{"id":2365,"date":"2025-12-18T08:41:25","date_gmt":"2025-12-18T11:41:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=2365"},"modified":"2025-12-18T08:41:25","modified_gmt":"2025-12-18T11:41:25","slug":"o-que-se-diz-quando-se-ri-o-chiste-em-freud-lacan-e-o-inconsciente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2025\/12\/18\/o-que-se-diz-quando-se-ri-o-chiste-em-freud-lacan-e-o-inconsciente\/","title":{"rendered":"O que se diz quando se ri: o chiste em Freud, Lacan e o inconsciente"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Priscila de Jesus Lima<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Aluna do Curso Regular 2025 do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia<\/p>\n<p>Participante do N\u00facleo Carrossel do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia<\/p>\n<p>Sigmund Freud (1905\/2017), em \u201cO chiste e sua rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente\u201d, investiga a estrutura e a fun\u00e7\u00e3o do chiste (ou \u201ctirada espirituosa\u201d) como uma forma\u00e7\u00e3o do inconsciente. Quando Freud escrevia <em>A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos <\/em>(1900), j\u00e1 percebia alguma coisa semelhante aos chistes, algo do inconsciente se revelava ali.<\/p>\n<p>Para muitos, o chiste \u00e9 sin\u00f4nimo de piada, mas Freud refere-se a uma esp\u00e9cie de trocadilho, neologismo ou jogo de palavras. Em linhas gerais, para Freud, o chiste (<em>Witz, <\/em>no original alem\u00e3o) \u00e9 uma express\u00e3o para falar de algo que n\u00e3o pode ser dito, n\u00e3o pode parecer como tal, de modo que n\u00e3o surge isoladamente. Tal express\u00e3o exige um outro para ser partilhada, e seu efeito de riso ou gra\u00e7a depende de quem a recebe.<\/p>\n<p>Segundo Freud, o chiste \u00e9 uma forma de \u201ceconomia de desprazer\u201d, ou seja, ele permite que conte\u00fados recalcados atravessem a censura do recalque, se manifestem de maneira disfar\u00e7ada e, ao mesmo tempo, propiciem prazer.<\/p>\n<p>Esta obra, por vezes negligenciada frente a textos mais cl\u00ednicos, revela elementos fundamentais sobre o funcionamento ps\u00edquico, a economia do prazer e os mecanismos da linguagem. Ao reler essa produ\u00e7\u00e3o \u00e0 luz da teoria lacaniana, abre-se um campo f\u00e9rtil de articula\u00e7\u00e3o entre o chiste, o significante e o desejo inconsciente.<\/p>\n<p>Neste ensaio, propomos uma leitura cr\u00edtica que abarca tr\u00eas eixos: (1) os conceitos fundamentais da obra de Freud; (2) as reformula\u00e7\u00f5es lacanianas sobre linguagem e inconsciente; (3) uma an\u00e1lise das implica\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas dessa articula\u00e7\u00e3o, incluindo sua incid\u00eancia nos discursos sociais e culturais, como os <em>memes<\/em>.<\/p>\n<p><strong>O chiste em Freud: entre o prazer e a linguagem <\/strong><\/p>\n<p>Freud dedica-se a explorar n\u00e3o apenas a natureza do chiste, mas tamb\u00e9m a distingui-lo de outros fen\u00f4menos do campo do humor, como o c\u00f4mico e o humor propriamente dito. Ele sublinha que o chiste n\u00e3o se confunde com o c\u00f4mico: enquanto o c\u00f4mico pode emergir da mera compara\u00e7\u00e3o entre dois elementos (como quando vemos algu\u00e9m exagerar um gesto cotidiano ou trope\u00e7ar de maneira inesperada), o chiste opera essencialmente no plano da linguagem e depende de uma constru\u00e7\u00e3o ps\u00edquica sofisticada que envolve a atividade inconsciente.