{"id":2381,"date":"2025-12-18T08:41:25","date_gmt":"2025-12-18T11:41:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/?p=2381"},"modified":"2025-12-18T08:41:25","modified_gmt":"2025-12-18T11:41:25","slug":"um-psicanalista-em-sala-de-aula-psicanalise-pedagogia-e-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/2025\/12\/18\/um-psicanalista-em-sala-de-aula-psicanalise-pedagogia-e-educacao\/","title":{"rendered":"Um psicanalista em sala de aula: psican\u00e1lise, pedagogia e educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Karynna N\u00f3brega<br \/>\n<\/em><\/strong>EBP\/AMP<br \/>\nAtual Diretora de Cart\u00e9is e Interc\u00e2mbio da Se\u00e7\u00e3o Nordeste.<br \/>\nProfessora Associada N\u00edvel I do curso de Psicologia da<br \/>\nUniversidade Federal de Campina Grande (UFCG)<\/p>\n<blockquote><p>Na verdade, n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio que o homem seja educado. Ele faz sua educa\u00e7\u00e3o por si s\u00f3. De uma forma ou de outra ele se educa. Conv\u00e9m efetivamente que aprenda alguma coisa, que ele quebre um pouco a cabe\u00e7a. Os educadores s\u00e3o pessoas que julgam poder ajud\u00e1-lo. Consideram inclusive que h\u00e1 um m\u00ednimo a ser dado para que os homens sejam homens, e que isso se passa pela educa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o est\u00e3o completamente errados. <strong>\u00c9 preciso certa educa\u00e7\u00e3o para que os homens consigam se suportar<\/strong> (Lacan, 2005b, grifo nosso).<\/p><\/blockquote>\n<p>O que faz um psicanalista na sala de aula? O que faz um psicanalista na Universidade? E numa escola? Horne (2005), no artigo \u201c<em>Psican\u00e1lise e universidade<\/em>\u201d, esclarece que h\u00e1 duas vertentes de interven\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise, seja ela em intens\u00e3o e em extens\u00e3o. A intens\u00e3o refere a forma\u00e7\u00e3o propriamente dita do analista por meio da pr\u00f3pria an\u00e1lise, a supervis\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica. J\u00e1 a extens\u00e3o se refere \u00e0 infiltra\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise na <em>p\u00f3lis<\/em>; no contexto da universidade relaciona-se \u00e0 extens\u00e3o, quando o psicanalista transmite os fundamentos e promove a transfer\u00eancia e an\u00e1lises.<\/p>\n<p>Com a psican\u00e1lise, aprendemos que o amor \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o para o saber; em outros termos, que toda rela\u00e7\u00e3o \u00e9 transferencial, bem como aprendemos que o mal-entendido \u00e9 estrutural. Para tanto, pretendo fazer uma breve articula\u00e7\u00e3o entre psican\u00e1lise, pedagogia e a educa\u00e7\u00e3o a partir de Freud, Lacan e outros autores.<\/p>\n<p>Em \u201c<em>O Mal-estar da civiliza\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, Freud (1930\/1996) esclarece que o mal-estar \u00e9 estrutural. H\u00e1 tr\u00eas fontes de sofrimento humano, a saber: a rela\u00e7\u00e3o com o corpo, com o outro e os problemas da natureza. Ele problematiza que a felicidade \u00e9 epis\u00f3dica e que o homem busca ser feliz e assim permanecer, encontrando diferentes formas de satisfa\u00e7\u00e3o, seja por meio da religi\u00e3o, da arte, da ci\u00eancia, do uso de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas e do amor. Freud destaca que governar, educar e analisar s\u00e3o tr\u00eas profiss\u00f5es imposs\u00edveis. Ou seja, haver\u00e1 sempre um resto, um ponto de imposs\u00edvel a ser alcan\u00e7ado.<\/p>\n<p>Em \u201c<em>Explica\u00e7\u00f5es, aplica\u00e7\u00f5es e orienta\u00e7\u00f5es<\/em>\u201d, Freud (1933\/1996) menciona que a educa\u00e7\u00e3o inibe, pro\u00edbe e suprime. Dessa forma, ele mostra que a educa\u00e7\u00e3o promove e visa a um disciplinamento da puls\u00e3o, por meio do controle dos corpos, e tem uma fun\u00e7\u00e3o civilizat\u00f3ria, quando o sujeito renuncia a algumas formas de satisfa\u00e7\u00e3o para investir na puls\u00e3o de saber.