7: <em>A \u00e9tica da psican\u00e1lise<\/em>. (1959-1960) Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Tradu\u00e7\u00e3o: Ant\u00f4nio Quinet. 2. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1988.<\/p>\n<p>LACAN, Jacques. <em>O semin\u00e1rio<\/em>, livro 20: <em>Mais, ainda<\/em>. (1972-1973) Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Tradu\u00e7\u00e3o: M. D. Magno. 2. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008.<\/p>\n<p>MEES, L\u00facia Alves. <em>O feminino do fim de an\u00e1lise: a passagem do gozo Outro ao desejo do psicanalista e seu ato<\/em>. 2019. Tese (Doutorado em Teoria Psicanal\u00edtica) &#8211; Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2019.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. A inven\u00e7\u00e3o psic\u00f3tica. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana, Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 6, 2003.<\/p>\n<p>MILLER, Jacques-Alain. Os semblantes entre os sexos. <em>Scilicet: \u201cA mulher n\u00e3o existe\u201d. Grande conversa\u00e7\u00e3o virtual internacional<\/em>. S\u00e3o Paulo: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, 2022. p. 17-27.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Raphael S\u00e1 Barreto Gadelha Associado ao Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia L\u00eada Lessa Andrade Filha Psicanalista O que quer uma mulher? A mulher constituiu para Freud um mist\u00e9rio: ele se refere a ela como um \u201ccontinente negro\u201d e constantemente assinala a dificuldade da psican\u00e1lise de se aproximar dos processos da sexualidade feminina. 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