<\/p>\n<p>Em termos gerais, pode-se dizer que o c\u00f4mico pode ser encontrado nas a\u00e7\u00f5es, no comportamento ou nas caracter\u00edsticas f\u00edsicas de algu\u00e9m, ao passo que o chiste \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o verbal que exige uma elabora\u00e7\u00e3o mental espec\u00edfica e tem origem nas palavras (Freud, 1905\/2017). Essa distin\u00e7\u00e3o evidencia que o chiste pertence \u00e0 ordem da palavra e do significante, enquanto o c\u00f4mico situa-se no dom\u00ednio da imagem e da percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O chiste, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 um simples riso espont\u00e2neo diante de uma situa\u00e7\u00e3o rid\u00edcula. Ele \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o do inconsciente e, como tal, compartilha com o sonho e o sintoma os mesmos mecanismos fundamentais: a condensa\u00e7\u00e3o e o deslocamento. A condensa\u00e7\u00e3o diz respeito \u00e0 jun\u00e7\u00e3o de diversos significantes ou sentidos em uma \u00fanica palavra ou constru\u00e7\u00e3o \u2013 um efeito muito comum nos trocadilhos, por exemplo. J\u00e1 o deslocamento refere-se \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o de um elemento por outro aparentemente irrelevante, mas que permite a manifesta\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada de um conte\u00fado recalcado. Ambos os mecanismos s\u00e3o amplamente utilizados no chiste, conferindo-lhe sua efic\u00e1cia <em>nonsense<\/em>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 importante destacar as caracter\u00edsticas espec\u00edficas que distinguem o chiste: a) O chiste como la\u00e7o social: nesse sentido, funciona como operador de la\u00e7o social, criando cumplicidade moment\u00e2nea entre os envolvidos. Freud \u00e9 claro ao dizer que o prazer do chiste depende do efeito que ele produz no outro; b) Temporalidade: o chiste precisa ser dito no momento certo para funcionar. Fora de tempo, ele perde o impacto, o efeito de surpresa e o prazer que poderia provocar. S\u00e3o muitos os exemplos de chistes fornecidos por Freud em sua obra, a maioria sem gra\u00e7a alguma provocando uma sensa\u00e7\u00e3o de estranhamento de suas piadas. Acredito que isso se deva \u00e0 n\u00e3o adapta\u00e7\u00e3o do contexto da \u00e9poca; c) Brevidade: o chiste \u00e9 conciso. Seu efeito depende de uma economia de palavras que Freud compara a uma economia de energia ps\u00edquica. Quanto mais breve, mais eficaz o efeito de prazer. A brevidade \u00e9 parte de sua for\u00e7a, j\u00e1 que obriga o ouvinte a \u201cpreencher\u201d rapidamente o sentido que se insinua; d) Jogo de palavras: Freud destaca que muitos chistes se baseiam em trocas fon\u00e9ticas, homon\u00edmias, trocadilhos e ambiguidade lingu\u00edstica. O jogo de palavras \u00e9 o campo privilegiado para o trabalho da condensa\u00e7\u00e3o: v\u00e1rias camadas de sentido se sobrep\u00f5em em uma \u00fanica forma, revelando a l\u00f3gica do inconsciente, que, como Lacan enfatizar\u00e1, opera com o significante. Por fim, o ato de Surpresa: Freud mostra como o chiste frequentemente come\u00e7a com uma constru\u00e7\u00e3o l\u00f3gica ou narrativa comum, mas, subitamente, rompe com essa expectativa ao introduzir um <em>nonsense<\/em> aparente que, logo depois, \u00e9 decifrado pelo ouvinte como portador de um novo sentido oculto.