<\/p>\n<p>Di Ciaccia (1990), no artigo \u201c<em>Da pedagogia \u00e0 psican\u00e1lise<\/em>\u201d, promove uma distin\u00e7\u00e3o entre esses dois campos de saber, mostrando como cada um, a seu modo, interfere na crian\u00e7a. A educa\u00e7\u00e3o visa ao disciplinamento da puls\u00e3o, enquanto a psican\u00e1lise se volta \u00e0 terap\u00eautica. Podemos destacar uma similitude entre a pedagogia e a psican\u00e1lise: uma experi\u00eancia de corpo e de palavra, especificamente das marcas do Outro. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s distin\u00e7\u00f5es, o autor esclarece que a pedagogia visa inibir os excessos, aposta no Outro da linguagem e se serve da identifica\u00e7\u00e3o com o Outro; por outro lado, a psican\u00e1lise promove o afrouxamento do excesso, se serve do Outro barrado da linguagem, e enfatiza que a palavra do Outro \u00e9 a mat\u00e9ria-prima que funda e constitui o sujeito. Diante disso, podemos perceber uma especificidade de cada campo, bem como uma distin\u00e7\u00e3o nos objetivos. Se, por um lado, a pedagogia promove a identifica\u00e7\u00e3o e a aliena\u00e7\u00e3o ao Outro, por outro lado, a psican\u00e1lise promove uma desidentifica\u00e7\u00e3o e a separa\u00e7\u00e3o do Outro, promovendo um esvaziamento do imagin\u00e1rio. Podemos ler o Outro como sendo as diferentes formas discursivas, j\u00e1 que fazemos la\u00e7o e gozamos por meio do discurso.<\/p>\n<p>Assim, podemos encontrar a dimens\u00e3o do real em jogo tanto no campo da educa\u00e7\u00e3o, como na cl\u00ednica. Com Lacan, podemos ler Freud pensando que essas tr\u00eas profiss\u00f5es apresentam sempre um resto e um saber fazer com o real. Lacan (2005b) esclarece, em <em>O triunfo da religi\u00e3o<\/em>, que n\u00e3o se para de educar e nem de governar.<\/p>\n<p>Miller (2017), em <em>O tri\u00e2ngulo dos saberes<\/em>, retoma Lacan e destaca que h\u00e1 uma antinomia entre o ensino e o saber, ou seja, o saber inconsciente n\u00e3o \u00e9 da ordem de um saber que se ensine, \u00e9 da ordem de uma experi\u00eancia. Logo, saber e ensino na concep\u00e7\u00e3o lacaniana n\u00e3o s\u00e3o equivalentes. O ensino remete \u00e0 resist\u00eancia e ao recalcamento do saber, e h\u00e1 por parte da pedagogia uma tentativa de separar o saber do gozo, bem como tratar o real por meio do imagin\u00e1rio; em outros termos, pela via do sentido e da significa\u00e7\u00e3o. Miller distingue o saber em duas vertentes: seja como semblante, seja como verdade que remete ao real e ao saber fazer. J\u00e1 para Lacan, saber e gozo est\u00e3o do mesmo lado. Na universidade, o saber \u00e9 efeito do ensino? De que saber se trata no contexto da universidade?<\/p>\n<p>Alberti (2023), em \u201c<em>Lo que puede el psicoan\u00e1lisis<\/em>\u201d, destaca que os discursos (mestre, universit\u00e1rio, capitalismo e hist\u00e9rico), cada um a seu modo, exercem uma forma de domina\u00e7\u00e3o, e pretendem dominar por meio de uma submiss\u00e3o do outro, sendo o discurso do analista o \u00fanico que n\u00e3o pretende dominar.<\/p>\n<p>No artigo \u201c<em>Amor de transfer\u00eancia: mais al\u00e9m do sujeito<\/em>\u201d, Silva e Ornellas (2016) relacionam o espa\u00e7o escolar e a rela\u00e7\u00e3o professor <em>versus<\/em> aluno com o <em>setting<\/em> anal\u00edtico e a rela\u00e7\u00e3o analista e analisante, uma vez que, para que haja an\u00e1lise, \u00e9 necess\u00e1rio que haja amor, e no espa\u00e7o escolar fazem-se necess\u00e1rias a transfer\u00eancia, a instaura\u00e7\u00e3o do sujeito suposto saber para que haja aprendizado.