<\/p>\n<p>Dessa forma, o chiste revela, atrav\u00e9s da ruptura com o discurso comum, a irrup\u00e7\u00e3o de algo do inconsciente, um gozo, uma verdade deslocada, um desejo reprimido. Conforme aponta Luciana Balbo (1999),<\/p>\n<blockquote><p>O chiste recupera um gozo que ficou impedido pelo recalque. Todo o tempo Freud nos relembra da dificuldade do sujeito em abrir m\u00e3o de uma via de descarga prazerosa, o chiste parece conseguir recuperar parte dessa satisfa\u00e7\u00e3o ligada ao recalque. [&#8230;] Ele nos coloca que o efeito do chiste no sujeito \u00e9 enganoso. (p. 20)<\/p><\/blockquote>\n<p>Assim, ocorre uma manipula\u00e7\u00e3o consciente de modo que algo do inconsciente vai para a consci\u00eancia de forma intencional. A experi\u00eancia de gozo se d\u00e1 pelo algo que escapa ao sentido. Com efeito, pode-se dizer alguma coisa querendo dizer outra, abrindo para um novo sentido.<\/p>\n<p><strong>Lacan e o chiste: o inconsciente estruturado como uma linguagem <\/strong><\/p>\n<p>Ao se valer da lingu\u00edstica estrutural para reinterpretar Freud, Lacan estabelece seu famoso axioma: o inconsciente \u00e9 estruturado como uma linguagem. Ele desloca o foco da psican\u00e1lise do conte\u00fado manifesto para a estrutura significante. O que importa, mais do que se diz, \u00e9 como se diz, isto \u00e9, a l\u00f3gica que organiza a fala do sujeito e os efeitos que ela produz.<\/p>\n<p>No Semin\u00e1rio 5, <em>As forma\u00e7\u00f5es do inconsciente<\/em>, Lacan recoloca o chiste n\u00e3o apenas como um conte\u00fado inconsciente, mas como um jogo significante que revela a estrutura do sujeito. O chiste se inscreve como ato de linguagem que aponta a fissura do sujeito no campo do Outro. Essa retomada revela algo fundamental: a linguagem n\u00e3o serve apenas para comunicar, mas produzir sentido onde ele estava dado \u2013 e esse sentido nem sempre \u00e9 claro, nem tampouco intencional. Na escuta psicanal\u00edtica, o neologismo \u00e9 um acerto do inconsciente.<\/p>\n<p>Um exemplo paradigm\u00e1tico, trabalhado por Freud e frequentemente retomado em leituras lacanianas, \u00e9 o famoso chiste, citado na obra de 1905, atribu\u00eddo ao poeta Heinrich Heine. Nesse chiste, o personagem Hirsch-Hyacinth refere-se \u00e0 sua rela\u00e7\u00e3o com Rothschild dizendo: <em>\u201c[&#8230;] ele me tratou de maneira totalmente familion\u00e1ria<\/em> (em alem\u00e3o: <em>\u201cEr ist mein Vetter\u2026 familion\u00e4r\u201d<\/em>). H\u00e1, aqui, um jogo de palavras entre <strong>\u201cfamili\u00e4r\u201d<\/strong> (familiar) e <strong>\u201cMillion\u00e4r\u201d<\/strong> (milion\u00e1rio), formando o neologismo \u201cfamilion\u00e4r\u201d.<\/p>\n<p>Nesse chiste, n\u00e3o se trata de transmitir um conte\u00fado previamente estruturado no pensamento para ent\u00e3o vesti-lo de palavras. Ao contr\u00e1rio: \u00e9 o material significante que produz o conte\u00fado \u2013 ou seja, o sentido emerge <em>a posteriori<\/em> como efeito de uma opera\u00e7\u00e3o de linguagem que subverte a l\u00f3gica consciente. O neologismo revela uma ambiguidade que diz mais do que se poderia dizer diretamente: revela, por exemplo, a tentativa de Hirsch-Hyacinth de aproximar-se da nobreza por meio de uma fic\u00e7\u00e3o de parentesco, ao mesmo tempo que ironiza essa aspira\u00e7\u00e3o, expondo ao rid\u00edculo da tentativa.<\/p>\n<p>Em conson\u00e2ncia com esta an\u00e1lise, Lacan, no Semin\u00e1rio 5, demonstra que a fun\u00e7\u00e3o do significante no chiste n\u00e3o est\u00e1 a servi\u00e7o do sentido pr\u00e9vio, mas de sua produ\u00e7\u00e3o. O sujeito fala, e \u00e9 a\u00ed que o desejo se escapa, como um efeito, n\u00e3o como uma causa.<\/p>\n<p>Trata-se do sentido inconsciente: ao produzir um <em>nonsense<\/em>, o chiste permite que o sujeito diga o indiz\u00edvel, desviando-se da censura e inscrevendo-se no campo do desejo.<\/p>\n<p>Essa an\u00e1lise permite a compreens\u00e3o de que o significante n\u00e3o serve apenas para representar algo, ele produz. Produz sentido, gozo, surpresa, embara\u00e7o.<\/p>\n<p>Assim, a partir de Freud e com Lacan, o chiste deixa de ser apenas um objeto de estudo da est\u00e9tica ou da linguagem comum e se torna um fen\u00f4meno ps\u00edquico que toca o real do sujeito \u2013 esse real que escapa, mas que insiste em retornar sob a forma de um riso inesperado, de um absurdo que, justamente por n\u00e3o fazer sentido, diz mais do que qualquer enunciado claro poderia dizer.<\/p>\n<p><strong>A contemporaneidade: <em>memes<\/em>, pol\u00edtica e o inconsciente hoje<\/strong><\/p>\n<p>A cultura digital e os <em>memes<\/em> podem ser compreendidos como \u201cchistes contempor\u00e2neos\u201d. Eles operam por condensa\u00e7\u00e3o, duplo sentido e rompimento com o discurso convencional. Ao mesmo tempo em que fazem rir, tamb\u00e9m denunciam. Freud j\u00e1 afirmava que o chiste pode ser usado para dizer o que n\u00e3o se pode dizer, e isso se atualiza nos <em>memes<\/em> sobre pol\u00edtica, sexualidade, identidade etc&#8230;<\/p>\n<p>O chiste tem um potencial subversivo, j\u00e1 apontado por Freud. Lacan, ao tematizar o discurso do mestre e do inconsciente, amplia essa perspectiva: o chiste \u00e9 um furo no discurso dominante. Por isso, essa subvers\u00e3o se torna um instrumento de resist\u00eancia, mas tamb\u00e9m de gozo coletivo, muitas vezes cruel, segregador ou racista. Nessa dupla face, o humor funciona tanto como uma alavanca cr\u00edtica quanto como uma v\u00e1lvula de gozo perverso socialmente aceito.<\/p>\n<p>Os modos contempor\u00e2neos do humor nos permitem pensar nos <em>memes<\/em> como formas atuais de manifesta\u00e7\u00e3o do inconsciente e circula\u00e7\u00e3o do discurso operando atrav\u00e9s da condensa\u00e7\u00e3o, como apresenta Freud. Assim como o chiste, eles n\u00e3o s\u00e3o neutros: carregam posicionamentos, inscrevem ideologias, revelam gozos. Quando rimos de um <em>meme<\/em>, esse riso pode denunciar ou refor\u00e7ar os lugares que ocupamos. Tal como Freud advertia, o chiste tem pot\u00eancia cr\u00edtica, mas tamb\u00e9m pode operar como v\u00e1lvula de escape para o recalque social.<\/p>\n<p><strong>O chiste como operador de verdade e furo do discurso<\/strong><\/p>\n<p>Ao longo de \u201cO chiste e sua rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente\u201d, Freud (1905\/2017) revela que o chiste n\u00e3o \u00e9 apenas uma forma de provocar riso, mas um mecanismo complexo de elabora\u00e7\u00e3o inconsciente, enraizado nos mesmos processos que estruturam o sonho, o lapso e o sintoma. Seu valor ultrapassa o campo do entretenimento: o chiste \u00e9, em Freud, uma via de acesso ao que o sujeito n\u00e3o sabe sobre si, mas que escapa por entre palavras, neologismos, ambiguidades, sil\u00eancios e jogos significantes.<\/p>\n<p>Lacan, ao recolocar o chiste no cerne da teoria do sujeito e da linguagem, radicaliza essa perspectiva. No Semin\u00e1rio 5, <em>As forma\u00e7\u00f5es do inconsciente<\/em>, o chiste aparece como uma das vias pelas quais o sujeito se constitui no campo do Outro. Nele, o inconsciente n\u00e3o apenas \u201caparece\u201d, ele atua. O chiste mostra que n\u00e3o somos senhores do que dizemos: mesmo aquilo que nos faz rir e carrega a marca do que n\u00e3o quer\u00edamos dizer, mas dissemos, e que \u00e0s vezes nos escapa em palavras.