<\/p>\n<p>O que transmite o docente em seu fazer? \u00c9 poss\u00edvel ensinar o que n\u00e3o se ensina? Com Freire (2021), aprendemos que a tarefa do ensinante \u00e9 tamb\u00e9m de aprendiz. Hooks (2017), inspirada em Freire, faz uso de uma pedagogia transformadora, esclarecendo que h\u00e1 uma responsabilidade compartilhada e o respeito \u00e0 diferen\u00e7a por meio do multiculturalismo. Para Freire (2021), \u201c\u00c9 imposs\u00edvel ensinar sem essa coragem de querer bem, sem a valentia dos que insistem mil vezes antes de uma desist\u00eancia. \u00c9 imposs\u00edvel ensinar sem a capacidade forjada, inventada, bem-cuidada de amar.\u201d (p. 28). Ou seja, h\u00e1 a dimens\u00e3o do amor em jogo no lado tanto do ensinante como do aprendiz.<\/p>\n<p>Sabemos que nenhuma educa\u00e7\u00e3o \u00e9 neutra. O Outro escola \u00e9 tecido por v\u00e1rios e diferentes discursos. Com Lacan, aprendemos que em torno do discurso fazemos la\u00e7o com o Outro. No campo do Outro escola, percebemos a presen\u00e7a do discurso do empuxo \u00e0 patologiza\u00e7\u00e3o e de demanda de diagn\u00f3sticos precoces, da medicaliza\u00e7\u00e3o do sofrimento (discurso do mestre) e da tentativa da judicializa\u00e7\u00e3o (discurso jur\u00eddico) da vida, al\u00e9m da presen\u00e7a do discurso religioso. Atravessado por diferentes discursos, a figura do professor na atualidade, de maneira mais enf\u00e1tica, tem sido alvo de ataques de viol\u00eancia, vigil\u00e2ncia, cr\u00edticas e de descr\u00e9dito, uma certa destitui\u00e7\u00e3o de saber. Por que ser\u00e1 que a figura do professor \u00e9 alvo de descaso, descuido e invisibilidade na cultura? Quais os efeitos dos usos da intelig\u00eancia artificial em rela\u00e7\u00e3o ao amor ao saber?<\/p>\n<p>O psicanalista est\u00e1 advertido de que n\u00e3o h\u00e1 uma separa\u00e7\u00e3o entre o saber e o gozo. Onde h\u00e1 saber, h\u00e1 gozo. Santiago (2015), no livro <em>O que tem esse menino?<\/em>, relata a experi\u00eancia de conversa\u00e7\u00e3o entre docentes para abordar os sintomas escolares (analfabetismo, inibi\u00e7\u00e3o intelectual, <em>bullying<\/em> dentre outros). Fazendo uso da conversa\u00e7\u00e3o, da constru\u00e7\u00e3o do caso cl\u00ednico no um a um, ele nos ensina que o<em> falasser<\/em> faz la\u00e7o com o Outro escola por meio de seu sintoma e do seu gozo, e que quando esse sintoma e gozo, de algum modo, interferem no funcionamento e na din\u00e2mica da sala de aula, passam a ser nomeados pelo Outro escola como patol\u00f3gico e passam a ser segregados. Assim, ao abordar os casos cl\u00ednicos e discorrer sobre o mito individual de cada um, Santiago (2015) esclarece que o saber tem rela\u00e7\u00e3o com o gozo e o lugar no campo do Outro, ou seja, cada um sofre a seu modo das palavras impostas que nos marcam.<\/p>\n<p>A sala de aula n\u00e3o mudou, mas a rela\u00e7\u00e3o com o saber mudou. Lacan (1962-1963\/2005a), no Semin\u00e1rio 10, esclarece que s\u00f3 o amor faz o gozo condescender ao desejo. Como despertar o desejo de saber e de aprender, quando se tem o saber no bolso e a intelig\u00eancia artificial \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o? Como instaurar a figura do sujeito suposto saber nos tempos que correm e nos tempos em que o Outro n\u00e3o existe? Um dos desafios encontrados na minha pr\u00e1tica em sala de aula se d\u00e1 em como introduzir a dimens\u00e3o do enigma e do sujeito suposto saber por meio da docilidade e do manejo entre v\u00e1rios para possibilitar um saber fazer diante do real, considerando a dimens\u00e3o do Um. Conforme indica Miller (2021), ser d\u00f3cil ao outro, sem perder de vista a dimens\u00e3o do real em jogo. Apostar na educa\u00e7\u00e3o \u00e9 apostar na puls\u00e3o de saber e na puls\u00e3o de vida. Como nos ensina Lacan (2005b): \u201c\u00c9 preciso certa educa\u00e7\u00e3o para que os homens consigam se suportar.\u201d (p. 59).<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">Refer\u00eancias<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">ALBERTI, C. Lo que puede el psicoan\u00e1lisis. <em>Revista Virtualia<\/em>, ano XVII, n. 42, maio 2023.