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o chiste revela a pr\u00f3pria estrutura da linguagem inconsciente. No exemplo analisado do chiste \u201cfamilionariamente\u201d, h\u00e1 a\u00ed uma irrup\u00e7\u00e3o do real na fala: o imposs\u00edvel de dizer escapa, sob forma de trocadilho, e provoca um efeito de verdade. N\u00e3o \u00e9 o conte\u00fado do chiste que importa, mas o arrojo que ele opera no sujeito e no la\u00e7o social.<\/p>\n<p>Dessa forma, seja nos <em>memes<\/em> digitais, nos chistes sociais ou nas interven\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, o chiste revela sua pot\u00eancia como operador de sentido e ruptura. Ele evidencia como o inconsciente se inscreve na linguagem cotidiana e na cultura, mesmo sob formas aparentemente banais. Ao provocar riso, desloca certezas, abre brechas na normatividade e introduz o desejo no discurso. Como demonstram Freud, Lacan e autores contempor\u00e2neos, o chiste n\u00e3o \u00e9 um simples ornamento discursivo, mas uma estrat\u00e9gia estrutural do inconsciente. Sua l\u00f3gica \u00e9 a da surpresa, do equ\u00edvoco e do furo \u2013 aspectos que tamb\u00e9m se revelam na cl\u00ednica. A partir disso, \u00e9 poss\u00edvel retomar o chiste como uma chave para pensar o sujeito contempor\u00e2neo, o la\u00e7o social e a escuta anal\u00edtica.<\/p>\n<p>O chiste \u00e9 uma das express\u00f5es mais densas e reveladoras do inconsciente. Na condi\u00e7\u00e3o de ato anal\u00edtico opera como furo no discurso atuando sobre a amplia\u00e7\u00e3o da significa\u00e7\u00e3o cristalizada que o paciente tem sobre si. Sendo assim, o chiste \u00e9 uma ferramenta potente para a cl\u00ednica. Fa\u00e7am bom uso!<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">BALBO, Luciana. A entrada do chiste na cena anal\u00edtica. <em>Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental<\/em>, S\u00e3o Paulo, v.\u202fII, n.\u202f4, p.\u202f11-26, out.\/dez. 1999. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.scielo.br\/j\/rlpf\/a\/GNKNzGBFVY9T7r5ZXZD788D\/?lang=pt.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">FREUD, Sigmund. <em>O chiste e sua rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente (1905)<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o: Fernando Costa Mattos e Paulo C\u00e9sar de Souza. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2017. (Obras completas, 7)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">LACAN, Jacques. <em>O semin\u00e1rio<\/em>, livro 5: <em>As forma\u00e7\u00f5es do inconsciente<\/em>. (1957-1958) Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Tradu\u00e7\u00e3o: Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1999.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Priscila de Jesus Lima Aluna do Curso Regular 2025 do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia Participante do N\u00facleo Carrossel do Instituto de Psican\u00e1lise da Bahia Sigmund Freud (1905\/2017), em \u201cO chiste e sua rela\u00e7\u00e3o com o inconsciente\u201d, investiga a estrutura e a fun\u00e7\u00e3o do chiste (ou \u201ctirada espirituosa\u201d) como uma forma\u00e7\u00e3o do inconsciente. Quando&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[49],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-2365","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ed-026","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2365"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2365\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2391,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2365\/revisions\/2391"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2365"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=2365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}