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">DI CIACCIA, A. Da pedagogia \u00e0 psican\u00e1lise. <em>Estilos da Cl\u00ednica<\/em>, S\u00e3o Paulo, v. 2, n. 2, p. 18-26, 1997. Dispon\u00edvel em: https:\/\/pepsic.bvsalud.org\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1415-71281997000200003. Acesso em: 17 out. 2023.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">FREIRE, P. <em>Professora, sim; tia, n\u00e3o<\/em>: cartas a quem ousa ensinar. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">FREUD, S. O mal-estar na civiliza\u00e7\u00e3o. (1930) In: FREUD, S. <em>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud<\/em>. v. XXI. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 67-148.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">FREUD, S. Explica\u00e7\u00f5es, aplica\u00e7\u00f5es e orienta\u00e7\u00f5es. (1933) In: FREUD, S. <em>Edi\u00e7\u00e3o standard brasileira das obras psicol\u00f3gicas completas de Sigmund Freud<\/em>. v. XXII. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 135-154.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">HOOKS, B. <em>Ensinando a transgredir<\/em>: a educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica da liberdade. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2017.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">HORNE, B. Psican\u00e1lise e universidade. <em>Correio, Revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 54, p. 14-16, nov. 2005.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio<\/em>, livro 10: <em>A ang\u00fastia<\/em>. (1962-1963) Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Tradu\u00e7\u00e3o: Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2005a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">LACAN, J. <em>O triunfo da religi\u00e3o<\/em>. Rio de Janeiro: Zahar, 2005b.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">MILLER, J.-A. O tri\u00e2ngulo dos saberes. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana Online<\/em>, S\u00e3o Paulo, ano VIII, n. 24, p. 1-9, nov. 2017.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">SANTIAGO, A. L. <em>O que tem esse menino?<\/em> Belo Horizonte: Editora Sintoma, 2015.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13px;\">SILVA, E. M.; ORNELLAS, M. de L. Amor de transfer\u00eancia: mais al\u00e9m do sujeito<em>. Revista Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o<\/em>, v. 4, n. 7, p. 1-11, 2016.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Karynna N\u00f3brega EBP\/AMP Atual Diretora de Cart\u00e9is e Interc\u00e2mbio da Se\u00e7\u00e3o Nordeste. Professora Associada N\u00edvel I do curso de Psicologia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Na verdade, n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio que o homem seja educado. Ele faz sua educa\u00e7\u00e3o por si s\u00f3. De uma forma ou de outra ele se educa. Conv\u00e9m efetivamente&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[49],"tags":[],"post_series":[],"class_list":["post-2381","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ed-026","entry","no-media"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2381","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2381"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2381\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2382,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2381\/revisions\/2382"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2381"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2381"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2381"},{"taxonomy":"post_series","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.institutopsicanalisebahia.com.br\/lapsus\/wp-json\/wp\/v2\/post_series?post=2381"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}